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O mapa astral de Sergio Leone

Pioneiro do faroeste italiano, Sergio Leone reinventou um gênero americano filmando na Europa e devolveu ao mundo o duelo em close, o silêncio esticado até doer e a música de Ennio Morricone. Dirigiu a trilogia dos dólares entre 1964 e 1966, Era Uma Vez no Oeste em 1969 e passou treze anos preparando Era Uma Vez na América, de 1984, que acabou sendo o último filme dele.

Nascimento: 3 de janeiro de 1929, às 00:30, em Roma, Itália. Fonte do horário: Mapa do Céu (https://www.mapadoceu.com.br/pt/mapa/sergio-leone/), nota AA - Registro de nascimento citado.

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A geometria real do céu de 03/01/1929

O céu em números

  • Sol12°07' Capricórnio · casa 3
  • Lua14°22' Libra · casa 1
  • Ascendente13°25' Libra · casa 1
  • Meio do Céu15°46' Câncer · casa 10
  • Mercúrio21°13' Capricórnio · casa 4
  • Vênus25°55' Aquário · casa 5
  • Marteretrógrado24°57' Gêmeos · casa 9
  • Júpiter0°32' Touro · casa 7
  • Saturno23°55' Sagitário · casa 3
  • Urano3°39' Áries · casa 6
  • Netunoretrógrado1°08' Virgem · casa 11
  • Plutãoretrógrado17°24' Câncer · casa 10
  • Quíronretrógrado5°30' Touro · casa 7
  • Lilith14°31' Sagitário · casa 3

Sol, Lua, Ascendente e o elenco

a economia de palavras

Sol em Capricórnio, casa 3

Capricórnio guarda o Sol dele, o ponto que marca o centro de uma pessoa, e Capricórnio é o signo que mede cada gesto e não desperdiça nada. Esse Sol cai na casa 3, que é justamente a da conversa e da fala do dia a dia. A combinação é ótima num diretor que ficou famoso por tirar o diálogo de cena e deixar o silêncio fazer o trabalho pesado.

o olho que compõe

Lua em Libra, casa 1

Libra recebe a Lua dele, que cuida do território do que se sente, e Libra é o signo da proporção, da simetria e do equilíbrio visual. Essa Lua está praticamente colada ao Ascendente, a menos de um grau. É o retrato de alguém cuja sensibilidade funciona pelo enquadramento: o rosto de um lado, o horizonte do outro, e nada fora do lugar.

a chegada em par

Ascendente em Libra

Libra também responde pelo Ascendente dele, a primeira impressão que passava, e Libra é o signo do dois, do frente a frente, da balança que só existe com peso dos dois lados. A cena que ele inventou e que todo mundo copiou é exatamente essa: dois homens parados, se medindo, esperando para ver quem saca primeiro.

a memória do gênero

Mercúrio em Capricórnio, casa 4

Capricórnio abriga também o Mercúrio dele, o planeta do jeito de raciocinar, e ali a mente trabalha por estrutura e por tradição. Esse Mercúrio fica na casa 4, a das raízes. Ele cresceu dentro do cinema, filho de um pioneiro do cinema mudo italiano e de uma atriz daquela época, e o que fez foi pegar um gênero antigo e reconstruí-lo por dentro.

o gosto pelo estranho

Vênus em Aquário, casa 5

Aquário sustenta o Vênus dele, o planeta do afeto e do que dá prazer, e Aquário gosta do que ninguém gostou ainda. Esse Vênus está na casa 5, a da criação. Combina com o cineasta que achou beleza em rostos enrugados, dentes tortos e poeira, quando o faroeste americano ainda pedia mocinho limpo e queixo quadrado.

a ação em suspenso

Marte em Gêmeos, casa 9

Gêmeos guarda o Marte dele, o planeta do impulso, e ele está retrógrado, o que na leitura tradicional descreve energia que trabalha por dentro antes de sair. Está na casa 9, a do longe e do que amplia o mundo. É a assinatura de quem faz o tiro demorar: em Leone, a ação nunca é rápida, é adiada até o público não aguentar mais.

O que o mundo vê, e onde isso mora no mapa

A casa do frente a frente

Júpiter e Quíron na casa 7, com Ascendente em Libra

Casa 7 é o setor do outro, do encontro cara a cara, da pessoa parada na sua frente. Ali estão Júpiter, o planeta que amplia tudo que toca, e Quíron, o ponto da ferida que ensina. Some o Ascendente em Libra, o signo do par. E agora pense na única imagem que o mundo inteiro reconhece como Sergio Leone: dois homens, ou três, se olhando em silêncio antes do saque. O duelo é literalmente a cena da casa 7.

Plutão no ponto mais alto do mapa

Plutão em conjunção com o Meio do Céu, a 1,63 grau

O Meio do Céu é o topo do mapa, o lugar do que a pessoa deixa marcado, e Plutão é o planeta das forças profundas, das lendas que vivem embaixo da história oficial. Os dois quase juntos costumam apontar quem trabalha com mito. Ele dizia isso com todas as letras: que cinema tem que ser espetáculo, e que o espetáculo mais bonito é o do mito. O mapa concorda no ponto mais visível.

O Sol na casa da fala, no signo que fala menos

Sol e Saturno na casa 3

Casa 3 é a da conversa, do recado, da palavra trocada de perto. No mapa dele ficam ali o Sol, em Capricórnio, o signo que economiza tudo, e Saturno, o planeta que segura e corta. Costuma dar quem diz pouco e faz o pouco pesar. Não é por acaso que o estilo dele virou sinônimo de silêncio: os personagens de Leone falam menos que qualquer faroeste anterior, e o que sobra é rosto, vento e música.

O tiro que demora

Marte em oposição a Saturno, a 1,04 grau

Marte é o disparo, o impulso, a vontade de agir agora. Saturno é o freio, o relógio, a espera. No mapa dele os dois estão em lados opostos do céu, se puxando com um grau de diferença, e no eixo das casas 3 e 9, o eixo do perto e do longe. É o desenho exato da assinatura dele em cena: a mão perto do coldre, o plano que não corta, o público suando, e o tiro só chegando quando a espera já virou o assunto do filme.

A Lua colada na porta de entrada

Lua em conjunção com o Ascendente em Libra, a 0,96 grau

A Lua é o que a pessoa sente e o Ascendente é o jeito de chegar. Colados, como aqui, apontam alguém cuja sensibilidade aparece antes da palavra. Em Libra, isso vira olho para composição e para proporção. Combina com um diretor cuja marca é a alternância entre o close extremo, com o olho ocupando a tela inteira, e o plano larguíssimo, com o homem virando um ponto na paisagem. Ele conversava com o público pelo enquadramento.

Nascido dentro do cinema

Mercúrio na casa 4, em Capricórnio

Casa 4 é a das raízes, da família de origem e daquilo que a pessoa aprende antes de escolher aprender. Mercúrio, o planeta do raciocínio e da linguagem, está ali, em Capricórnio, o signo da tradição e do ofício herdado. Costuma dar quem pensa dentro de um vocabulário que já estava em casa. E estava mesmo: o pai dele foi pioneiro do cinema italiano e a mãe atriz do período mudo. Ele não descobriu o cinema, cresceu dentro dele, e o que fez da vida foi pegar uma linguagem antiga e reconstruí-la por dentro.

As conversas do céu

O sonho grande que demora a nascer

Júpiter em trígono com Netuno, a 0,59 grau

Júpiter é o que aumenta e Netuno é o que sonha. Em conversa fácil, desenham quem carrega projetos grandes demais e leva anos até que caibam no mundo. Ele passou treze anos preparando Era Uma Vez na América, que estreou em 1984 e virou o último filme que dirigiu.

O afeto e a garra em acordo

Vênus em trígono com Marte, a 0,96 grau

Vênus é o gosto e Marte é a ação, e em ângulo suave costumam dar quem consegue fazer bonito aquilo que é bruto. Na obra dele isso aparece o tempo todo: cenas de violência coreografadas como número musical, com a música de Morricone entrando antes do primeiro movimento.

A sensibilidade que não se comporta

Lua em sextil com Lilith, a 0,15 grau

O encontro mais fechado do mapa dele, com quinze centésimos de grau, liga a Lua, que é o sentir, a Lilith, o ponto do que não obedece. Costuma dar sensibilidade que se recusa a ser bonitinha. Combina com um cineasta que preferia rosto marcado a rosto bonito, que fez do sujo um valor estético e que descartou de vez o mocinho de camisa limpa: os personagens dele são moralmente ambíguos, desalinhados e às vezes francamente criminosos, e foi justamente essa recusa que virou a marca do gênero que ele inventou.

Elementos e aspectos

A mistura dos elementos

  • terra37%
  • ar34%
  • fogo17%
  • Água12%

Os aspectos mais apertados

  • Lua sextil Lilith · 0,15° de folga
  • Júpiter trígono Netuno · 0,59° de folga
  • Lua conjunção Ascendente · 0,96° de folga
  • Vênus trígono Marte · 0,96° de folga
  • Marte oposição Saturno · 1,04° de folga
  • Ascendente sextil Lilith · 1,11° de folga

Você sabia?Ele passou treze anos preparando Era Uma Vez na América, o filme de gângsteres que estreou em 1984. Treze anos em um projeto só, num diretor que já tinha reinventado o faroeste e podia ter escolhido qualquer coisa mais fácil. E acabou sendo o último filme que dirigiu na vida, o que faz do trabalho mais demorado da carreira também a última palavra dela.

Tira-dúvidas

Perguntas frequentes

De onde vem a hora de nascimento de Sergio Leone?
Da fonte declarada logo abaixo do título, Mapa do Céu (https://www.mapadoceu.com.br/pt/mapa/sergio-leone/), nota AA - Registro de nascimento citado. A regra da casa é não publicar mapa sem origem de horário: hora sem fonte transforma o Ascendente e todas as casas em chute, e é justamente aí que a leitura muda mais. Quando a confiança do registro é média, a própria página avisa.
Ter o mesmo signo de Sergio Leone quer dizer ser parecido com Sergio Leone?
Não, e a lista de pontos aqui do lado mostra por quê. Além do Sol em Capricórnio, Sergio Leone tem Lua em Libra e Ascendente em Libra, e cada um dos outros astros num grau e numa casa. Duas pessoas do mesmo signo solar quase nunca repetem o resto do desenho.
Se a hora estiver um pouco errada, o que muda?
Mudam o Ascendente e a divisão das casas, que dependem da rotação da Terra e viram depressa: poucos minutos já podem trocar o signo que subia no horizonte. Os astros mais lentos praticamente não saem do lugar, então a leitura deles por signo continua de pé mesmo quando o horário é aproximado.
Como comparo o meu mapa com este?
Calcule o seu de graça na calculadora que fica logo abaixo: ela devolve a mesma roda e a mesma lista de pontos que você está vendo aqui. Com os dois lado a lado, fica fácil reparar no que se repete e no que é só seu.

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