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Política

O mapa astral de Fernando Collor

Fernando Collor foi o primeiro presidente eleito por voto direto depois do regime militar, na eleição de 1989, e tomou posse aos 40 anos, o mais jovem da história do Brasil. Dois anos e meio depois renunciou durante o julgamento de impeachment no Senado, que seguiu adiante e o deixou sem direitos políticos por oito anos. O mapa dele tem uma concentração que impressiona.

Nascimento: 12 de agosto de 1949, às 04:00, em Rio de Janeiro (RJ), Brasil. Fonte do horário: Mapa do Céu (https://www.mapadoceu.com.br/pt/mapa/fernando-collor-de-mello/), nota A: memória.

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A geometria real do céu de 12/08/1949

O céu em números

  • Sol19°13' Leão · casa 2
  • Lua28°21' Peixes · casa 9
  • Ascendente10°55' Câncer · casa 1
  • Meio do Céu24°00' Áries · casa 10
  • Mercúrio5°07' Virgem · casa 2
  • Vênus20°06' Virgem · casa 2
  • Marte13°19' Câncer · casa 1
  • Júpiterretrógrado24°28' Capricórnio · casa 7
  • Saturno6°55' Virgem · casa 2
  • Urano3°32' Câncer · casa 12
  • Netuno13°01' Libra · casa 3
  • Plutão16°16' Leão · casa 2
  • Quíron2°55' Sagitário · casa 5
  • Lilith13°04' Áries · casa 9

Sol, Lua, Ascendente e o elenco

nasceu para o primeiro plano

Sol em Leão, casa 2

O Sol dele está em Leão, o signo que não sabe existir em segundo plano e que se organiza em torno de ser visto. Ou seja: o núcleo da pessoa plantado no signo feito para liderar e para receber atenção. Ele chegou à Presidência aos 40 anos, mais jovem do que qualquer outro na história do país, vindo de um estado pequeno e vencendo o campo inteiro no voto direto.

a antena para o humor do país

Lua em Peixes, casa 9

Existe um ponto do mapa que registra o que se capta sem raciocinar, e chama-se Lua. A dele parou quase no fim de Peixes, o signo mais permeável do zodíaco. É a assinatura de quem sente o clima do ambiente antes de qualquer pesquisa. A campanha de 1989 leu com precisão o que o eleitorado brasileiro queria ouvir naquele momento específico, e essa Lua descreve esse tipo de sensibilidade.

a fachada de protetor

Ascendente em Câncer

O Ascendente é a primeira leitura que o outro faz, e o dele é Câncer, o signo do abrigo e da defesa dos seus. Curioso e coerente: o discurso que o elegeu era o de quem ia proteger o cidadão comum de quem se aproveitava do Estado. Câncer na entrada do mapa entrega essa impressão de guardião antes de qualquer argumento.

a mente de auditor

Mercúrio em Virgem, casa 2

O modo de raciocinar pertence a Mercúrio, e o dele caiu em Virgem, o signo da conferência, da planilha, do erro encontrado na linha de baixo. É a cabeça que ataca por dados. A fama nacional dele nasceu exatamente assim, apontando números de salários de servidores em Alagoas, e Virgem é o signo que faz esse tipo de trabalho.

o gosto pelo impecável

Vênus em Virgem, casa 2

O senso do que é bonito fica em Vênus. A dele também desceu em Virgem, o signo do acabamento sem falha. É o gosto pelo terno certo, pelo corte de cabelo certo, pela cena montada sem sobra. A imagem pública que ele levou à eleição de 1989 foi construída com esse nível de cuidado visual, num tempo em que a política brasileira ainda não trabalhava assim.

o corpo como argumento

Marte em Câncer, casa 1

A energia física é assunto de Marte, e o dele veio em Câncer, na casa 1, o setor do próprio corpo. Traduzindo: a presença física era instrumento de trabalho. A rotina de caminhada de trinta minutos virou parte da imagem dele na Presidência, e a juventude física era em si um argumento de campanha contra a velha política. Marte na casa 1 é isso, o corpo entrando na conversa.

O que o mundo vê, e onde isso mora no mapa

Cinco pontos na casa do dinheiro

Sol, Mercúrio, Vênus, Saturno e Plutão reunidos na casa 2

O segundo setor do mapa guarda o dinheiro parado, o que a pessoa possui e o que ela considera seu. Cinco pontos do céu dele se amontoaram nesse único pedaço, o que é uma concentração fora do comum. E o ato pelo qual ele é lembrado por todos os brasileiros que viveram aquilo é justamente o Plano Collor, de 16 de março de 1990, que bloqueou por dezoito meses os saldos acima de um limite em conta corrente e caderneta de poupança. Poucas biografias colidem tão frontalmente com uma casa astrológica.

O caçador de marajás

Mercúrio ao lado de Saturno em Virgem, a 1,81 grau

Mercúrio é a informação e Saturno é a punição e a autoridade. Juntos em Virgem, o signo da auditoria, formam o retrato de quem transforma número em acusação. Foi assim que ele saiu de governador de um estado pequeno para figura nacional: perseguindo servidores de salários altos em Alagoas, os chamados marajás, e transformando isso em plataforma. A ferramenta era a planilha, e o mapa dele coloca essa ferramenta em destaque.

O mais jovem de todos

Meio do Céu em Áries, a reputação sob o signo de quem chega primeiro

Há um ponto do mapa reservado à marca pública, e no céu dele ele caiu em Áries, o signo do começo, do mais novo, daquele que larga na frente. A leitura serve duas vezes na biografia dele: foi o presidente mais jovem que o Brasil já teve, com 40 anos, e foi o primeiro eleito por voto direto depois de duas décadas e meia sem eleição presidencial. Áries no alto do mapa é literalmente o desenho do primeiro.

A queda

Júpiter esbarrando na reputação a 0,47 grau

O crescimento que passa do ponto tem planeta próprio, Júpiter, e no mapa dele ele atrita com o ponto da reputação pública numa margem de menos de meio grau. A tradição associa esse ângulo a trajetórias que sobem depressa demais e encontram um limite na mesma velocidade. Ele renunciou em 29 de dezembro de 1992, durante o julgamento do impeachment, e o Senado levou o processo até o fim, deixando-o sem direitos políticos por oito anos.

A volta pelas urnas

Sol conversando com o Nodo Norte, a 1,05 grau

O ponto chamado Nodo Norte marca o rumo que a vida insiste em apontar. No mapa dele ele conversa em harmonia com o Sol, o que costuma indicar quem volta para o mesmo caminho depois de qualquer desvio. Quatorze anos depois de deixar o Palácio do Planalto, ele foi eleito senador por Alagoas em 2006 e assumiu a cadeira em 2007. Poucas carreiras políticas no Brasil tiveram esse tipo de retorno.

As conversas do céu

A ação e a imagem em atrito

Marte em tensão com Netuno, a 0,30 grau

Marte é o que se faz e Netuno é a imagem que se projeta. Em atrito tão curto, costuma dar quem vive uma distância entre a figura que o público enxerga e a realidade concreta da ação. É um dos ângulos mais delicados de se ter num mapa de vida pública, porque o descompasso costuma ser percebido de fora antes de ser reconhecido de dentro.

A cabeça rápida no meio novo

Mercúrio em harmonia com Urano, a 1,59 grau

Mercúrio é a comunicação e Urano é a tecnologia e o formato novo. Conversando bem, produzem quem entende antes dos outros como falar num meio que acabou de aparecer. A campanha presidencial de 1989 foi a primeira do Brasil moderno decidida na televisão, e ele foi quem melhor entendeu o funcionamento daquele palco.

A força que atravessa

Plutão alinhado com o Nodo Norte, a 1,90 grau

Plutão é o poder e o Nodo Norte é o rumo. Em harmonia, costumam dar quem se sente à vontade em posições de mando e volta a elas com naturalidade. É um sinal que aparece com frequência em biografias políticas longas, feitas de ciclos em vez de uma linha reta.

Elementos e aspectos

A mistura dos elementos

  • terra32%
  • Água29%
  • fogo27%
  • ar12%

Os aspectos mais apertados

  • Netuno oposição Lilith · 0,05° de folga
  • Marte quadratura Lilith · 0,25° de folga
  • Marte quadratura Netuno · 0,3° de folga
  • Júpiter quadratura Meio do Céu · 0,47° de folga
  • Sol trígono Nodo Norte · 1,05° de folga
  • Mercúrio sextil Urano · 1,59° de folga

Você sabia?Vale conferir a conta: cinco dos pontos do mapa dele caíram na casa 2, que é o setor astrológico do dinheiro e das reservas. É difícil encontrar essa concentração em qualquer mapa, e é ainda mais difícil encontrá-la no mapa de alguém cuja medida de governo mais lembrada pela população foi mexer, de uma vez só, no dinheiro guardado de um país inteiro.

Tira-dúvidas

Perguntas frequentes

De onde vem a hora de nascimento de Fernando Collor?
Da fonte declarada logo abaixo do título, Mapa do Céu (https://www.mapadoceu.com.br/pt/mapa/fernando-collor-de-mello/), nota A: memória. A regra da casa é não publicar mapa sem origem de horário: hora sem fonte transforma o Ascendente e todas as casas em chute, e é justamente aí que a leitura muda mais. Quando a confiança do registro é média, a própria página avisa.
Ter o mesmo signo de Fernando Collor quer dizer ser parecido com Fernando Collor?
Não, e a lista de pontos aqui do lado mostra por quê. Além do Sol em Leão, Fernando Collor tem Lua em Peixes e Ascendente em Câncer, e cada um dos outros astros num grau e numa casa. Duas pessoas do mesmo signo solar quase nunca repetem o resto do desenho.
Se a hora estiver um pouco errada, o que muda?
Mudam o Ascendente e a divisão das casas, que dependem da rotação da Terra e viram depressa: poucos minutos já podem trocar o signo que subia no horizonte. Os astros mais lentos praticamente não saem do lugar, então a leitura deles por signo continua de pé mesmo quando o horário é aproximado.
Como comparo o meu mapa com este?
Calcule o seu de graça na calculadora que fica logo abaixo: ela devolve a mesma roda e a mesma lista de pontos que você está vendo aqui. Com os dois lado a lado, fica fácil reparar no que se repete e no que é só seu.

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