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O mapa astral de Tony Curtis

Nascido Bernard Schwartz, filho de um alfaiate húngaro imigrante e criado nos fundos da alfaiataria do pai, Tony Curtis serviu na Marinha americana na Segunda Guerra e assistiu à rendição japonesa na Baía de Tóquio em 1945 antes de chegar a Hollywood em 1948, aos 23 anos, e entrar para o elenco de contrato da Universal. Virou um dos rostos mais reconhecíveis do cinema americano, com indicação ao Oscar por Acorrentados (1958) e os três papéis numa pessoa só de Quanto Mais Quente Melhor (1959). O mapa dele fala de dupla e de disfarce quase o tempo todo.

Nascimento: 3 de junho de 1925, às 09:00, em Nova Iorque, NY, Estados Unidos. Fonte do horário: Mapa do Céu (https://www.mapadoceu.com.br/pt/mapa/tony-curtis/), nota AA - Registro de nascimento citado.

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A geometria real do céu de 03/06/1925

O céu em números

  • Sol12°24' Gêmeos · casa 11
  • Lua26°54' Libra · casa 4
  • Ascendente28°57' Câncer · casa 1
  • Meio do Céu13°32' Áries · casa 10
  • Mercúrio24°21' Touro · casa 11
  • Vênus23°11' Gêmeos · casa 11
  • Marte15°34' Câncer · casa 12
  • Júpiterretrógrado21°37' Capricórnio · casa 6
  • Saturnoretrógrado8°45' Escorpião · casa 4
  • Urano25°10' Peixes · casa 9
  • Netuno20°05' Leão · casa 2
  • Plutão12°16' Câncer · casa 12
  • Quíron26°54' Áries · casa 10
  • Lilith18°47' Câncer · casa 12

Sol, Lua, Ascendente e o elenco

o ator de dupla

Sol em Gêmeos, casa 11

Quase toda vez que o cinema lembra dele, lembra de um par: com Jack Lemmon em Quanto Mais Quente Melhor, com Sidney Poitier em Acorrentados, com Cary Grant em Operação Cupido, os três de 1958 e 1959. Isso combina com um Sol em Gêmeos, o signo do dois e da troca rápida, plantado na casa 11, o pedaço do mapa que fala de turma e de aliança. Ele rendia mais quando tinha alguém do outro lado da cena para devolver a bola.

o acordo lá dentro

Lua em Libra, casa 4

Bernard Schwartz virou Tony Curtis, e mesmo assim o começo continuou pesando. A Lua dele, que mostra do que a pessoa precisa para ficar em paz, está em Libra, o signo que busca conciliação antes de brigar, e cai na casa 4, o alicerce da carta, o setor da origem. É o desenho de alguém que carrega o ponto de partida como assunto permanente, e o dele foi a alfaiataria de um imigrante húngaro, com a família morando nos fundos da loja.

a porta que protege

Ascendente em Câncer

Charmoso e ao mesmo tempo impossível de alcançar por inteiro: é assim que funciona um Ascendente parado no último grau de Câncer, a 28 graus e 96 centésimos, praticamente na fronteira do signo, e é o dele. Câncer é a concha, de quem se aproxima devagar e guarda o miolo. Combina com um astro que virou cartaz de estúdio muito antes de ser levado a sério como ator.

a voz emprestada

Mercúrio em Touro, casa 11

A cena mais famosa da carreira dele é uma imitação: em Quanto Mais Quente Melhor, disfarçado de milionário, ele fala com um sotaque à la Cary Grant para enganar a personagem de Marilyn Monroe. Mercúrio, que descreve o modo de falar e de raciocinar, está em Touro, signo que trabalha o som e a textura da coisa, e faz um ângulo suave com Urano, o planeta da virada inesperada, a 0,83 grau. É a assinatura de quem troca de voz no meio da frase.

o charme de estúdio

Vênus em Gêmeos, casa 11

Contratado pela Universal pela aparência antes de qualquer papel, ele viveu anos como galã de contrato, e Vênus, o ponto que fala do que encanta, está em Gêmeos, signo da leveza e da graça rápida, na mesma casa 11 do Sol. Vênus ali é o charme que circula, que faz amigo em set e em festa. É também o motivo pelo qual demorou tanto para ser levado a sério: charme fácil costuma esconder o trabalho que existe atrás.

a força que não aparece

Marte em Câncer, casa 12

Ele passou a carreira empurrando contra a etiqueta de rosto bonito, e a força para isso vem de um Marte em Câncer, o signo mais protetor do zodíaco, plantado na casa 12, o setor do que acontece longe dos olhos. Marte mostra por onde a energia de alguém escoa, e essa não bate de frente: insiste por baixo. Não à toa a única indicação ao Oscar de ator veio num papel de homem acorrentado a outro, sem nenhum glamour à mão.

O que o mundo vê, e onde isso mora no mapa

Três nomes num filme só

Marte, Plutão e Lilith na casa 12, a do que fica escondido

A casa 12 é o canto do mapa onde a coisa acontece sem ser vista, e ele tem três pontos ali. Em Quanto Mais Quente Melhor, de Billy Wilder, o personagem dele passa o filme dentro de dois disfarces ao mesmo tempo: vira Josephine para fugir de gângsteres e depois inventa um herdeiro da Shell para conquistar a moça. É um homem escondido dentro de um homem escondido dentro de uma mulher, feito pelo ator que trocou Bernard Schwartz por Tony Curtis antes de qualquer papel.

A corrente que virou indicação

Sol, Mercúrio e Vênus na casa 11, a das alianças

Em Acorrentados, de 1958, ele e Sidney Poitier interpretam dois fugitivos presos pelo mesmo ferro, obrigados a andar juntos ou não andar. Foi esse papel que lhe rendeu a única indicação ao Oscar de ator da carreira. Ter Sol, Mercúrio e Vênus reunidos na casa que fala de parceria e de causa comum é o mapa insistindo no mesmo ponto que a filmografia já dizia: o melhor dele saía quando havia outro na cena.

O rosto que o estúdio comprou

Netuno em Leão na casa 2, a do próprio patrimônio

A casa 2 responde pelo que a pessoa tem de seu e usa para viver, e ali está Netuno, o planeta da imagem e do encanto que não se explica. A Universal o contratou pela aparência e o pôs em aulas de esgrima e equitação para transformar o filho do alfaiate num galã de capa e espada. Netuno na casa dos recursos é bem isso: o patrimônio inicial dele não era técnica nem currículo, era uma imagem.

O topo em Áries

Meio do Céu em Áries com o Sol em bom ângulo, a 1,13 grau

O ponto mais alto do mapa, que fala do lugar que a pessoa ocupa no mundo, está em Áries, o signo de quem quer chegar primeiro, e o Sol conversa suave com ele a pouco mais de um grau de distância. É o desenho de quem foi lançado cedo e alto: em 1959, no mesmo ano, ele estava em cartaz com Marilyn Monroe e com Cary Grant, dois dos maiores nomes do planeta na época.

A raiz que ele reescreveu

Lua em Libra e Saturno em Escorpião na casa 4

A casa 4 guarda a origem, e ele tem ali a Lua, o sentir, e Saturno, o planeta do peso e da regra. É uma base de mapa que não é leve. A biografia bate: filho de imigrante, criado nos fundos de uma alfaiataria, alistado na Marinha na guerra, testemunha da rendição japonesa aos vinte anos. Nada disso desaparece quando o nome muda para Tony Curtis, e ter Saturno no alicerce costuma descrever justamente isso, uma origem que continua pesando depois de trocada a fachada.

As conversas do céu

A ferida na frente do espelho

Lua e Quíron em oposição exata, orbe zero

Quíron é o ponto do machucado que a pessoa acaba levando a vida inteira consigo, e no mapa dele ele fica exatamente de frente para a Lua, sem nenhum grau de folga. Aspecto com orbe zero é raro: significa que os dois pontos estão perfeitamente alinhados. A tradição lê isso como alguém que sente muito e não consegue desligar o sentir de si mesmo, para o bem e para o mal.

O gosto que quebra a regra

Vênus em tensão com Urano, a 1,98 grau

Vênus é o que agrada e Urano é o que desarruma, e no mapa dele os dois se cutucam. Costuma dar quem não consegue ficar dentro do papel bonitinho que lhe deram. Faz sentido num ator que era vendido como galã e passou a carreira empurrando para comédia travestida, drama social e personagens desconfortáveis.

A imagem contra o cargo

Plutão em tensão com o Meio do Céu, a 1,26 grau

Plutão é o planeta da força que remexe por baixo, e ele faz um ângulo tenso com o ponto que representa a carreira e a reputação. Isso costuma aparecer em gente cuja imagem pública vira um campo de disputa, algo que se controla mal. É o retrato de uma trajetória em que o rótulo de rosto bonito e o desejo de ser ator de verdade nunca pararam de brigar.

Elementos e aspectos

A mistura dos elementos

  • ar36%
  • Água29%
  • terra20%
  • fogo15%

Os aspectos mais apertados

  • Lua oposição Quíron · 0° de folga
  • Mercúrio sextil Urano · 0,83° de folga
  • Sol sextil Meio do Céu · 1,13° de folga
  • Plutão quadratura Meio do Céu · 1,26° de folga
  • Vênus quadratura Urano · 1,98° de folga

Você sabia?No mapa dele, a Lua e Quíron estão em oposição com orbe zero, ou seja, a 180 graus exatos um do outro, sem uma fração de grau sobrando. Aspecto perfeitamente fechado é incomum de ver numa carta, porque a maioria vem com um ou dois graus de folga. É o tipo de detalhe que astrólogo guarda para mostrar depois.

Tira-dúvidas

Perguntas frequentes

De onde vem a hora de nascimento de Tony Curtis?
Da fonte declarada logo abaixo do título, Mapa do Céu (https://www.mapadoceu.com.br/pt/mapa/tony-curtis/), nota AA - Registro de nascimento citado. A regra da casa é não publicar mapa sem origem de horário: hora sem fonte transforma o Ascendente e todas as casas em chute, e é justamente aí que a leitura muda mais. Quando a confiança do registro é média, a própria página avisa.
Ter o mesmo signo de Tony Curtis quer dizer ser parecido com Tony Curtis?
Não, e a lista de pontos aqui do lado mostra por quê. Além do Sol em Gêmeos, Tony Curtis tem Lua em Libra e Ascendente em Câncer, e cada um dos outros astros num grau e numa casa. Duas pessoas do mesmo signo solar quase nunca repetem o resto do desenho.
Se a hora estiver um pouco errada, o que muda?
Mudam o Ascendente e a divisão das casas, que dependem da rotação da Terra e viram depressa: poucos minutos já podem trocar o signo que subia no horizonte. Os astros mais lentos praticamente não saem do lugar, então a leitura deles por signo continua de pé mesmo quando o horário é aproximado.
Como comparo o meu mapa com este?
Calcule o seu de graça na calculadora que fica logo abaixo: ela devolve a mesma roda e a mesma lista de pontos que você está vendo aqui. Com os dois lado a lado, fica fácil reparar no que se repete e no que é só seu.

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