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Música

O mapa astral de Stéphane Grappelli

Violinista francês que inventou, ao lado do guitarrista Django Reinhardt, o som do Quintette du Hot Club de France em 1934, Stéphane Grappelli provou que o violino podia ser instrumento de jazz. Aprendeu praticamente sozinho, tocando na rua e em orquestra de cinema mudo, e seguiu em turnê até 1997, quando morreu aos 89 anos, depois de fazer a última apresentação pública em Christchurch, na Nova Zelândia.

Nascimento: 26 de janeiro de 1908, às 07:00, em Paris, França. Fonte do horário: Mapa do Céu (https://www.mapadoceu.com.br/pt/mapa/stephane-grappelli/), nota AA - Registro de nascimento citado.

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A geometria real do céu de 26/01/1908

O céu em números

  • Sol4°55' Aquário · casa 1
  • Lua0°50' Escorpião · casa 9
  • Ascendente20°10' Capricórnio · casa 1
  • Meio do Céu21°41' Escorpião · casa 10
  • Mercúrio12°58' Aquário · casa 1
  • Vênus7°01' Peixes · casa 1
  • Marte10°35' Áries · casa 2
  • Júpiterretrógrado9°04' Leão · casa 7
  • Saturno23°53' Peixes · casa 2
  • Urano14°05' Capricórnio · casa 12
  • Netunoretrógrado12°54' Câncer · casa 6
  • Plutãoretrógrado23°04' Gêmeos · casa 5
  • Quíron17°16' Aquário · casa 1
  • Lilith2°32' Leão · casa 7

Sol, Lua, Ascendente e o elenco

a essência que improvisa

Sol em Aquário, casa 1

Aquário no grau 4,93 abriga o Sol dele, o ponto que diz de que matéria uma pessoa é feita, e Aquário é o signo de quem faz de um jeito que ninguém tinha feito. Esse Sol está na casa 1, a de como a pessoa se apresenta. Quando ele começou, violino era instrumento de sala de concerto, e ele o levou para o jazz, um território onde ninguém tinha pensado em colocá-lo.

o fundo escuro do som

Lua em Escorpião, casa 9

Escorpião no grau 0,84, no primeiro sopro do signo, recebe a Lua dele, que é o lado de dentro. Escorpião é o signo do que tem profundidade e não se explica. Essa Lua está na casa 9, a do estrangeiro e da estrada. É o retrato de quem carrega uma intensidade quieta e a leva para longe, o que num músico de turnê internacional durante sessenta anos é praticamente a biografia.

a chegada disciplinada

Ascendente em Capricórnio

Capricórnio é o Ascendente dele, a primeira impressão que passa, e Capricórnio é o signo do ofício levado a sério e da paciência com o tempo. É uma fachada curiosa num improvisador de jazz, gênero da liberdade, mas é ela que explica a longevidade: setenta anos de instrumento nas mãos exigem muito mais disciplina do que talento.

a mente que inventa

Mercúrio em Aquário, casa 1

Aquário guarda também o Mercúrio dele, o planeta de como a pessoa pensa, na casa 1. Mercúrio em Aquário raciocina por fora do padrão e adora achar a solução que ninguém tentou. Numa música que se faz inventando a melodia em tempo real, na frente do público, esse é o desenho mental exato do ofício.

o som que escorre

Vênus em Peixes, casa 1

Peixes sustenta o Vênus dele, o planeta da beleza e do gosto, e Peixes é o signo do que flui, do que não tem quina nem borda. Esse Vênus está na casa 1, o setor de como a pessoa se apresenta ao mundo. Num violinista cuja marca é justamente o som doce e escorregadio, com aquele arco que parece nunca parar, é uma posição que descreve o timbre.

a garra que abre caminho

Marte em Áries, casa 2

Áries guarda o Marte dele, o planeta do impulso, no signo de quem vai primeiro e não pede licença. Esse Marte está na casa 2, a do próprio sustento. É a energia de quem começou a ganhar a vida com o instrumento na adolescência e nunca dependeu de outro ofício para pagar as contas.

O que o mundo vê, e onde isso mora no mapa

A casa da dupla

Júpiter e Lilith na casa 7, em Leão

Casa 7 é o setor da parceria, daquilo que só existe com duas pessoas. Ali estão Júpiter, o planeta que amplia tudo o que toca, e Lilith, o ponto do que não se domestica. É o desenho de quem encontra a própria grandeza ao lado de outro, e de uma parceria que foge do previsível. Em 1934 ele fundou com o guitarrista Django Reinhardt o Quintette du Hot Club de France, uma dupla que virou lenda e durou até 1939, e décadas depois fez três discos com o violinista clássico Yehudi Menuhin, entre 1972 e 1976.

Vênus em Peixes na porta de entrada

Vênus em Peixes na casa 1, com 41% do mapa em água

Vênus é o planeta do som bonito e do gosto, e o dele está em Peixes, o signo do que escorre e não trava. Some os 41% do mapa em água, o elemento mais presente na distribuição dele, e o céu inteiro fica líquido. É a assinatura de um músico cuja marca não foi a velocidade nem a força, foi o fraseado doce que parece nunca encostar no chão, o que ainda hoje distingue a escola de violino que ele criou.

Quatro pontos na casa de quem sobe ao palco

Sol, Mercúrio, Vênus e Quíron na casa 1

Casa 1 é a de como a pessoa se apresenta, o jeito de chegar, a assinatura pessoal. Quatro pontos dele moram ali, incluindo o Sol, que é a essência, e Vênus, que é a beleza. É a concentração de quem existe publicamente através da própria presença. Ele foi um músico de palco a vida inteira, sem carreira paralela de professor ou de produtor: tocou desde a adolescência até 1997, com o último concerto público na Nova Zelândia, poucas semanas antes de morrer aos 89 anos.

Seis horas por dia na casa do trabalho repetido

Netuno retrógrado na casa 6

Casa 6 é a do ofício de todo dia, da tarefa repetida sem plateia e sem aplauso. Netuno, o planeta da música e do que dissolve as fronteiras, está ali. Costuma desenhar quem transforma repetição em arte. Aos quinze anos, ele tocava seis horas por dia em orquestra de fosso de cinema, acompanhando filmes mudos, e passou dois anos nessa rotina. Foi ali, e não em conservatório, que a técnica dele se formou.

Cinquenta e um por cento do mapa não sai do lugar

51% do mapa em naipe fixo

O naipe fixo é o dos signos que sustentam e não largam, e no mapa dele ele domina com 51%. Numa carreira musical, isso costuma virar longevidade em vez de reinvenção. E a dele é uma das mais longas da história do jazz: começou o violino aos doze anos, quando o pai penhorou um terno para comprar o instrumento, e ainda estava em turnê aos oitenta e muitos, atravessando de ponta a ponta a história do gênero que ajudou a criar.

O violino que trocou de território

Plutão retrógrado na casa 5, em Gêmeos

Casa 5 é a da criação e do palco, e Plutão é o planeta que transforma pela raiz aquilo em que encosta. Plutão ali costuma desenhar quem não apenas se destaca numa arte, mas muda o que aquela arte pode ser. Antes dele, o violino era instrumento de sala de concerto e de orquestra. Ele o levou para o jazz sem nenhuma formação de conservatório, aprendendo, nas palavras dele mesmo, nas ruas, olhando como os outros violinistas tocavam. O instrumento saiu de um território e entrou em outro, e ficou.

As conversas do céu

A ação generosa

Marte em trígono com Júpiter, a 1,51 grau

Marte é a força de agir e Júpiter é o que amplia e dá de sobra. Em conversa fácil, desenham quem age com largueza e nunca economiza no gesto. Numa arte que consiste em improvisar diante do público, sem rede, é o desenho de um músico que se joga sem medir e sai por cima.

A estrutura contra a força profunda

Saturno em quadratura com Plutão, a 0,82 grau

Saturno é a régua e Plutão é o que revira tudo por baixo. Em atrito, costumam dar quem atravessa períodos duros e sai deles transformado, não destruído. A carreira dele foi partida ao meio por uma guerra em 1939, quando o quinteto se desfez, e ele a reconstruiu em outro país, começando praticamente do zero.

A porta e o topo em acordo

Ascendente em sextil com o Meio do Céu, a 1,52 grau

O Ascendente é o jeito de chegar e o Meio do Céu é a reputação profissional. Quando os dois conversam com facilidade, a tradição fala de gente cuja imagem pública combina com o que ela é de fato, sem esforço de construção. Poucos músicos tiveram uma persona pública tão simples e tão coerente com o próprio som quanto ele.

Elementos e aspectos

A mistura dos elementos

  • Água41%
  • terra22%
  • ar22%
  • fogo15%

Os aspectos mais apertados

  • Urano oposição Nodo Norte · 0,02° de folga
  • Saturno quadratura Plutão · 0,82° de folga
  • Netuno conjunção Nodo Norte · 1,16° de folga
  • Urano oposição Netuno · 1,18° de folga
  • Marte trígono Júpiter · 1,51° de folga
  • Ascendente sextil Meio do Céu · 1,52° de folga

Você sabia?Em 1975, ele gravou uma parte de violino para a faixa-título de Wish You Were Here, do Pink Floyd. A participação acabou na mixagem final tão baixa que é praticamente inaudível. Ou seja: um dos maiores violinistas de jazz do século tocou num dos discos mais vendidos da história do rock, e quase ninguém que ouviu esse disco jamais soube disso.

Tira-dúvidas

Perguntas frequentes

De onde vem a hora de nascimento de Stéphane Grappelli?
Da fonte declarada logo abaixo do título, Mapa do Céu (https://www.mapadoceu.com.br/pt/mapa/stephane-grappelli/), nota AA - Registro de nascimento citado. A regra da casa é não publicar mapa sem origem de horário: hora sem fonte transforma o Ascendente e todas as casas em chute, e é justamente aí que a leitura muda mais. Quando a confiança do registro é média, a própria página avisa.
Ter o mesmo signo de Stéphane Grappelli quer dizer ser parecido com Stéphane Grappelli?
Não, e a lista de pontos aqui do lado mostra por quê. Além do Sol em Aquário, Stéphane Grappelli tem Lua em Escorpião e Ascendente em Capricórnio, e cada um dos outros astros num grau e numa casa. Duas pessoas do mesmo signo solar quase nunca repetem o resto do desenho.
Se a hora estiver um pouco errada, o que muda?
Mudam o Ascendente e a divisão das casas, que dependem da rotação da Terra e viram depressa: poucos minutos já podem trocar o signo que subia no horizonte. Os astros mais lentos praticamente não saem do lugar, então a leitura deles por signo continua de pé mesmo quando o horário é aproximado.
Como comparo o meu mapa com este?
Calcule o seu de graça na calculadora que fica logo abaixo: ela devolve a mesma roda e a mesma lista de pontos que você está vendo aqui. Com os dois lado a lado, fica fácil reparar no que se repete e no que é só seu.

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