Música brasileira e jazz
O mapa astral de Naná Vasconcelos
Nascimento: 2 de agosto de 1944, às 10:00, em Recife (PE), Brasil. Fonte do horário: Mapa do Céu (https://www.mapadoceu.com.br/pt/mapa/nana-vasconcelos/), nota AA: registro de nascimento em mãos.
A geometria real do céu de 02/08/1944
O céu em números
- Sol10°04' Leão · casa 10
- Lua13°02' Capricórnio · casa 3
- Ascendente24°15' Libra · casa 1
- Meio do Céu19°30' Câncer · casa 10
- Mercúrio6°09' Virgem · casa 11
- Vênus20°07' Leão · casa 11
- Marte13°13' Virgem · casa 11
- Júpiter1°33' Virgem · casa 11
- Saturno5°24' Câncer · casa 9
- Urano12°13' Gêmeos · casa 8
- Netuno2°08' Libra · casa 12
- Plutão8°23' Leão · casa 10
- Quíron15°34' Virgem · casa 11
- Lilith18°25' Virgem · casa 11
Sol, Lua, Ascendente e o elenco
o fundo que virou frente
Sol em Leão, casa 10
Percussionista costuma ficar atrás no palco, e ele acabou virando nome de cartaz. Isso é Sol em Leão, o signo do centro da cena, dentro da casa 10, que fala do lugar ocupado publicamente. O Sol aponta a essência de alguém. Aqui, o retrato raro de um instrumentista de acompanhamento que foi parar na frente do mundo inteiro.
a mão que trabalha
Lua em Capricórnio, casa 3
Para ele, parar de tocar seria mais difícil do que tocar, e isso combina com uma Lua em Capricórnio, signo que se acalma trabalhando, na casa 3, a das mãos e do gesto próximo. A Lua desenha o mundo interno de uma pessoa. Nesse signo, ela resolve as coisas por dentro justamente no ato de fazer.
a porta que combina com todo mundo
Ascendente em Libra
Ele foi convidado por gente que não tinha nada a ver entre si, de B.B. King a Björk, e o Ascendente em Libra explica a facilidade: é o signo que se encaixa em qualquer sala sem brigar com ela. O Ascendente descreve a primeira impressão. Aqui, a de quem chega somando, e não disputando espaço.
o pensamento artesão
Mercúrio em Virgem, casa 11
A habilidade mais valiosa de um percussionista é ouvir o conjunto inteiro e saber qual pedacinho está faltando, e isso é Mercúrio em Virgem, signo do detalhe miúdo, na casa 11, a dos grupos. Mercúrio governa o raciocínio. Em Virgem, ele calcula por acabamento e por precisão, e não por impulso.
o gosto pelo som quente
Vênus em Leão, casa 11
As gravações mais lembradas dele são todas coletivas, e o gosto pelo som que aquece a roda é bem Vênus em Leão, o signo do calor e da generosidade, também na casa 11. Vênus é o planeta que responde pelo senso de beleza. Em Leão, acha bonito o que reúne gente, não o que impressiona sozinho.
a força no detalhe
Marte em Virgem, casa 11
A garra dele não aparecia em volume, aparecia em exatidão: o golpe certo, na hora certa, com a intensidade certa. Numa vida de percussão, isso é literalmente o ofício, e Marte em Virgem na casa 11 é a descrição astrológica disso. Marte é o planeta da ação, e Virgem é o signo que age medindo.
O que o mundo vê, e onde isso mora no mapa
Seis pontos na casa dos parceiros
Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Quíron e Lilith na casa 11, a dos coletivos
A carreira dele é uma lista de nomes de outras pessoas: dois discos com Milton Nascimento, Dança das Cabeças com Egberto Gismonti, anos no Pat Metheny Group, o trio Codona com Don Cherry e Collin Walcott entre 1978 e 1982, gravações com Jan Garbarek, David Byrne, Paul Simon e Björk. No mapa dele, seis pontos se amontoam na casa 11, que a astrologia dedica aos grupos, aos coletivos e às parcerias entre iguais. Seis é uma concentração rara. Numa vida inteira de ser o terceiro elemento na música dos outros, é um retrato quase constrangedor de exato.
Uma corda só, virando orquestra
cinco pontos em Virgem, o signo do artesão
O berimbau é um arco, uma corda de aço e uma cabaça, e sai da capoeira. Ele pegou esse instrumento e o colocou como solista dentro de grupos de jazz e de orquestras de concerto, extraindo dali uma variedade que ninguém imaginava existir. Cinco pontos do mapa dele estão em Virgem, o signo que a astrologia liga ao trabalho miúdo e ao domínio absoluto de um material limitado. Fazer o máximo com o mínimo é a definição de Virgem, e era a definição do som dele.
A marca que continuou sendo Recife
Meio do Céu em Câncer, com Saturno no mesmo signo na casa 9, a das terras distantes
Ele saiu de Recife para o Rio em 1967 e depois passou a vida entre Nova York e a Europa, e mesmo assim tudo que gravou continuou soando pernambucano. No topo da carta, no ponto que fala da marca pública, está Câncer, o signo da origem e do pertencimento, e Saturno, planeta da responsabilidade, aparece no mesmo signo dentro da casa dos países estrangeiros. É o céu de quem leva a cidade natal na bagagem como obrigação, e não como saudade.
O sentir e a mão no mesmo gesto
Lua e Marte num encaixe de 0,19 grau, o mais fino da carta
A percussão é o único ofício musical em que sentir e bater acontecem no mesmo instante, sem nada no meio. No céu dele, a Lua, que é o sentir, e Marte, que é a mão que age, formam o encontro mais apertado de todo o mapa, com menos de dois décimos de grau de folga. A tradição associa esse desenho a reação imediata, sem filtro entre a emoção e o corpo. É a assinatura de um instrumentista de mão, não de partitura.
Sempre começando um grupo novo
53% do mapa em signos cardinais, os que puxam a iniciativa
Codona, duo com Gismonti, participações com Metheny, projetos com percussionistas de rua no Recife: ele nunca esteve numa formação só e passou a vida abrindo a próxima. Mais da metade do céu dele está nos signos que a astrologia chama de cardinais, os que dão o primeiro passo e não esperam convite. Não é o desenho de um músico contratado. É o de alguém que estava sempre inaugurando alguma coisa com alguém.
As conversas do céu
O gesto que quebra a batida
Marte e Urano em tensão, a 1,01 grau
A mão que age de um lado, o imprevisto do outro, e os dois em atrito. Costuma dar quem não consegue repetir a mesma coisa duas vezes igual, e essa é exatamente a fama do som dele: nenhuma gravação soa como cópia da anterior, mesmo quando o instrumento é o mesmo.
A cabeça sustentada pela estrutura
Mercúrio e Saturno em boa dupla, a 0,73 grau
O raciocínio e a disciplina que dá forma se ajudam com facilidade no céu dele. Esse desenho aparece em quem estuda de verdade o que faz, em vez de confiar apenas no talento. Um percussionista intuitivo que virou referência em orquestra erudita precisou dos dois lados dessa moeda.
O que a imagem pública guarda de indomável
Meio do Céu e Lilith se entendendo, a 1,08 grau
Lilith marca aquilo que não se deixa domesticar, e no mapa dele conversa com facilidade com o cume da carta, que é a imagem pública. Costuma dar quem é reconhecido justamente pelo que tem de indomável. Ele nunca foi absorvido por gênero nenhum: não é exatamente jazz, não é exatamente MPB, não é exatamente música erudita.
Elementos e aspectos
A mistura dos elementos
- terra44%
- fogo27%
- ar15%
- Água14%
Os aspectos mais apertados
- Lua trígono Marte · 0,19° de folga
- Mercúrio sextil Saturno · 0,73° de folga
- Marte quadratura Urano · 1,01° de folga
- Meio do Céu sextil Lilith · 1,08° de folga
- Sol conjunção Plutão · 1,69° de folga
Você sabia?Durante oito anos seguidos, de 1983 a 1990, ele foi eleito o melhor percussionista do mundo pelos leitores da Down Beat, que é a revista de referência do jazz americano. Fez isso tocando principalmente um instrumento de uma corda só vindo da capoeira, num país onde quase ninguém sabia o que era um berimbau.
Tira-dúvidas
Perguntas frequentes
De onde vem a hora de nascimento de Naná Vasconcelos?
Ter o mesmo signo de Naná Vasconcelos quer dizer ser parecido com Naná Vasconcelos?
Se a hora estiver um pouco errada, o que muda?
Como comparo o meu mapa com este?
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