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As nove áreas do baguá, pela porta de entrada

Família e raízes no baguá da sua casa

A área da Família é o meio da parede da sua esquerda quando você entra pela porta principal e olha para dentro. No baguá da escola do Chapéu Negro, que orienta o mapa pela porta em vez da bússola, essa faixa trata dos que vieram antes, da saúde de fundo e das brigas antigas que ninguém terminou. O elemento é a Madeira, as cores são o verde e o azul, e a primeira providência sai de graça: reparar em quem está retratado nessa parede e em como o seu corpo reage ao passar por ela.
Ninguém escolhe de onde veio. Escolhe o que fica pendurado disso.

O que essa área rege de verdade

Tem discussão de família que terminou faz quinze anos e continua decidindo quem senta ao lado de quem na ceia. Esse é o assunto desta casa do baguá, e é bem maior do que parentesco. O trigrama daqui é Zhen, e trigrama significa apenas um desenho de três linhas que os chineses usam para nomear uma força da natureza. Zhen é o trovão: uma linha cheia embaixo, duas partidas em cima, ou seja, uma força que vem de baixo e sacode o que estava quieto.

A imagem funciona melhor ainda quando você lembra da física. O relâmpago já passou, a luz já se foi, e o barulho continua chegando alguns segundos depois. Briga antiga de família é exatamente isso: o raio caiu numa cozinha em 2009 e o som ainda está atravessando a sua casa hoje, na forma de um assunto que ninguém toca no aniversário. Zhen é o estouro que acorda o que estava dormindo, e essa área é onde a escola olha para o que herdamos sem ter escolhido, o sobrenome, o jeito de discutir, o medo de faltar dinheiro, a receita do bolo.

Duas observações honestas. A primeira: família aqui não é só sangue, é quem te criou e quem te sustenta há tempo suficiente para ter virado raiz, incluindo padrinho, vizinha, o time de amigos que virou parente. A segunda: a escola liga essa casa também à saúde de fundo, aquele cansaço que vem de longe, e é preciso dizer sem rodeio que isso não é diagnóstico, não substitui médico e não prevê doença em ninguém. É leitura de ambiente, não de corpo.

Onde ela fica na sua casa

Fique de pé na soleira da porta de entrada, de costas para a rua, e estenda o braço esquerdo. O meio daquela parede, nem o canto da frente nem o canto do fundo, é Zhen. Se ajudar a visualizar, desenhe mentalmente um jogo da velha sobre a planta com a fileira de baixo na parede da porta: o quadrado do meio da coluna da esquerda é o seu.

As escolas divergem nesse ponto e vale declarar qual foi adotada. Na tradicional, orientada por bússola, essa área é sempre o Leste da casa, e a posição da porta é irrelevante. Na escola do Chapéu Negro, que este portal segue e que é a que se ensina no Brasil, o mapa gira com a entrada, porque o princípio é que um espaço se organiza a partir do lugar por onde a vida entra nele. Se você mediu com bússola e chegou a outra parede, não errou, está em outra escola. O que não funciona é aplicar as duas na mesma casa.

Em apartamento brasileiro, essa faixa cai com frequência na parede do corredor que leva aos quartos, e aí acontece uma coincidência que sempre diverte quem descobre: é exatamente ali que metade das famílias pendura o mural de fotos, sem nunca ter ouvido falar de baguá. Se for o seu caso, você já tinha feito a cura antes de ler qualquer coisa. Se essa parede for a da televisão ou a do sofá, vale a mesma regra dentro de cada cômodo: pare na porta do quarto e o meio da parede esquerda é a Família daquele espaço.

A cor e o elemento que sustentam

Antes da copa existe a raiz, e é dela que a Madeira fala nesta casa do baguá. O material é fácil de achar em qualquer lugar: madeira crua, papel, algodão, linho, uma planta viva de verdade. A forma é a vertical, aquilo que se firma embaixo para poder subir: estante em pé, prateleira alta, vaso comprido, uma listra que sobe na parede. As cores são o verde e o azul, e o motivo de serem duas tão distantes na mesma lista rende uma boa história, que está logo abaixo.

O detalhe prático que quase ninguém junta: moldura de metal. No ciclo de controle chinês, o Metal corta a Madeira, e o mural de família costuma ser feito justamente de porta-retratos metálicos, prateados, alinhados na parede do elemento oposto. Isso não estraga nada e não precisa virar reforma. Só significa que, se você tiver escolha, moldura de madeira, de papelão rígido ou de tecido conversa melhor com essa parede do que uma parede inteira de alumínio. É o tipo de ajuste que custa zero quando você já vai trocar uma moldura quebrada.

Quem alimenta a Madeira é a Água, então um azul mais escuro, um vidro, um jarro com água limpa sustentam a área de leve. E vale saber o sinal de excesso, porque ele existe: Madeira demais deixa o ambiente com tudo sempre começando e nada terminando, uma selva de projetos abertos. Se essa parede virou o depósito das plantas que você ganhou, das caixas de artesanato e dos livros pela metade, o problema não é a intenção, é a dose.

O que dá para fazer hoje, sem comprar nada

Pare dez segundos na frente das fotos e repare no seu próprio ombro. Existe foto que sustenta e existe foto que cobra, e o corpo sabe a diferença antes da cabeça. A que sustenta costuma ser a informal: alguém rindo, a mesa bagunçada, o pai jovem de camiseta, uma pessoa com quem você faria as pazes hoje. A que cobra costuma ser a oficial: retrato sério, roupa de ocasião, a foto que você pendurou por obrigação e sente um aperto ao passar. Trocar uma pela outra é a cura mais forte desta página, e o custo é o de imprimir uma foto numa farmácia.

Depois, cuide dessa parede como a tradição chinesa cuida do altar dos ancestrais, que é a origem direta desse costume. Na casa chinesa clássica, o altar tem um lugar fixo, é limpo com frequência, recebe fruta ou incenso e serve para conversar com quem veio antes, não para prestar contas. Traduzido para a casa brasileira: tire o pó do mural hoje, endireite o que está torto, tire a foto desbotada pelo sol e troque uma imagem por ano. Mural que ninguém atualiza deixa de ser memória e vira papel de parede.

Por último, olhe para a papelada. A pasta do inventário que mora há três anos numa sacola do lado do armário, os documentos da partilha, a caixa de cartas que você não abre. A escola não pede que você resolva a pendência para arrumar a casa, isso levaria a vida inteira. Pede outra coisa, bem mais fácil: dar um lugar digno e fechado a esses papéis, de preferência longe do meio da parede da esquerda. Continua tudo por resolver, só para de estar exposto.

Por onde começar, e por que nesta ordem

Tirar rende mais do que pôr, e é por isso que a lista começa pelo que sai. Primeiro, a imagem que aperta ao passar (você já sabe qual é) e o que está quebrado e continua exposto. Segundo, a papelada e as caixas pendentes, que saem da vista sem precisar estar resolvidas. Terceiro, e só então, o que entra: a foto recente, a peça de madeira crua, a planta viva.

O critério é o número de vezes que aquilo te encontra sem você ter escolhido. O que já está pendurado entra pelos seus olhos todo dia, sem pedir licença, enquanto o que você acrescenta ainda vai disputar atenção com o resto da parede. Por isso a subtração vem antes da soma, mesmo quando subtrair é a parte difícil e somar é a parte agradável. Impacto e facilidade não são a mesma fila: comprar uma moldura de madeira leva dez minutos, e tirar uma foto da parede pode levar um mês de conversa interna, e ainda assim é a segunda que muda mais.

Uma coisa não deve entrar nessa ordem: prazo. Ninguém precisa dar conta da parede inteira num domingo, e área de baguá não tem nota de corte. Se der para fazer só o primeiro item, tudo bem, porque o primeiro item é justamente o de maior efeito, e foi por isso que ele ficou em primeiro.

Os erros que quase todo mundo comete

A parede que virou museu é o tropeço número um. As fotos são todas de vinte anos atrás, as crianças ainda são crianças, e a família de hoje não aparece em lugar nenhum. Não há nada de errado com foto antiga, o problema é o conjunto congelado: quem mora nessa casa passa por ali todo dia e recebe a mensagem de que a melhor parte já foi. Acrescente uma foto recente, mesmo que seja uma impressa em papel comum, e a parede volta a ser uma história em andamento em vez de um monumento.

O segundo erro é comprar solução para conflito. Sino de vento pendurado para acabar com briga, árvore da vida de arame com pedrinhas, estatueta de barriga esfregada para dar sorte. Vale a distinção honesta: o sino de vento é sim uma cura da escola do Chapéu Negro, que trabalha com som e com movimento de ar para marcar passagem entre ambientes, mas ele não foi feito para resolver desavença nenhuma, e nunca prometeu isso. Já a árvore de pedrinhas é bijuteria recente vendida com nome bonito, sem raiz na tradição. Se você gosta, use, isso é decoração e decoração é assunto seu. Só não conte com o objeto para fazer o telefonema que só você pode fazer.

O terceiro erro é de endereço. Foto do casal, aliança emoldurada, o quadro do casamento pendurados aqui: tudo isso pertence a outra casa do baguá, a do Amor, que fica no canto mais distante à direita de quem entra. Ninguém está dizendo que o seu casamento sofre por causa de uma parede. Está dizendo que cada faixa do mapa trata de um assunto, e que misturar tudo na mesma parede é o mesmo que escrever dois recados no mesmo bilhete e esperar que quem leia entenda os dois.

Onde as escolas divergem, e qual a gente segue

Comecemos pelo endereço, que já apareceu acima e vale recapitular em uma linha: a escola tradicional trabalha com bússola e fixa Zhen no Leste da planta, sem consultar a entrada, enquanto a do Chapéu Negro, seguida aqui, gira o mapa a partir da porta e põe a área no meio da parede da esquerda de quem entra. Essa é a divergência de fundo, e ela atravessa as nove áreas do mesmo jeito.

O que quase ninguém conta é a segunda divergência, e ela é a mais surpreendente do baguá inteiro: as duas escolas colocam a saúde em lugares diferentes da mesma casa. Parte da literatura clássica associa justamente o Leste, este setor, à saúde, ligando o trigrama do broto e do crescimento ao vigor do corpo. A escola do Chapéu Negro põe a saúde no centro da planta, no miolo onde as nove casas se encontram. Duas tradições sérias, olhando para a mesma sala, apontam pedaços diferentes quando o assunto é o corpo.

Este portal segue a saúde no centro, que tem página própria aqui, e mantém nesta área a saúde de fundo: a herdada, a de família, a de longo prazo, que é exatamente o ponto em que os dois sistemas concordam sem discussão. Na prática fica simples de aplicar: cuide do miolo da casa quando o assunto for o corpo agora, e cuide desta parede quando o assunto for o que vem de trás. Escolha uma referência e mantenha, porque o problema nunca foi preferir uma escola à outra, é aplicar as duas ao mesmo tempo e terminar sem saber qual pedaço da casa responde pelo quê.

Você sabia?

O verde e o azul aparecem juntos nesta área por causa de uma palavra, não de uma regra. O chinês clássico tem uma cor chamada qing, que cobre ao mesmo tempo o verde do broto novo, o azul do céu limpo e o escuro das águas fundas, e é ela que nomeia o elemento Madeira nos textos antigos. Quando isso passou para o português, não havia como escolher: verde e azul vieram os dois, e por isso essa é a única casa do baguá com duas cores tão distantes na mesma lista. Tem ainda uma segunda camada de sentido: no Livro das Mutações, os oito trigramas formam uma família de oito pessoas, e Zhen é o filho mais velho, aquele que se move primeiro. É bonito que a área da Família tenha ficado justamente com o trigrama de quem toma a iniciativa, porque é quase sempre a mesma pessoa que acaba ligando para reatar.

A área no mapa da casa

Porta de entrada
Fique do lado de fora e entre. A parede que ficou atrás de você é a linha de baixo desta grade, e a de cima é a parede do fundo. Este é o baguá da escola do Chapéu Negro, que orienta pela porta. A escola tradicional orienta pela bússola e chegaria a outro desenho na mesma casa.

A ficha da área

Trigrama

☳ Zhen

Elemento

Madeira

Cores

verde e azul

Onde fica

o meio da parede da esquerda

Os sinais de que esse canto está pedindo atenção

Nenhum item desta lista é sobre a sua vida, todos são sobre o espaço. Dá para conferir de pé, agora, olhando para o canto.

Tem um prego sem quadro nessa parede, ou a marca clara de um porta-retrato que saiu e nunca foi substituído.

Retângulo mais claro na tinta é uma ausência anunciada: alguém tirou uma imagem dali e a parede seguiu contando isso todo dia, na altura dos olhos. A escola não pede que você recoloque o que saiu. Pede que o pedaço pare de narrar a retirada, e para isso serve tanto ocupar o espaço com outra coisa quanto tirar o prego e passar um retoque de tinta. Qualquer das duas fecha o assunto; deixar como está é o que mantém a pergunta aberta.

Encostado nessa faixa está o móvel que veio de herança e ninguém abre, a cristaleira, a máquina de costura, o baú.

Móvel herdado é o objeto mais carregado da casa brasileira, porque ninguém escolheu ele e ninguém se sente com direito de dispensar. A escola não manda descartar nada disso. Manda usar: abra, tire a louça, ponha na mesa no próximo domingo, ou passe adiante para o parente que vai usar de verdade. Herança em uso é uma coisa, herança lacrada é outra, e a diferença entre as duas é a diferença entre um móvel e um relicário.

Essa é a parede que ficou de fora quando o resto da casa foi pintado, ou a que tem uma mancha de infiltração com que todo mundo já se acostumou.

Sempre existe uma parede que fica para depois, e chama atenção com que frequência ela é justamente esta. Descascado, manchado e adiado formam um conjunto que a escola lê como assunto antigo em espera. Meio galão de tinta resolve a maior parte dos casos por menos do que custa uma moldura bonita, e quando a infiltração é de verdade, o passo é acionar o síndico ou o proprietário, que também é uma maneira de deixar de conviver com aquilo.

A planta que está nessa faixa tem mais folha seca do que verde.

Planta é o único objeto da casa que responde por conta própria, e por isso funciona como termômetro do canto. Folha seca acumulada não é agouro nenhum: é rega irregular e luz insuficiente, e as duas coisas contam que aquele pedaço saiu do seu campo de atenção. Corte o que secou e volte a regar. Se a espécie não se dá com a luz que chega ali, troque por uma de sombra em vez de insistir com a mesma.

É nessa faixa que mora a caixa de remédio de todo mundo, misturada e sem tampa.

Quase toda casa tem a sua, quase sempre aberta em cima de um móvel ou dentro de uma sacola de mercado. Como esta área responde pela saúde de fundo, a herdada e a de longo prazo, a instrução é prática e sem mística: descarte o que venceu, separe por pessoa, feche e ponha em lugar seco e alcançável. É higiene doméstica antes de ser feng shui, e não há problema nenhum em as duas coisas coincidirem.

O checklist desta área

  1. 1Passe na frente do mural de fotos e escolha uma imagem que te dá aperto no peito para tirar hoje.
  2. 2Imprima ou traga do celular uma foto recente e acrescente ao conjunto ainda esta semana.
  3. 3Tire o pó das molduras, endireite o que está torto e troque a foto que o sol desbotou.
  4. 4Ponha uma planta viva ou algo de madeira crua no meio da parede da esquerda.
  5. 5Leve para longe dessa parede a papelada pendente de família e guarde em uma caixa fechada.
  6. 6Mude a foto do casal ou do casamento para o canto do fundo à direita, que é a área do Amor.
  7. 7Se essa parede virou depósito de caixas e projetos parados, tire um item hoje, só um.

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Veja onde cai cada uma das nove áreas na planta da sua casa

A grade das nove áreas se encaixa na sua planta a partir da porta de entrada, e cada cruzamento vem com a leitura pelos cinco elementos e o que dá para fazer hoje.

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Perguntas frequentes

Essa área é sempre o Leste da casa?
Depende da escola que você seguir. Na tradicional, que trabalha com bússola, sim: Zhen é o setor Leste e a porta não entra na conta. Na escola do Chapéu Negro, adotada por este portal e mais difundida no Brasil, a área é o meio da parede da esquerda de quem entra pela porta principal, qualquer que seja o ponto cardeal. As duas se sustentam por dentro e ambas têm gente séria trabalhando com elas. O único caminho ruim é usar metade de cada e ficar com duas paredes concorrentes na mesma sala.
Posso pendurar foto de quem já morreu nessa parede?
Pode, e essa área é exatamente o endereço tradicional disso: é o equivalente doméstico do altar dos ancestrais da casa chinesa, um lugar de lembrança e não de luto permanente. O critério que a escola usa é o mesmo de qualquer outra foto aqui: escolha a imagem em que a pessoa está viva, rindo, fazendo o que ela gostava, e não o retrato solene do velório. Uma recomendação comum na prática é evitar retratos de falecidos no quarto de dormir, deixando o quarto para os vivos, mas isso é costume da escola e não sentença. Se a foto te faz bem ao passar, ela está no lugar certo.
Estou brigado com a minha família. Mexer nessa parede piora as coisas?
Não piora, e é importante dizer que a escola não trabalha com castigo. Se olhar para as fotos hoje te machuca, a orientação é simples e sem culpa: tire, guarde numa caixa, deixe a parede limpa com uma planta ou uma peça de madeira. Área do baguá não exige altar de ninguém, exige que aquele pedaço da casa não esteja bagunçado nem doendo. Quando e se você quiser trazer alguma imagem de volta, ela vai continuar ali esperando, e a decisão continua sendo inteiramente sua.
Arrumar essa parede resolve briga de família?
Não resolve, e ninguém honesto vai dizer que sim. Nenhuma cura de feng shui faz alguém ligar, pedir desculpa ou mudar de ideia sobre um assunto de dez anos atrás. O que acontece é bem mais discreto: você para de passar todo dia por uma parede que cobra, tira da vista a papelada que aperta e escolhe conscientemente qual parte da sua história fica exposta na sua casa. Isso muda como você se sente dentro do ambiente e, às vezes, muda a disposição de fazer o telefonema. O telefonema, porém, continua sendo seu.
Moro sozinho e longe da minha família. Essa área vale para mim?
Vale, e talvez mais do que para quem mora com todo mundo por perto. O que esta casa do baguá trata é da sua raiz, e raiz não é endereço: é quem te formou, quem te sustenta há tempo suficiente e o que você trouxe na mala sem perceber que estava trazendo. Num quarto alugado, essa faixa costuma ser pequena, e mesmo assim funciona com uma foto, um objeto que veio de casa, uma planta. Se a distância for justamente o assunto doído, comece pelo mais leve: um único item escolhido por você, e não o painel inteiro.
Essa faixa caiu numa janela, num armário embutido ou na porta do banheiro. Não tem parede para pendurar nada.
Acontece direto, principalmente em apartamento compacto, e não invalida a área. Quando não há parede livre, a escola trabalha com o que existe naquele pedaço: o peitoril da janela recebe um vaso, a porta do armário recebe uma foto pequena presa por dentro, o próprio móvel que ocupa a faixa pode ganhar um objeto de madeira em cima. Se for banheiro, a orientação é a de sempre: porta fechada, tampa baixada, ralo limpo, e a cura simbólica migra para o mesmo canto dentro do seu quarto, porque o baguá se repete em cada cômodo. O setor nunca some, ele só muda de tamanho.

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