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Flor e planta · Sagitário

A flor de Sagitário é a íris, e o nome dela é de uma viajante

A flor de Sagitário é a íris. O motivo está no nome: ela foi batizada em homenagem a Íris, a mensageira dos deuses gregos, aquela que descia do Olimpo pelo arco-íris para levar recado aos mortais. Uma flor cujo nome significa ao mesmo tempo mensagem, ponte e todas as cores existindo juntas é a tradução botânica exata de um signo que vive querendo ir, entender e depois contar para alguém.
Por cima, ela anuncia todas as cores de uma vez. Por baixo, leva três anos guardando o que vale mais.

Por que combina com Sagitário

Fogo mutável é o jeito de ser que muda de forma sem perder a direção, e a íris faz isso na aparência: existe em azul, roxo, branco, amarelo, bronze e em combinações que parecem pintadas à mão, dentro de um mesmo gênero. Ela é uma flor que assume muitas versões de si e continua reconhecível em todas. Sagitário funciona desse jeito nos vários lugares em que se enfia, e continua sendo o mesmo em cada um.

Júpiter é o planeta que a astrologia liga ao sentido, ao ensino e ao que se leva de um lugar a outro. A íris carrega esse tema até dentro do corpo humano: a parte colorida do olho recebeu o mesmo nome da deusa por causa da variedade de cores, o que faz dessa palavra uma das poucas que descrevem ao mesmo tempo uma flor, uma divindade e um pedaço de você. E há uma hipótese muito aceita entre historiadores de que a flor de lis, símbolo da realeza francesa, seja uma estilização de uma íris, e não de um lírio.

Tem um detalhe da botânica que fecha a conta com o signo mais bonito de tudo, e ele aparece no perfume. O material de íris que a perfumaria usa não vem da flor: vem do rizoma, o caule subterrâneo, e ele precisa secar por cerca de três anos antes de ser trabalhado. Uma flor que anuncia o arco-íris por cima e exige três anos de paciência por baixo é um bom lembrete para um signo que costuma querer o resultado da viagem antes de terminar a estrada.

Na vida real

Cena que acontece muito com esse signo: a amiga sagitariana vai passar seis meses fora e você quer marcar a despedida com alguma coisa. Buquê grande é um problema logístico e ela vai deixar tudo para trás em duas semanas. Uma única haste de íris no jantar de despedida, com um bilhete contando quem foi a deusa Íris e o que ela fazia, funciona muito melhor: é bonito, é pequeno, e a história vai junto na cabeça dela para o outro país. Com Sagitário, o presente que viaja é o que se conta, e não o que se carrega.

Você sabia?

A parte da íris que vale ouro na perfumaria não é a flor, é o rizoma que fica embaixo da terra, chamado de orris. E o processo é de uma lentidão quase absurda para os padrões da indústria: o rizoma é colhido, limpo e depois deixado secando por cerca de três anos, porque é nesse tempo parado que se formam as moléculas responsáveis pelo cheiro, que lembra violeta, pó de arroz e pele. Só depois disso ele é destilado, e o rendimento é baixíssimo. O resultado é que o material de íris está entre os ingredientes mais caros que existem em perfumaria, mais caro que muitos absolutos florais. A flor que carrega o nome de uma mensageira veloz produz, embaixo da terra, o ingrediente mais lento do ramo.

Como usar no dia a dia

De presente, procure a haste com botão ainda fechado

Íris de corte abre rápido e o espetáculo é curto, coisa de poucos dias. Comprada com o botão fechado, ela abre na casa de quem ganhou, e essa parte vale mais do que a durabilidade. Corte o caule na diagonal, troque a água a cada dois dias e mantenha longe de fruteira, porque fruta madura solta um gás que acelera a murcha das flores em volta.

Se quiser plantar no Brasil, tem versão que funciona

A íris de jardim clássica, a barbada, pede clima ameno e inverno definido, então ela vai melhor em serra e no Sul. Mas existe uma prima muito bem adaptada ao país inteiro, a neomarica, conhecida como falsa-íris ou íris-da-praia, que cresce em quase qualquer canteiro e floresce sem exigir nada. Fica linda em bordadura e em vaso grande de varanda.

No plantio, o rizoma quer respirar

O erro mais comum com íris é enterrar o rizoma fundo demais. Ele deve ficar quase na superfície, com a parte de cima aparecendo no solo, em terra que drena bem. Enterrado e encharcado, ele apodrece. Sol direto por várias horas e rega espaçada é o combo que funciona.

Onde ela fica melhor dentro de casa

Íris tem haste longa e reta, então ela pede vaso alto e estreito e fica melhor sozinha, sem arranjo em volta competindo. Três hastes num vaso de vidro simples, perto de uma janela, resolvem uma sala inteira. É uma flor de linha limpa, mais arquitetônica do que romântica.

Se não achar (ou não gostar): alternativas

Girassol

É a flor jupiteriana mais óbvia e mais generosa: grande, amarela, alegre e impossível de ignorar. Boa escolha quando o registro do presente é festivo e não contemplativo.

Estrelícia

A ave-do-paraíso, com formato exótico e cores fortes, tem cara de flor vinda de longe e dura muito em vaso. Combina com o gosto sagitariano pelo que parece de outro lugar.

Delfínio

Hastes altas cobertas de flores azuis e roxas, exatamente na paleta do signo. Dá volume e altura em arranjo, e é a alternativa mais fácil de achar em floricultura no Brasil.

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Perguntas frequentes

Existe flor oficial de cada signo?
Não existe lista oficial nenhuma, e quem apresenta uma como definitiva está inventando autoridade. O que existe são tradições sobrepostas: a correspondência por planeta regente, herdada da herbologia renascentista, e as listas modernas de floricultura, que são bem mais comerciais. Aqui a escolha parte da história da planta e do que ela espelha no signo, com a preocupação de que você consiga comprá-la de verdade.
Dar íris significa alguma coisa?
Na linguagem das flores do século 19, a íris era associada a mensagem e a boa notícia, justamente pela origem do nome. É um código cultural bonito e que quase ninguém conhece hoje, então vale escrever no cartão o que você quis dizer. Como flor de despedida ou de começo de etapa, ela funciona muito bem.
Íris e lírio são a mesma coisa?
Não são nem parentes próximos. O lírio é do gênero Lilium, cresce de bulbo e tem aquele formato de trombeta com estames marcados. A íris cresce de rizoma e tem pétalas divididas em dois grupos, três para cima e três caindo. A confusão é antiga e vem do símbolo da flor de lis, que muitos historiadores acreditam ser, na origem, o desenho de uma íris.

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