AstroPortal

Música

O mapa astral de Phil Collins

Phil Collins entrou no Genesis em 1970 como baterista, o músico que fica atrás de todo mundo, e assumiu os vocais em 1975. Depois disso emplacou uma carreira solo que começou com Face Value, em 1981, ganhou um Oscar de melhor canção em 2000 e produziu a virada de bateria mais reconhecível do pop. Em 1985 ele fez uma coisa que ninguém repetiu. O mapa dele explica como.

Nascimento: 30 de janeiro de 1951, às 00:05, em Battersea, Reino Unido. Fonte do horário: Mapa do Céu (https://www.mapadoceu.com.br/pt/mapa/phil-collins/), nota B - Biografia/autobiografia (confiança média; o Ascendente pode variar).

Este horário saiu de biografia, e não de certidão, e a fonte carrega por isso a marca de confiança média. Na prática, isso separa a página em duas camadas de segurança: signo dos planetas e ângulos entre eles seguem válidos mesmo com erro de alguns minutos; Ascendente e casas, não, porque dependem do horário exato. O que estiver dito sobre casas deve ser lido como provável.

123456789101112ASCMCastroportal.com.br

A geometria real do céu de 30/01/1951

O céu em números

  • Sol9°16' Aquário · casa 4
  • Lua1°09' Escorpião · casa 1
  • Ascendente27°47' Libra · casa 1
  • Meio do Céu7°07' Leão · casa 10
  • Mercúrio15°29' Capricórnio · casa 3
  • Vênus27°41' Aquário · casa 4
  • Marte5°52' Peixes · casa 4
  • Júpiter10°41' Peixes · casa 4
  • Saturnoretrógrado2°04' Libra · casa 11
  • Uranoretrógrado6°12' Câncer · casa 9
  • Netunoretrógrado19°30' Libra · casa 12
  • Plutãoretrógrado18°52' Leão · casa 10
  • Quíron29°06' Sagitário · casa 3
  • Lilith12°41' Gêmeos · casa 8

Sol, Lua, Ascendente e o elenco

o assunto que vem de dentro de casa

Sol em Aquário, casa 4

As canções que o consagraram falam de sentimento privado, de separação e de coisa dita em voz baixa, não de estrada nem de rebeldia. O Sol dele caiu em Aquário, signo que fala do humano com certo distanciamento, dentro da casa 4, a do lar e da intimidade. É o desenho de um artista cujo território é o assunto doméstico, tratado com franqueza incomum para o rock daquela época.

a intensidade que ele deixa vazar

Lua em Escorpião, casa 1

A Lua, encarregada do que ele sente longe da vista, está logo no comecinho de Escorpião, o signo do que se contém até não dar mais, na casa 1, a da presença. Combina com um cantor cuja marca é começar quase sussurrando e terminar com o peito inteiro. O jeito dele de sentir não é discreto nem escandaloso: é represado e depois liberado de uma vez.

a chegada simpática

Ascendente em Libra

Ascendente em Libra, no fim do signo, dá ao primeiro contato o feitio de quem agrada de imediato, sem esforço nem provocação. É a razão pela qual ele conseguiu ser, ao mesmo tempo, integrante de banda de rock progressivo e artista de rádio popular. Libra chega com jeito de vizinho, e é exatamente essa a persona que o público construiu dele.

a cabeça que estrutura a canção

Mercúrio em Capricórnio, casa 3

Mercúrio, o planeta que descreve como a cabeça funciona, está nele em Capricórnio, o signo da arquitetura e do plano, na casa 3, a da comunicação. É a cabeça de quem constrói uma música como quem levanta uma parede: introdução, tensão, liberação, tudo no lugar calculado. O efeito da faixa mais famosa dele depende inteiramente dessa engenharia, não de improviso.

o gosto pelo popular

Vênus em Aquário, casa 4

Vênus, que trata do que dá gosto e do que cativa, está nele no fim de Aquário, na casa 4, e conversa com o Ascendente a apenas 0,09 grau, o contato mais fechado do mapa. É a assinatura de alguém que agrada muita gente sem nem tentar. Ele saiu de uma banda de nicho para vender discos em escala planetária, e a transição foi bem menos traumática do que costuma ser.

a mão que responde sozinha

Marte em Peixes, casa 4

Marte, que rege o corpo em movimento, está nele em Peixes, o signo do que flui sem pensar, na casa 4. É uma energia que age por sensação e não por decisão, o que descreve exatamente o ofício de baterista: a mão precisa cair no tempo antes de a cabeça calcular. Ele foi, antes de qualquer coisa, um instrumentista de reflexo.

O que o mundo vê, e onde isso mora no mapa

Dois continentes no mesmo dia

Marte em trígono com Urano, 0,33 grau

Marte é a ação física e Urano é a velocidade e o feito improvável, e na carta os dois se completam a um terço de grau. Em 13 de julho de 1985, ele tocou no Live Aid de Londres, embarcou num voo supersônico e tocou no Live Aid de Filadélfia no mesmo dia. Nenhum outro músico do evento fez isso, e o gesto virou lenda da história dos grandes concertos.

O músico que ficava atrás

quatro pontos na casa 4: Sol, Vênus, Marte e Júpiter

A casa 4 é o fundo do mapa, a parte de baixo, a que trata do que está por trás e por dentro. Ele tem quatro pontos ali, incluindo o Sol. Entrou no Genesis em 1970 como baterista, a posição do palco em que o músico literalmente fica atrás de todo mundo, e só assumiu o microfone em 1975, quando o vocalista saiu. A trajetória dele é de dentro para fora, e o mapa começa exatamente no fundo.

O sussurro que vira explosão

Lua no começo de Escorpião, na casa 1

Escorpião é o signo que acumula pressão em silêncio e libera de uma vez, e a Lua dele está logo no início desse signo, dentro da casa da presença. In the Air Tonight, de 1981, é construída exatamente assim: três minutos e meio de tensão contida e voz baixa até a bateria entrar. Uma geração inteira reconhece essa virada nos dois primeiros segundos, e ela é o mapa dele em forma de arranjo.

O charme colado na porta de entrada

Vênus e o Ascendente a nove centésimos de grau, em trígono

Vênus é o que encanta e o Ascendente é como a pessoa é vista, e os dois conversam a nove centésimos de grau, praticamente exato. É o desenho de quem cai bem quase automaticamente, sem construir imagem. É o que permitiu a um baterista de banda progressiva virar, em poucos anos, um dos artistas mais tocados do planeta, e ainda ganhar o Oscar de melhor canção original em 2000 por uma trilha da Disney.

A fama no ponto mais alto

Plutão retrógrado em Leão na casa 10, com Meio do Céu no mesmo signo

Plutão trata do que é intenso demais e nunca passa despercebido, e ele está na casa 10, território da fama, no mesmo signo do ponto mais alto do mapa. Costuma descrever fama de proporção desconfortável, do tipo que gera reação forte nos dois sentidos. Ele foi, ao mesmo tempo, um dos artistas mais vendidos e mais criticados dos anos 1980 e 1990, e essa dupla temperatura é bem o assunto desse planeta.

As conversas do céu

O céu que fala pouco consigo

apenas cinco ângulos significativos entre os pontos

Aspecto é o nome dado ao ângulo relevante entre dois pontos do céu, e o mapa dele tem cinco, contando uma vez só os que aparecem espelhados na lista. É um número baixo. Costuma descrever alguém cujas habilidades funcionam de forma bastante independente umas das outras. Faz sentido em quem foi, em paralelo e sem conflito aparente, baterista de banda instrumental complexa e autor de baladas de rádio.

A ferida que abre a porta

Quíron apoiando o Ascendente, 1,31 grau

Quíron indica a dor que acaba encontrando palavra, e ele trabalha em harmonia com o Ascendente dele. Costuma dar quem consegue falar da própria fragilidade em público sem constrangimento e ser bem recebido por isso. É a chave da conexão que o público sempre teve com as canções dele, que tratam de assunto difícil em tom de conversa.

O encanto que nasce do que dói

Vênus em ângulo suave com Quíron, a 1,40 grau

Vênus é o que agrada e Quíron é o que ensina pela falta, e neste mapa os dois se reforçam. O repertório antigo vincula isso a beleza construída em cima de vulnerabilidade em vez de força. Numa década em que o rock vendia arrogância, ele vendeu o oposto, e vendeu mais.

Elementos e aspectos

A mistura dos elementos

  • ar43%
  • Água27%
  • fogo20%
  • terra10%

Os aspectos mais apertados

  • Vênus trígono Ascendente · 0,09° de folga
  • Marte trígono Urano · 0,33° de folga
  • Netuno sextil Plutão · 0,63° de folga
  • Quíron sextil Ascendente · 1,31° de folga
  • Vênus sextil Quíron · 1,4° de folga

Você sabia?Antes de qualquer coisa na música, ele foi ator mirim: interpretou o Artful Dodger na montagem do musical Oliver! no West End londrino e aparece como espectador em uma cena de A Hard Day's Night, o filme dos Beatles. O menino que estava na plateia do filme dos Beatles em 1964 acabou remontando a história da própria música pop duas décadas depois. No mapa, o ponto mais alto está em Leão, o signo do palco, com Plutão bem ali do lado.

Tira-dúvidas

Perguntas frequentes

De onde vem a hora de nascimento de Phil Collins?
Da fonte declarada logo abaixo do título, Mapa do Céu (https://www.mapadoceu.com.br/pt/mapa/phil-collins/), nota B - Biografia/autobiografia. A regra da casa é não publicar mapa sem origem de horário: hora sem fonte transforma o Ascendente e todas as casas em chute, e é justamente aí que a leitura muda mais. Quando a confiança do registro é média, a própria página avisa.
Ter o mesmo signo de Phil Collins quer dizer ser parecido com Phil Collins?
Não, e a lista de pontos aqui do lado mostra por quê. Além do Sol em Aquário, Phil Collins tem Lua em Escorpião e Ascendente em Libra, e cada um dos outros astros num grau e numa casa. Duas pessoas do mesmo signo solar quase nunca repetem o resto do desenho.
Se a hora estiver um pouco errada, o que muda?
Mudam o Ascendente e a divisão das casas, que dependem da rotação da Terra e viram depressa: poucos minutos já podem trocar o signo que subia no horizonte. Os astros mais lentos praticamente não saem do lugar, então a leitura deles por signo continua de pé mesmo quando o horário é aproximado.
Como comparo o meu mapa com este?
Calcule o seu de graça na calculadora que fica logo abaixo: ela devolve a mesma roda e a mesma lista de pontos que você está vendo aqui. Com os dois lado a lado, fica fácil reparar no que se repete e no que é só seu.

Continue explorando

O céu ao redor de Phil Collins