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Política

O mapa astral de Eva Perón

Eva Perón saiu do interior da província de Buenos Aires para virar atriz de rádio e, poucos anos depois, a mulher mais poderosa da Argentina sem nunca ter ocupado cargo eletivo. Puxou a campanha que deu o voto às mulheres em 1947, fundou um partido feminino e uma fundação que distribuía recursos do Estado. Morreu em 1952, e o país segue dividido sobre ela até hoje.

Nascimento: 7 de maio de 1919, às 05:00, em Buenos Aires, Argentina. Fonte do horário: Mapa do Céu (https://www.mapadoceu.com.br/pt/mapa/eva-peron/), nota B - Biografia/autobiografia (confiança média; o Ascendente pode variar).

A data de nascimento dela é assunto em aberto, e a página inteira depende disso. A certidão de batismo indica 7 de maio de 1919, e a certidão de nascimento apresentada depois indica 7 de maio de 1922, com biógrafos levantando a hipótese de que o registro tenha sido alterado nos anos 1940. Este mapa usa 1919. O horário vem de fonte biográfica, e não de documento, o que é uma confiança menor do que a das outras páginas desta coleção. Na prática: a leitura de signos e planetas é sólida, mas a das casas e do Ascendente merece a ressalva.

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A geometria real do céu de 07/05/1919

O céu em números

  • Sol15°45' Touro · casa 1
  • Lua20°36' Leão · casa 4
  • Ascendente29°14' Áries · casa 1
  • Meio do Céu2°45' Aquário · casa 10
  • Mercúrio19°21' Áries · casa 12
  • Vênus23°43' Gêmeos · casa 2
  • Marte16°19' Touro · casa 1
  • Júpiter11°55' Câncer · casa 3
  • Saturno21°30' Leão · casa 4
  • Urano1°19' Peixes · casa 10
  • Netuno6°37' Leão · casa 4
  • Plutão4°59' Câncer · casa 3
  • Quíron5°19' Áries · casa 12
  • Lilith11°35' Escorpião · casa 7

Sol, Lua, Ascendente e o elenco

não sair do lugar

Sol em Touro, casa 1

O Sol dela está em Touro, o signo que uma vez plantado não é arrancado por discurso nenhum. Ou seja: o eixo dela plantado no signo que trata bem de teimosia e de resistência física. Ela subiu numa estrutura política que não queria mulher com voz própria e não saiu de lá até morrer. Touro não vence pelo argumento, vence por não arredar.

a origem virada bandeira

Lua em Leão, casa 4

A Lua carrega a raiz de uma pessoa e aquilo que ela traz de casa sem escolher. A dela ficou em Leão, o signo do orgulho, no fundo do mapa, o setor da origem. É um detalhe importante: ela vinha de baixo, do interior, e em vez de esconder isso transformou a própria história em argumento político, repetido em cada discurso. Leão não pede desculpa por de onde veio, faz da origem um título.

a chegada de frente

Ascendente em Áries

O Ascendente descreve o jeito de entrar numa sala, e o dela parou no último grau de Áries, o signo do confronto direto. Não é a fachada da primeira-dama decorativa que a época esperava. É a de quem chega para brigar, e os inimigos dela reconheciam isso antes de ela abrir a boca.

a voz antes do rosto

Mercúrio em Áries, casa 12

Quem responde pela fala é Mercúrio, e o dela caiu em Áries, rápido e sem rodeio, no setor 12 do mapa, o daquilo que se percebe sem se ver. Detalhe biográfico que combina de forma quase engraçada: ela ficou conhecida primeiro como atriz de rádio, com contrato de cinco anos numa emissora de Buenos Aires. Ou seja, o país inteiro conheceu a voz dela muito antes de conhecer a cara.

encantar com palavra

Vênus em Gêmeos, casa 2

O que atrai os outros para uma pessoa está em Vênus. A dela desceu em Gêmeos, o signo da conversa, no setor dos recursos. É a assinatura de quem transforma fala em capital, e a carreira dela é isso do começo ao fim: em 1943 já estava entre as atrizes de rádio mais bem pagas da Argentina, ganhando a vida com a própria voz.

o corpo em cena

Marte em Touro, casa 1

A energia de agir fica com Marte, e o dela ficou em Touro, junto do Sol e no setor do próprio corpo. É o desenho de quem usa a presença física como ferramenta de trabalho. Os discursos de sacada que ficaram famosos não eram texto lido: eram corpo, voz e gesto diante de uma praça cheia.

O que o mundo vê, e onde isso mora no mapa

A mulher na sacada

Sol e Marte juntos em Touro na casa 1, a da presença

O primeiro setor do mapa trata do corpo e da presença física, e ali estão juntos o Sol, que é quem a pessoa é, e Marte, que é a força de agir. Não sobra distância entre a identidade e a ação. As imagens que sobraram dela são todas do mesmo tipo: uma mulher sozinha numa sacada, falando para uma multidão que respondia em coro. O instrumento político dela era ela mesma, e este encontro no mapa descreve isso sem sutileza.

O voto das mulheres

Meio do Céu em Aquário, o topo do mapa no signo da causa coletiva

Ela nunca ocupou cargo eletivo e mesmo assim entrou para a história política do país. O ponto mais alto do mapa, onde se lê a pegada pública de alguém, está no céu dela em Aquário, o signo que só se mobiliza por causa de grupo. Em setembro de 1947 foi sancionada na Argentina a lei que igualou os direitos políticos entre homens e mulheres, com ela à frente da campanha. Em 1949 fundou um partido político feminino. Mesmo quem detesta o resto da obra dela precisa contar essa parte.

O poder sem cargo

Vênus em Gêmeos na casa 2, a dos recursos

O segundo setor do mapa administra os bens e o que se distribui. Nele está Vênus, o planeta do que agrada. Ela criou em 1948 uma fundação que entregava máquinas de costura, construía escolas e hospitais e chegava a gente que o Estado argentino não alcançava. E fazia isso sem ocupar cargo eletivo nenhum, num arranjo em que os recursos públicos passavam pelas mãos de uma pessoa. Foi por isso que metade do país a chamou de santa e a outra metade, de aparelhamento.

O renunciamento

Saturno em Leão na casa 4, o signo do trono no fundo do mapa

Saturno é o planeta do limite e da renúncia, e no mapa dela ele está em Leão, o signo do poder que se exerce à vista de todos, na parte mais baixa do céu. Em agosto de 1951, diante de uma multidão que pedia a candidatura dela à vice-presidência, ela recusou publicamente. Foi o gesto mais discutido da vida dela, e a leitura de Saturno cabe inteira ali: o ponto em que o alcance esbarra num limite e a pessoa recua.

Trinta e três anos de vida pública inteira

metade do céu em signos fixos, o naipe que não muda de posição

Os signos fixos ocupam metade do mapa dela, e são o naipe de quem toma um rumo e não negocia. Some a isso 47% de fogo, o naipe da convicção quente, e o resultado é alguém que sobe rápido e não modera nunca. Entre a estreia no rádio e a morte, em 1952, passaram-se pouco mais de dez anos. Não deu tempo de ela ter uma fase morna, e o mapa também não oferecia essa opção.

As conversas do céu

O desejo e o freio no mesmo ponto

Lua colada a Saturno, a 0,91 grau

A Lua é a necessidade emocional e Saturno é a régua que corta pela metade. Grudados assim, costumam dar quem cresce com a sensação de que nada vem de graça e que tudo precisa ser arrancado. É uma dupla que produz gente durável e pouco disposta a se comover com o próprio cansaço.

Sente e fala na mesma batida

Lua e Mercúrio em bom ângulo, a 1,25 grau

A Lua é a emoção e Mercúrio é a palavra. Quando se entendem, sai gente cuja fala carrega o sentimento inteiro sem perda no caminho. É a matéria-prima do orador que faz uma praça chorar, e ela é lembrada exatamente por isso.

Poder e ferida no mesmo eixo

Plutão em tensão com Quíron, a 0,33 grau

Plutão é o poder, e Quíron aponta a falta que educa. Em atrito tão fechado, costumam produzir quem usa a própria falta como combustível para chegar onde não era esperado. A tradição avisa que essa energia funciona melhor quando vira serviço e pior quando vira revanche, e biógrafos discutem até hoje qual das duas prevaleceu.

Elementos e aspectos

A mistura dos elementos

  • fogo47%
  • ar24%
  • terra17%
  • Água12%

Os aspectos mais apertados

  • Plutão quadratura Quíron · 0,33° de folga
  • Júpiter trígono Lilith · 0,34° de folga
  • Sol conjunção Marte · 0,57° de folga
  • Lua conjunção Saturno · 0,91° de folga
  • Lua trígono Mercúrio · 1,25° de folga
  • Nodo Norte sextil Meio do Céu · 1,25° de folga

Você sabia?O Ascendente dela ficou a 29 graus e 24 centésimos de Áries, ou seja, a menos de um grau de virar para Touro. Alguns minutos a mais de espera e o mapa inteiro teria outra fachada, outro regente e outra leitura das doze casas. É o tipo de detalhe que astrólogo chama de grau crítico, e que deixa qualquer leitura de mapa dependendo do relógio da maternidade.

Tira-dúvidas

Perguntas frequentes

De onde vem a hora de nascimento de Eva Perón?
Da fonte declarada logo abaixo do título, Mapa do Céu (https://www.mapadoceu.com.br/pt/mapa/eva-peron/), nota B - Biografia/autobiografia. A regra da casa é não publicar mapa sem origem de horário: hora sem fonte transforma o Ascendente e todas as casas em chute, e é justamente aí que a leitura muda mais. Quando a confiança do registro é média, a própria página avisa.
Ter o mesmo signo de Eva Perón quer dizer ser parecido com Eva Perón?
Não, e a lista de pontos aqui do lado mostra por quê. Além do Sol em Touro, Eva Perón tem Lua em Leão e Ascendente em Áries, e cada um dos outros astros num grau e numa casa. Duas pessoas do mesmo signo solar quase nunca repetem o resto do desenho.
Se a hora estiver um pouco errada, o que muda?
Mudam o Ascendente e a divisão das casas, que dependem da rotação da Terra e viram depressa: poucos minutos já podem trocar o signo que subia no horizonte. Os astros mais lentos praticamente não saem do lugar, então a leitura deles por signo continua de pé mesmo quando o horário é aproximado.
Como comparo o meu mapa com este?
Calcule o seu de graça na calculadora que fica logo abaixo: ela devolve a mesma roda e a mesma lista de pontos que você está vendo aqui. Com os dois lado a lado, fica fácil reparar no que se repete e no que é só seu.

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