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Filosofia

O mapa astral de Simone Weil

Filósofa francesa formada na École Normale Supérieure, Simone Weil largou o magistério em 1934 para trabalhar como operária de fábrica, entre elas a Renault em 1935, porque queria saber pelo corpo o que o trabalho industrial fazia com uma pessoa. Em julho de 1936 foi para a Guerra Civil Espanhola. Quase toda a obra dela, incluindo A Gravidade e a Graça e O Enraizamento, foi publicada depois da morte.

Nascimento: 3 de fevereiro de 1909, às 05:00, em Paris, França. Fonte do horário: Mapa do Céu (https://www.mapadoceu.com.br/pt/mapa/simone-weil/), nota AA - Registro de nascimento citado.

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A geometria real do céu de 03/02/1909

O céu em números

  • Sol13°45' Aquário · casa 2
  • Lua19°48' Câncer · casa 7
  • Ascendente28°14' Sagitário · casa 1
  • Meio do Céu29°54' Libra · casa 10
  • Mercúrioretrógrado28°34' Aquário · casa 2
  • Vênus22°43' Capricórnio · casa 1
  • Marte16°00' Sagitário · casa 12
  • Júpiterretrógrado12°40' Virgem · casa 8
  • Saturno6°15' Áries · casa 3
  • Urano18°31' Capricórnio · casa 1
  • Netunoretrógrado14°58' Câncer · casa 7
  • Plutãoretrógrado24°00' Gêmeos · casa 6
  • Quíron22°34' Aquário · casa 2
  • Lilith14°13' Virgem · casa 8

Sol, Lua, Ascendente e o elenco

a essência do coletivo

Sol em Aquário, casa 2

Aquário abriga o Sol dela, o ponto que mostra a essência de uma pessoa, e Aquário é o signo do que pertence a todos, da causa antes do indivíduo. Esse Sol está na casa 2, a do sustento e do pão de cada dia. É uma combinação incomum e reveladora: alguém cuja identidade se organiza em torno da questão material de todo mundo, e não da própria.

a atenção ao outro

Lua em Câncer, casa 7

Câncer recebe a Lua dela, que é o lado de dentro, e Câncer é o signo do cuidado e da compaixão. Essa Lua está na casa 7, a do outro. É o retrato de alguém cuja vida emocional inteira aponta para fora de si, o que combina com uma filosofia em que a palavra central é atenção, a capacidade de olhar o outro sem interferir nele.

a chegada da convicção

Ascendente em Sagitário

Sagitário no grau 28, quase no fim do signo, é o Ascendente dela, o cartão de visitas antes de qualquer palavra. Sagitário é o signo da crença defendida em público e da estrada percorrida por convicção. É a porta de entrada de alguém que atravessou fronteiras, trocou de vida e mudou de continente por causa de uma ideia.

o pensamento que refaz

Mercúrio em Aquário, casa 2

Aquário guarda o Mercúrio dela, o planeta que rege o pensamento, e ele está retrógrado, o que a tradição lê como uma mente que volta atrás, revisa e desconfia da primeira conclusão. Esse Mercúrio está na casa 2, junto do Sol. É a cabeça de quem não aceita ideia por autoridade e vai conferir com o próprio corpo.

o gosto pela dureza

Vênus em Capricórnio, casa 1

Capricórnio sustenta o Vênus dela, o planeta do afeto e do que dá prazer, e Capricórnio é o signo da austeridade e do que se conquista sem atalho. Esse Vênus está na casa 1, a de como a pessoa se apresenta. É o desenho de quem escolhe o caminho difícil por gosto, e não por obrigação: ela deixou uma cátedra confortável para ir para a linha de montagem.

a luta sem plateia

Marte em Sagitário, casa 12

Sagitário guarda o Marte dela, o planeta da força de agir e da luta, e ele está na casa 12, a do que se faz longe dos olhos. Marte em Sagitário luta por uma causa, não por si. E na casa 12, luta sem que ninguém aplauda. Ela se alistou na Guerra Civil Espanhola em julho de 1936, numa unidade anarquista, sem cargo, sem holofote e sem contar para quase ninguém.

O que o mundo vê, e onde isso mora no mapa

A filósofa que foi para a linha de montagem

Sol, Mercúrio e Quíron na casa 2

Casa 2 é a do sustento material, do salário, do pão e do que sustenta o corpo. Três pontos dela estão ali: o Sol, que é a essência, Mercúrio, que é o pensamento, e Quíron, o ponto do que dói e depois ensina. É um desenho impressionante para quem largou o magistério em 1934 e foi trabalhar como operária, passando pela Renault em 1935, para entender pela própria pele o que a fábrica fazia com uma pessoa. Ela manteve um diário dessa experiência, o Journal d'usine.

Marte na casa do que ninguém vê

Marte na casa 12, em Sagitário

Casa 12 é o setor do que acontece fora do campo de visão, do trabalho anônimo e da renúncia ao aplauso. Marte, que é a força de agir, está ali. Costuma desenhar quem luta sem palco. Ela foi para a Espanha em julho de 1936 e se juntou a uma coluna anarquista sem nenhuma função de destaque. E a obra dela seguiu a mesma lógica: quase tudo que se lê hoje foi publicado depois, com A Gravidade e a Graça saindo em 1949 e os Cahiers entre 1951 e 1956.

Plutão na casa do trabalho diário

Plutão na casa 6, em Gêmeos

Casa 6 é a do trabalho repetido, do horário, do corpo cumprindo tarefa. Plutão é o planeta que revela o que estava escondido embaixo e não deixa mais ninguém desviar o olhar. Plutão ali costuma dar quem enxerga o que o trabalho faz com as pessoas de um jeito que os outros não veem. O núcleo do pensamento dela é exatamente esse: a crítica à mecanização desumana do trabalho, escrita por alguém que operou a máquina.

A Lua na casa do outro

Lua e Netuno na casa 7, em Câncer

Casa 7 é a do outro, daquele que está de frente, e ali estão a Lua, que é o sentir, e Netuno, o planeta da compaixão que dissolve a fronteira entre uma pessoa e outra. É um desenho de empatia levada ao limite. O conceito mais conhecido da filosofia dela é a atenção, a capacidade de olhar para o outro sem colocar nada de si no meio, e as ideias de desenraizamento e enraizamento partem da mesma questão: o que faz uma pessoa pertencer.

O estudo na casa do estudo

Saturno na casa 3, em Áries

Casa 3 é a do aprendizado e do exercício da palavra, e Saturno é o planeta da disciplina levada a sério cedo demais. É o desenho de quem estuda como quem cumpre tarefa moral. Ela obteve o bacharelado em filosofia aos quinze anos e depois entrou na École Normale Supérieure, a instituição mais seletiva do sistema francês, o que já seria uma biografia inteira se não fosse só o começo da dela.

A figura que não cabia no cargo

Vênus e Urano na casa 1, em Capricórnio

Casa 1 é a de como a pessoa chega e do que ela parece antes de falar. Ali estão Vênus, o planeta do que se valoriza, e Urano, o do que rompe com a expectativa, os dois em Capricórnio, o signo da austeridade. Costuma dar quem aparece de um jeito que não corresponde ao papel que ocupa. Ela era professora de filosofia formada na École Normale Supérieure, com carreira garantida à frente, e escolheu pedir licença em 1934 para operar máquina em fábrica. Nenhuma dessas duas figuras cabia direito na outra.

As conversas do céu

A fala que encontra a porta

Mercúrio em sextil com o Ascendente, a 0,33 grau

Mercúrio é o raciocínio e o Ascendente é o jeito de se apresentar. Em ângulo fácil e fechado, apontam quem é reconhecido pelo modo como pensa antes de qualquer outra coisa. Todos que a descreveram em vida falam disso primeiro: a intensidade intelectual chegava antes da pessoa na sala.

O sentir de frente para a ruptura

Lua em oposição a Urano, a 1,29 grau

A Lua é o que a pessoa sente e Urano é o planeta do rompimento. Em oposição, costumam dar quem não consegue viver do jeito que os outros consideram normal e paga o preço disso em desconforto permanente. Numa vida que trocou a cátedra pela fábrica e a fábrica pela guerra, esse desconforto é praticamente o método.

A sorte grande no lugar mais estranho

Júpiter em conjunção com Lilith na casa 8, a 1,56 grau

Júpiter é o planeta que amplia e Lilith é o ponto do que se recusa a ser domesticado. Colados na casa 8, a do que é irreversível e do que se compartilha em profundidade, apontam alguém cuja grandeza vem exatamente daquilo que não cabe em molde nenhum. É difícil pensar numa filósofa do século 20 mais impossível de encaixar em corrente ou partido.

Elementos e aspectos

A mistura dos elementos

  • ar39%
  • fogo32%
  • terra17%
  • Água12%

Os aspectos mais apertados

  • Mercúrio sextil Ascendente · 0,33° de folga
  • Netuno sextil Lilith · 0,75° de folga
  • Plutão conjunção Nodo Norte · 1,07° de folga
  • Lua oposição Urano · 1,29° de folga
  • Mercúrio trígono Meio do Céu · 1,35° de folga
  • Plutão trígono Quíron · 1,43° de folga

Você sabia?Ela obteve o bacharelado em filosofia aos quinze anos de idade e depois foi aprovada na École Normale Supérieure, a escola mais disputada da França. Poucos anos depois, com uma cátedra garantida à frente, decidiu pedir licença do magistério em 1934 para ir trabalhar em chão de fábrica. Poucas pessoas tiveram tantos motivos para escolher o caminho confortável e escolheram o outro.

Tira-dúvidas

Perguntas frequentes

De onde vem a hora de nascimento de Simone Weil?
Da fonte declarada logo abaixo do título, Mapa do Céu (https://www.mapadoceu.com.br/pt/mapa/simone-weil/), nota AA - Registro de nascimento citado. A regra da casa é não publicar mapa sem origem de horário: hora sem fonte transforma o Ascendente e todas as casas em chute, e é justamente aí que a leitura muda mais. Quando a confiança do registro é média, a própria página avisa.
Ter o mesmo signo de Simone Weil quer dizer ser parecido com Simone Weil?
Não, e a lista de pontos aqui do lado mostra por quê. Além do Sol em Aquário, Simone Weil tem Lua em Câncer e Ascendente em Sagitário, e cada um dos outros astros num grau e numa casa. Duas pessoas do mesmo signo solar quase nunca repetem o resto do desenho.
Se a hora estiver um pouco errada, o que muda?
Mudam o Ascendente e a divisão das casas, que dependem da rotação da Terra e viram depressa: poucos minutos já podem trocar o signo que subia no horizonte. Os astros mais lentos praticamente não saem do lugar, então a leitura deles por signo continua de pé mesmo quando o horário é aproximado.
Como comparo o meu mapa com este?
Calcule o seu de graça na calculadora que fica logo abaixo: ela devolve a mesma roda e a mesma lista de pontos que você está vendo aqui. Com os dois lado a lado, fica fácil reparar no que se repete e no que é só seu.

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