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Dança e coreografia

O mapa astral de Pina Bausch

Pina Bausch inventou uma coisa que não existia antes dela: o teatro-dança, em que bailarinos falam, gritam, repetem gestos até doer e dançam sobre terra, água e flores de verdade. Comandou o Tanztheater Wuppertal a partir da temporada de 1973/74 e criou peças, como Café Müller, de 1978, que continuam em cartaz décadas depois. O mapa dela põe a matéria e o corpo exatamente onde ela os colocou no palco.

Nascimento: 27 de julho de 1940, às 06:45, em Solingen, Alemanha. Fonte do horário: Mapa do Céu (https://www.mapadoceu.com.br/pt/mapa/pina-bausch/), nota AA: registro de nascimento em mãos.

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A geometria real do céu de 27/07/1940

O céu em números

  • Sol3°59' Leão · casa 12
  • Lua0°54' Touro · casa 10
  • Ascendente12°50' Leão · casa 1
  • Meio do Céu24°52' Áries · casa 10
  • Mercúrioretrógrado26°07' Câncer · casa 12
  • Vênus28°08' Gêmeos · casa 11
  • Marte15°05' Leão · casa 1
  • Júpiter13°14' Touro · casa 10
  • Saturno13°56' Touro · casa 10
  • Urano25°36' Touro · casa 10
  • Netuno23°28' Virgem · casa 2
  • Plutão2°31' Leão · casa 12
  • Quíron23°53' Câncer · casa 12
  • Lilith5°07' Áries · casa 9

Sol, Lua, Ascendente e o elenco

o brilho que trabalhava escondido

Sol em Leão, casa 12

Leão, o signo do palco e da presença que atrai olhar, guarda o Sol dela, que é o ponto da essência. Só que ele cai na casa 12, a do que acontece longe da vista, nos ensaios e no que ninguém vê. É um desenho incomum e muito parecido com a rotina dela: peças que arrebatavam plateias inteiras nasciam de meses de trabalho fechado com o elenco.

sentir com o corpo

Lua em Touro, casa 10

A Lua dela, ponto do mundo emocional, está no primeiro grau de Touro, o signo mais físico do zodíaco, aquele que só acredita no que pode tocar. E fica na casa 10, a da obra pública. Toda a invenção dela cabe nessa frase: emoção que não é dita, é feita com peso, pele e cansaço, na frente de uma plateia.

a presença que ocupa a sala

Ascendente em Leão

Leão também rege o Ascendente dela, que é a impressão que uma pessoa causa antes de dizer qualquer coisa. Marte, o ponto da ação, está ali junto, no mesmo signo e na casa 1. É a marca de quem entra e a sala se reorganiza. Combina com uma diretora que construía cada peça em cima do que o próprio elenco trazia, e ainda assim ninguém tinha dúvida de quem estava no comando.

o método da pergunta

Mercúrio em Câncer, casa 12

O jeito de trabalhar dela era perguntar ao elenco e construir a peça com o que voltava, em vez de chegar com a coreografia pronta. Mercúrio, o ponto que descreve a comunicação, está nela em Câncer, signo de quem pergunta pelo sentimento, retrógrado e na casa 12, a do que se elabora por dentro. Planeta retrógrado é o que parece andar ao contrário visto da Terra, e aqui desenha uma conversa que ia do fim para o começo.

o gosto pela mistura

Vênus em Gêmeos, casa 11

Gêmeos, signo da variedade e do que combina coisas que não combinavam, abriga o Vênus dela, que é o ponto do que seduz e do que agrada, na casa 11, a dos coletivos. É o retrato de quem montou uma companhia com bailarinos de origens e corpos completamente diferentes e fez disso a estética, em vez de uniformizar todo mundo.

a exigência que não cedia

Marte em Leão, casa 1

Marte, ponto da garra e do enfrentamento, está em Leão na casa 1 nela, e num ângulo de tensão com Saturno a 1,15 grau. Saturno é o planeta do rigor. Essa combinação costuma dar gente que se cobra tanto quanto cobra, e ajuda a entender uma coreógrafa que repetia a mesma cena até o gesto ficar verdadeiro, e não só bonito.

O que o mundo vê, e onde isso mora no mapa

A terra debaixo dos pés

Lua, Júpiter, Saturno e Urano juntos em Touro, na casa 10

Touro é o signo da matéria: o barro, o peso, o que se toca. Quatro pontos do mapa dela se juntam ali, e todos caem na casa 10, a da obra que fica registrada. Em 1975 ela montou A Sagração da Primavera sobre um palco coberto de terra, e os bailarinos dançavam a peça inteira sujos dela. Em 1982 fez Nelken sobre um tapete de cravos de verdade. Poucas coreógrafas na história transformaram material bruto em cenário com essa insistência, e o mapa dela guarda um bloco inteiro de Touro no lugar da obra.

Quatro pontos no que ninguém vê

Sol, Mercúrio, Plutão e Quíron na casa 12

A casa 12 trata do que fica fora do campo de visão: o bastidor, o que a pessoa carrega sem mostrar, o processo antes do resultado. Quatro pontos dela se acumulam ali, entre eles o Sol, que é a identidade. O teatro-dança que ela inventou é justamente isso levado ao palco: em vez de contar uma história, a peça expõe o que costuma ficar escondido, o medo, o constrangimento, o desejo que ninguém admite em voz alta. Café Müller, de 1978, é uma cena de gente atravessando o palco e esbarrando em mesas e cadeiras.

Dez por cento de água num palco alagado

água em 10% da distribuição, o piso da escala

Água é o elemento do que escorre e do que comove, e ela ocupa 10% da carta dela, o piso da escala. Mesmo assim ela é a coreógrafa que pôs água de verdade em cena, com baldes como objeto e chão molhado em Vollmond, de 2006, e fez os bailarinos dançarem encharcados. Encaixa melhor do que parece: quem tem pouca água no mapa não dispensa a água, precisa trazê-la para dentro do palco, litro por litro, para que ela exista.

Cinquenta e oito por cento de teimosia

signos fixos em 58% e mutáveis em apenas 10%

Os signos fixos são os de quem não larga o osso, e ocupam 58% do mapa dela, contra 10% de mutável, a qualidade da troca de rumo. É o desenho de alguém que escolhe um caminho e fica. Ela assumiu o balé da ópera de Wuppertal na temporada de 1973/74, rebatizou a companhia de Tanztheater Wuppertal e ficou à frente dela até morrer, em 2009, sem trocar de cidade nem de método em trinta e seis anos.

A escola alemã e a travessia

Netuno e Quíron num ângulo suave, a 0,42 grau

Netuno é o planeta do que não tem contorno, o sonho e a arte que não explica; Quíron marca o ponto sensível que a pessoa transforma em ofício. Os dois se encontram no mapa dela com menos de meio grau de folga, um encaixe bem fechado. Ela se formou na Folkwangschule sob Kurt Jooss em 1959 e no ano seguinte foi estudar na Juilliard, em Nova York, com Antony Tudor, José Limón e Paul Taylor. Voltou com a técnica americana na bagagem e a usou para fazer exatamente o oposto do que se esperava dela.

As conversas do céu

O excesso batendo na porta de entrada

Júpiter em tensão com o Ascendente, a 0,39 grau

Não há na carta dela nenhum encontro mais apertado que este. Júpiter é o planeta do exagero e do quanto mais melhor, e ele atrita com o Ascendente, que é a porta pela qual a pessoa se apresenta. Costuma dar quem nunca consegue entregar a versão pequena de nada. Em 2000 ela remontou Kontakthof, peça de 1978, só com gente acima de 65 anos, e em 2008 refez tudo de novo só com adolescentes a partir de 14. Não eram versões reduzidas: era a peça inteira, com quem nunca tinha dançado na vida.

A mente e o susto na mesma frequência

Mercúrio e Urano em harmonia, a 0,51 grau

Urano é o planeta da ruptura, do que quebra o hábito, e no mapa dela conversa de forma fácil com Mercúrio, que é o modo de pensar. A tradição associa esse desenho a quem tem ideias que não passaram pelo caminho comum. Combina com uma criadora que decidiu que bailarino podia falar, chorar e arrastar cadeira em cena, e ainda assim aquilo continuava sendo dança.

O peso e a duração no mesmo lugar

Júpiter e Saturno juntos em Touro, a 0,70 grau

Júpiter é o que expande e Saturno é o que sustenta, e no mapa dela os dois estão colados, no signo da matéria. É a receita rara de quem consegue ser grandioso e durável ao mesmo tempo, sem que uma coisa derrube a outra. A companhia que ela criou continua existindo e rodando o mundo com o repertório dela.

Elementos e aspectos

A mistura dos elementos

  • fogo41%
  • terra25%
  • ar24%
  • Água10%

Os aspectos mais apertados

  • Júpiter quadratura Ascendente · 0,39° de folga
  • Netuno sextil Quíron · 0,42° de folga
  • Mercúrio sextil Urano · 0,51° de folga
  • Júpiter conjunção Saturno · 0,7° de folga
  • Nodo Norte sextil Ascendente · 0,8° de folga
  • Quíron quadratura Meio do Céu · 0,99° de folga

Você sabia?Ela é a coreógrafa que encheu palcos de material bruto, terra em A Sagração da Primavera em 1975, cravos em Nelken em 1982, água em Vollmond. E o elemento água ocupa apenas 10% do mapa dela, a menor fatia possível entre os quatro. Já a terra aparece com 25% e Touro, o signo do que se toca, concentra quatro pontos. Como se ela precisasse carregar para o palco, em baldes, exatamente aquilo que o próprio céu não lhe deu de sobra.

Tira-dúvidas

Perguntas frequentes

De onde vem a hora de nascimento de Pina Bausch?
Da fonte declarada logo abaixo do título, Mapa do Céu (https://www.mapadoceu.com.br/pt/mapa/pina-bausch/), nota AA: registro de nascimento em mãos. A regra da casa é não publicar mapa sem origem de horário: hora sem fonte transforma o Ascendente e todas as casas em chute, e é justamente aí que a leitura muda mais. Quando a confiança do registro é média, a própria página avisa.
Ter o mesmo signo de Pina Bausch quer dizer ser parecido com Pina Bausch?
Não, e a lista de pontos aqui do lado mostra por quê. Além do Sol em Leão, Pina Bausch tem Lua em Touro e Ascendente em Leão, e cada um dos outros astros num grau e numa casa. Duas pessoas do mesmo signo solar quase nunca repetem o resto do desenho.
Se a hora estiver um pouco errada, o que muda?
Mudam o Ascendente e a divisão das casas, que dependem da rotação da Terra e viram depressa: poucos minutos já podem trocar o signo que subia no horizonte. Os astros mais lentos praticamente não saem do lugar, então a leitura deles por signo continua de pé mesmo quando o horário é aproximado.
Como comparo o meu mapa com este?
Calcule o seu de graça na calculadora que fica logo abaixo: ela devolve a mesma roda e a mesma lista de pontos que você está vendo aqui. Com os dois lado a lado, fica fácil reparar no que se repete e no que é só seu.

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