Literatura
O mapa astral de Stephen King
Nascimento: 21 de setembro de 1947, às 01:30, em Portland (ME), Estados Unidos. Fonte do horário: Mapa do Céu (https://www.mapadoceu.com.br/pt/mapa/stephen-king/), nota A: memória.
A hora de nascimento dele vem de memória, e não de certidão. O Ascendente e a divisão das casas podem se deslocar se o horário real for outro. As posições dos planetas nos signos permanecem as mesmas.
A geometria real do céu de 21/09/1947
O céu em números
- Sol27°33' Virgem · casa 3
- Lua18°15' Sagitário · casa 5
- Ascendente6°50' Leão · casa 1
- Meio do Céu20°49' Áries · casa 10
- Mercúrio15°17' Libra · casa 3
- Vênus2°21' Libra · casa 3
- Marte24°16' Câncer · casa 12
- Júpiter23°49' Escorpião · casa 4
- Saturno18°07' Leão · casa 1
- Urano26°07' Gêmeos · casa 11
- Netuno10°03' Libra · casa 3
- Plutão14°15' Leão · casa 1
- Quíron7°42' Escorpião · casa 4
- Lilith25°58' Capricórnio · casa 6
Sol, Lua, Ascendente e o elenco
a essência do artesão
Sol em Virgem, casa 3
Virgem no grau 27,55 abriga o Sol dele, o ponto que aponta o miolo de alguém, e Virgem é o signo do trabalho metódico, da tarefa cumprida sem drama. Esse Sol está na casa 3, a da escrita e da palavra. É o retrato de alguém para quem escrever nunca foi arrebatamento de gênio: foi expediente, todo dia, ano após ano, por meio século.
a imaginação solta
Lua em Sagitário, casa 5
Sagitário recebe a Lua dele, que fala do lado de dentro, e Sagitário é o signo do exagero, da história grande e do mundo inventado. Essa Lua está na casa 5, a da criação, e faz um ângulo suave e fechadíssimo com Saturno. É a assinatura de quem tem imaginação sem freio e ao mesmo tempo consegue colocá-la em forma de livro, o que é bem menos comum do que parece.
a chegada de quem conta história
Ascendente em Leão
Leão é o Ascendente dele, o cartão de visitas antes de qualquer palavra, e Leão é o signo do narrador, daquele que assume a atenção da roda e conta. Num escritor cuja marca é o tom de conversa, como se alguém estivesse contando o caso do outro lado da mesa, essa porta de entrada é o próprio estilo.
a palavra que equilibra
Mercúrio em Libra, casa 3
Libra sustenta o Mercúrio dele, o planeta do jeito de raciocinar e escreve, na casa 3, a da escrita. Mercúrio em Libra busca a frase que soa bem, o ritmo que não trava. É a mente de quem escreve horror em prosa limpa e conversada, sem palavra difícil e sem malabarismo, e é justamente essa simplicidade que fez os livros dele atravessarem tantas gerações.
o gosto pela gente comum
Vênus em Libra, casa 3
Libra guarda também o Vênus dele, o planeta do afeto e do que dá prazer, na mesma casa 3. Vênus em Libra gosta do que é humano e do que se resolve entre as pessoas. Os personagens dele quase nunca são heróis: são professores, mecânicos, garçonetes e crianças de bicicleta, e é essa gente comum que carrega os livros nas costas.
a ameaça que não se vê
Marte em Câncer, casa 12
Câncer sustenta o Marte dele, o planeta da ação e do perigo, e ele está na casa 12, a do que trabalha longe dos olhos. Marte em Câncer ataca protegendo, ronda a casa, cerca. E na casa 12 essa força fica invisível. Não existe descrição melhor do medo que ele constrói: o que assusta em Stephen King quase nunca é o monstro que aparece, é o que ainda não apareceu.
O que o mundo vê, e onde isso mora no mapa
Quatro pontos na casa da escrita
Sol, Mercúrio, Vênus e Netuno na casa 3
Casa 3 é o setor da palavra, do texto, do que se conta e se escreve. Quatro pontos dele moram ali, entre eles o Sol, que é a essência, Mercúrio, que é o raciocínio, e Netuno, o planeta da imaginação. É uma concentração enorme na casa que rege exatamente o ofício dele. Ele publicou tanto que precisou criar um segundo nome, Richard Bachman, para conseguir lançar mais de um livro por ano sem que a editora achasse que estava saturando o mercado.
O horror mora na casa da casa
Júpiter e Quíron na casa 4, em Escorpião
Casa 4 é a do lar, da família, da cidade natal, do lugar mais seguro que uma pessoa conhece. No mapa dele, essa casa está em Escorpião, o signo do que é sombrio, e abriga Júpiter, o planeta que amplia tudo o que toca. É o desenho mais literal possível do que ele faz: o terror dele não acontece em castelo distante, acontece na cozinha, no porão e na rua do bairro. Castle Rock e Derry, as cidadezinhas inventadas do Maine onde ele ambienta boa parte da obra, são o Estado onde ele mesmo vive.
Marte escondido na casa 12
Marte na casa 12 em trígono com Júpiter, a 0,44 grau
Casa 12 é o setor do que fica fora do campo de visão. Marte, o planeta da agressão e do perigo, está ali, em conversa muito fechada com Júpiter, o que amplia. Costuma desenhar quem lida com ameaça que não se mostra e sabe fazê-la crescer. É a fórmula do medo em Stephen King: a porta que range, a coisa que passou rápido demais no canto do olho, o vizinho que está diferente. A ameaça funciona enquanto continua invisível.
A imaginação segurada pelo método
Lua em trígono com Saturno, a 0,13 grau
O ângulo mais fechado do mapa dele, com treze centésimos de grau, liga a Lua, que é a imaginação e o mundo interno, a Saturno, o planeta da disciplina e da estrutura. Quando esses dois se dão bem, a fantasia encontra forma em vez de virar sonho perdido. E o resultado é mensurável: além dos romances, ele escreveu cerca de duzentos contos. Nenhuma imaginação sozinha produz esse volume. Isso é imaginação com relógio.
Saturno e Plutão na porta de entrada
Saturno e Plutão na casa 1, com Ascendente em Leão
Casa 1 é a de como a pessoa se apresenta ao mundo. Ali estão Saturno, o planeta do peso e da seriedade, e Plutão, o do que vive no subsolo. Com o Ascendente em Leão, o signo do narrador, sai o desenho de alguém cuja figura pública é tão reconhecível quanto os livros, e que carrega a fama de conhecer os porões da natureza humana. Poucos escritores vivos são identificados por foto por tanta gente que nunca leu um livro deles.
As conversas do céu
A essência brigando com o inesperado
Sol em quadratura com Urano, a 1,44 grau
O Sol é quem a pessoa é e Urano é o planeta do que quebra o esperado. Em atrito, apontam quem não consegue fazer o que se espera dele mesmo quando isso daria menos trabalho. Ele escreveu terror, fantasia, ficção científica, romance policial e crônica, e assinou cinco livros com outro nome só para poder publicar mais do que o mercado achava razoável.
A ferida na porta de entrada
Quíron em quadratura com o Ascendente, a 0,86 grau
Quíron é o ponto do que dói e depois vira competência, e o Ascendente é o jeito de chegar. Em atrito fechado, costumam dar quem transforma desconforto em ofício. Numa obra que trata de medo, perda e da fragilidade da vida comum em quase todos os livros, é um sinal que fala alto.
A mente que cava
Mercúrio em sextil com Plutão, a 1,04 grau
Mercúrio é o raciocínio e Plutão é o que revela o que está enterrado. Em ângulo fácil, desenham quem escreve sobre o que os outros preferem não olhar, e faz isso com naturalidade em vez de com sensacionalismo. É provavelmente a razão de os livros dele funcionarem: o horror ali sempre serve para falar de outra coisa.
Elementos e aspectos
A mistura dos elementos
- fogo34%
- ar34%
- Água17%
- terra15%
Os aspectos mais apertados
- Lua trígono Saturno · 0,13° de folga
- Marte trígono Júpiter · 0,44° de folga
- Nodo Norte trígono Lilith · 0,8° de folga
- Quíron quadratura Ascendente · 0,86° de folga
- Marte sextil Nodo Norte · 0,91° de folga
- Mercúrio sextil Plutão · 1,04° de folga
Você sabia?Ele publicou cinco livros com o nome falso de Richard Bachman entre 1977 e 1984 e ninguém desconfiou, até que em 1985 um funcionário de livraria de Washington chamado Steve Brown notou a semelhança de estilo, foi conferir os registros na Biblioteca do Congresso e achou a prova documental. Ou seja: o disfarce literário mais famoso da segunda metade do século 20 foi desmontado por um vendedor de livraria com tempo livre e boa memória.
Tira-dúvidas
Perguntas frequentes
De onde vem a hora de nascimento de Stephen King?
Ter o mesmo signo de Stephen King quer dizer ser parecido com Stephen King?
Se a hora estiver um pouco errada, o que muda?
Como comparo o meu mapa com este?
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