Cada carta do tarot é uma cena desenhada, e quase tudo que ela quer dizer está no que a figura está fazendo. Aqui a leitura começa por aí: o que a pessoa da gravura carrega, para onde ela olha, o que existe atrás dela. Depois vem o significado, a carta invertida, o que ela diz no amor, no trabalho e no dinheiro, e um trecho dedicado a desarmar a fama injusta que algumas cartas carregam. São 78 cartas lidas assim, uma por uma. Escolha a que apareceu para você.
Os 22 do baralho
Arcanos maiores
São as cartas com nome próprio, de O Louco a O Mundo. Elas descrevem os grandes temas de uma vida, e a ordem em que aparecem conta uma história: alguém sai de casa sem saber nada, aprende, escolhe, perde, recomeça e chega inteiro do outro lado. Quando uma delas aparece em uma leitura, o assunto costuma ser maior do que a semana.
Toque em qualquer gravura para abrir a leitura inteira daquela carta: a cena desenhada explicada em detalhe, o significado, a carta invertida, o amor, o trabalho, o dinheiro e a fama injusta que ela carrega.
Arcanos menores: a chave que faz o baralho virar sistema
Quase todo site trata os arcanos menores como 56 significados soltos para decorar, e é por isso que quase ninguém decora. Eles não são uma lista: são uma tabela. Toda carta menor é o cruzamento de duas informações, o assunto do naipe e a posição do número. Se você entender as duas colunas, consegue ler uma carta que nunca viu na vida.
Fogo · o que você quer e realiza
Paus
Paus é o naipe do fogo: vontade, projeto, coragem, disputa. Repare que os bastões desenhados por Pamela Colman Smith têm folhas brotando na madeira, e isso não é enfeite: é um naipe de coisa viva, que cresce enquanto está sendo usada. Quando paus dominam a mesa, o assunto é energia, não sentimento.
Copas é o naipe da água: sentimento, vínculo, memória, tudo que molha por dentro. Quando muitas copas aparecem numa tiragem, a pergunta que parecia ser sobre dinheiro ou trabalho quase sempre era sobre gente. É o naipe que corresponde aos signos de água e que, no baralho comum, virou o naipe de copas mesmo.
Espadas é o naipe do ar: pensamento, palavra, verdade, conflito. É o naipe que mais assusta quem está começando, porque desenha punhal, insônia e lágrima com uma franqueza rara. Vale lembrar que espada corta dos dois lados: a mesma lâmina que fere é a que separa o que é fato do que é medo.
Ouros é o naipe da terra: dinheiro, corpo, casa, ofício, tudo que se pesa e se guarda. É o naipe mais concreto do baralho e o menos romântico, e por isso mesmo o mais útil quando a pergunta envolve conta a pagar, emprego novo ou saúde. No baralho comum ele virou o naipe de ouros.
Do Ás ao Dez, os números contam a vida de uma coisa: ela nasce, encontra outra, dá o primeiro fruto, se firma, racha, se remenda, é testada, vira ofício, se concentra e transborda. Depois vêm as quatro figuras, que são estágios de maturidade dentro do mesmo assunto. É a mesma escada nos quatro naipes, o que muda é o que está subindo por ela.
Ás, a semente
O elemento em estado puro, oferecido por uma mão que sai de uma nuvem. Potencial que ainda não foi gasto em nada.
Dois, o par
O assunto deixa de ser só seu. Encontro, escolha, equilíbrio entre duas forças.
Três, o primeiro fruto
O que nasce quando duas coisas se juntam. Resultado inicial, grupo, colheita pequena.
Quatro, a base
Consolidação e guarda, com o risco conhecido de a base virar imobilidade.
Cinco, a rachadura
Falta, perda, conflito. O número que quebra o quatro justamente para obrigar movimento.
Seis, o remendo
Reciprocidade, ajuda, travessia. O que vem depois do estrago e costura de volta.
Sete, a prova sozinho
Avaliação, paciência, defesa, ilusão. Ninguém decide por você nesta altura.
Oito, o trabalho aplicado
Repetição, ofício, deslocamento. É onde o assunto vira prática de todo dia.
Nove, quase lá
O tema no grau mais concentrado, e quase sempre colhido em solidão.
Dez, o transbordo
Fim de ciclo. O assunto no máximo que ele alcança, para o bem e para o peso.
Valete, o aprendiz
Notícia, curiosidade, o tema começando. Erra por inexperiência, não por fraqueza.
Cavaleiro, o que sai em movimento
O tema em ação, e sempre com um pouco de excesso, que é o que faz ele andar.
Rainha, o domínio por dentro
Quem sente o assunto até o fundo e consegue sustentá-lo sem se desorganizar.
Rei, o domínio por fora
Quem responde pelo assunto no mundo, decide sobre ele e é procurado por causa dele.
A chave funcionando
Um número só, atravessando os quatro naipes
O cinco é o número que quebra a base do quatro. Veja o que acontece quando essa mesma quebra cai em cada território da vida. Ninguém precisou decorar quatro significados: é um significado aplicado a quatro assuntos. As quatro gravuras abrem a leitura completa de cada uma.
Repare que nenhuma das quatro é boa notícia e nenhuma das quatro é catástrofe. A rachadura serve para obrigar movimento, e é isso que o cinco faz onde quer que ele caia.
Fogo · o que você quer e realiza
Arcanos menores: Paus
Paus é o naipe do fogo: vontade, projeto, coragem, disputa. Repare que os bastões desenhados por Pamela Colman Smith têm folhas brotando na madeira, e isso não é enfeite: é um naipe de coisa viva, que cresce enquanto está sendo usada. Quando paus dominam a mesa, o assunto é energia, não sentimento.
São 14 cartas, do Ás ao Rei. Toque na gravura para abrir a leitura completa daquela carta, com a cena explicada, o que ela diz invertida e o que ela pede no amor, no trabalho e no dinheiro.
Copas é o naipe da água: sentimento, vínculo, memória, tudo que molha por dentro. Quando muitas copas aparecem numa tiragem, a pergunta que parecia ser sobre dinheiro ou trabalho quase sempre era sobre gente. É o naipe que corresponde aos signos de água e que, no baralho comum, virou o naipe de copas mesmo.
São 14 cartas, do Ás ao Rei. Toque na gravura para abrir a leitura completa daquela carta, com a cena explicada, o que ela diz invertida e o que ela pede no amor, no trabalho e no dinheiro.
Espadas é o naipe do ar: pensamento, palavra, verdade, conflito. É o naipe que mais assusta quem está começando, porque desenha punhal, insônia e lágrima com uma franqueza rara. Vale lembrar que espada corta dos dois lados: a mesma lâmina que fere é a que separa o que é fato do que é medo.
São 14 cartas, do Ás ao Rei. Toque na gravura para abrir a leitura completa daquela carta, com a cena explicada, o que ela diz invertida e o que ela pede no amor, no trabalho e no dinheiro.
Ouros é o naipe da terra: dinheiro, corpo, casa, ofício, tudo que se pesa e se guarda. É o naipe mais concreto do baralho e o menos romântico, e por isso mesmo o mais útil quando a pergunta envolve conta a pagar, emprego novo ou saúde. No baralho comum ele virou o naipe de ouros.
São 14 cartas, do Ás ao Rei. Toque na gravura para abrir a leitura completa daquela carta, com a cena explicada, o que ela diz invertida e o que ela pede no amor, no trabalho e no dinheiro.
Entre os arcanos maiores existe um que sai da sua data de nascimento e acompanha você a vida inteira. A conta é curta: some o dia, o mês e o ano, some os algarismos do total e, se passar de 22, tire 22. O resultado fica entre 1 e 22, e cada número abaixo abre um retrato completo de quem carrega aquela carta, com a força, a sombra, o amor e o trabalho.
Quase toda ferramenta de tarot da internet embaralha um número aleatório e desenha uma carta em cima dele, o que significa que o resultado troca a cada clique. Aqui não existe nada disso: as três contas abaixo saem da sua data de nascimento, aparecem na tela passo a passo e você pode refazer no papel. A mesma data devolve a mesma resposta hoje e daqui a dez anos, em qualquer aparelho, e é por isso que vale a pena mandar o resultado para alguém.
Comece pela cena. Quem está na figura, o que essa pessoa segura, para onde ela olha, o que existe atrás dela e o que está fora do quadro. Boa parte do significado tradicional de uma carta nasceu dessa leitura, e não de uma lista decorada: o cachorrinho aos pés de O Louco, as correntes largas do Diabo e o sol nascendo atrás do cavaleiro da Morte contam a história antes de qualquer livro.
Depois pergunte o que a carta está dizendo sobre a sua situação, e não sobre o futuro. Nenhuma carta marca data, nenhuma carta sentencia acontecimento, e quem promete isso está vendendo outra coisa. O tarot funciona melhor como espelho: ele devolve, em imagem, algo que você já percebia sem conseguir nomear.
As gravuras desta página são as do baralho Rider-Waite-Smith, publicado em 1909 e ilustrado por Pamela Colman Smith, cujo nome ficou fora da caixa por décadas. É o baralho mais usado no mundo e a base de quase todos os outros. Foi ele também que transformou os arcanos menores em cenas com gente dentro: antes disso, o cinco de espadas eram cinco espadas desenhadas lado a lado, como o cinco de ouros do baralho comum que existe na sua gaveta. Quando a numeração de uma carta muda de um baralho para outro, como acontece com A Força e A Justiça, a página avisa.
Grátis, sem cadastro
Qual carta acompanha você a vida inteira?
Entre os 22 arcanos maiores existe um que sai da soma da sua data de nascimento e acompanha você a vida inteira. A conta aparece passo a passo, sem sorteio e sem cadastro.