Fotografia
O mapa astral de Robert Mapplethorpe
Nascimento: 4 de novembro de 1946, às 05:45, em Nova Iorque (NY), Estados Unidos. Fonte do horário: Mapa do Céu (https://www.mapadoceu.com.br/pt/mapa/robert-mapplethorpe/), nota A: memória.
A geometria real do céu de 04/11/1946
O céu em números
- Sol11°25' Escorpião · casa 1
- Lua7°41' Peixes · casa 4
- Ascendente1°50' Escorpião · casa 1
- Meio do Céu7°54' Leão · casa 10
- Mercúrio4°31' Sagitário · casa 2
- Vênusretrógrado1°26' Sagitário · casa 2
- Marte28°20' Escorpião · casa 1
- Júpiter8°34' Escorpião · casa 1
- Saturno8°38' Leão · casa 10
- Uranoretrógrado21°13' Gêmeos · casa 8
- Netuno9°33' Libra · casa 12
- Plutão13°20' Leão · casa 10
- Quíron29°10' Libra · casa 12
- Lilith20°18' Sagitário · casa 2
Sol, Lua, Ascendente e o elenco
o olho que não desvia
Sol em Escorpião, casa 1
Fotografar de frente aquilo que a maioria prefere não olhar exige um centro de gravidade específico, e o dele está em Escorpião, o signo do que encara sem piscar. Esse Sol cai na casa 1, o setor do corpo e da presença. Não é por acaso que a obra dele gira em torno de corpos, incluindo o próprio, em autorretratos que fazem parte do trabalho tanto quanto os retratos de outras pessoas.
a delicadeza no meio da dureza
Lua em Peixes, casa 4
A Lua descreve o mundo íntimo, e a dele está em Peixes, o mais sensível dos signos, na casa 4, a das raízes e do lugar de recolhimento. É a nota que explica por que o mesmo fotógrafo das imagens mais duras é também o das flores mais delicadas já feitas em preto e branco. As duas coisas saem da mesma mão sem contradição.
a entrada sem aviso
Ascendente em Escorpião
Escorpião também é o Ascendente dele, a 1,84 grau do signo, quer dizer, logo na virada. É a fachada de quem chega em silêncio e desconcerta: não anuncia, não explica, deixa a imagem fazer o trabalho. Poucos artistas americanos causaram tanto barulho falando tão pouco sobre a própria obra.
a convicção declarada
Mercúrio em Sagitário, casa 2
Mercúrio mostra o modo de pensar e argumentar, e o dele está em Sagitário, signo que não relativiza e vai direto ao ponto. Ele cai na casa 2, a do próprio valor e do que a pessoa considera inegociável. Casa com um artista cuja defesa nunca foi a do escândalo, e sim a de que aquilo era arte e ponto, uma posição que o país inteiro acabou tendo de discutir em tribunal.
a beleza revirada
Vênus em Sagitário, casa 2
Vênus é o senso de beleza, e a dele está em Sagitário retrógrada, a 1,44 grau do signo, na casa 2. Retrógrado, na astrologia, é o planeta que anda para trás e revisa o que já estava dado. É uma assinatura perfeita para quem pegou a definição herdada de belo e a virou do avesso, aplicando a mesma luz de estúdio e o mesmo cuidado de enquadramento a uma flor e a um assunto que a época considerava impublicável.
a força no último grau
Marte em Escorpião, casa 1
Marte é a coragem de agir, e o dele está no fim de Escorpião, a 28,34 graus, ainda na casa 1. Signo e casa apontam para a mesma coisa: a ação como algo que se faz com o próprio corpo e sem intermediário. É a assinatura de quem transformou o ato de fotografar num enfrentamento pessoal, não numa profissão de observador distante.
O que o mundo vê, e onde isso mora no mapa
O excesso preso na moldura
Júpiter e Saturno em tensão a 0,07 grau, o aspecto mais fechado do mapa
Toda a obra dele cabe nessa briga. Júpiter é o planeta do excesso, do que transborda, e Saturno é o do limite, da forma, da moldura. No céu dele os dois se encontram no ângulo mais tenso possível, a sete centésimos de grau do exato, e nenhum outro encontro do mapa chega perto dessa precisão. É a descrição técnica de um artista que aplicou composição clássica, simetria e controle de luz absoluto a assuntos que a sociedade considerava fora de qualquer moldura.
A forma como reputação
Saturno em Leão colado ao Meio do Céu a 0,74 grau
O ponto mais alto do mapa é o que fala da marca que a pessoa deixa no mundo, e ali, quase encostado, está Saturno, planeta da estrutura, da regra e do limite. Leão acrescenta o palco. A reputação dele foi construída exatamente nesse eixo: a discussão pública que o cercou não era sobre técnica, era sobre onde ficam os limites, quem os define e quem paga a conta da arte. O júri de Cincinnati, em 1990, absolveu o museu e o diretor.
Quatro pontos que não desviam
Sol, Marte, Júpiter e Ascendente em Escorpião, na casa 1
É muita concentração num signo só, e num signo que a tradição descreve como o que não recua do desconfortável. Estar tudo isso na casa 1, a do corpo e da apresentação, torna a leitura ainda mais direta: a matéria-prima dele era o corpo, o dos outros e o dele. A fotografia de Patti Smith que virou capa do disco Horses, de 1975, saiu dessa mesma mão que fez os autorretratos e as naturezas-mortas.
O sentimento que virou flor
Lua em Peixes em ângulo suave com Júpiter, a 0,88 grau
A Lua é a sensibilidade e Júpiter é a generosidade e o tamanho, e no mapa dele os dois conversam com facilidade. Costuma dar gente que expande o próprio sentimento até ele virar obra grande. É a leitura mais simpática possível para as flores dele: a mesma pessoa que a imprensa tratava como provocador passou anos fazendo retratos de calas e orquídeas com uma ternura que ninguém disputa.
O que ele considerava inegociável
Mercúrio, Vênus e Lilith em Sagitário na casa 2, a do próprio valor
A casa 2 responde por aquilo que a pessoa considera seu e não abre mão, e ele tem três pontos ali, no signo que menos relativiza do zodíaco. É o desenho de alguém que não negocia posição estética. Coerente com isso, ele criou a Robert Mapplethorpe Foundation em 1988, antes mesmo de a discussão pública sobre a obra dele terminar, para que o espólio ficasse sob regra própria: a fundação promove o trabalho no mundo inteiro e já destinou milhões de dólares a pesquisa médica.
A obra empurrada para fora da vista
Netuno e Quíron em Libra na casa 12, a do que fica fora de vista
A casa 12 é o setor do mapa que a tradição liga ao que é escondido, negado ou deixado de fora, e ele tem ali Netuno, o planeta da imagem, e Quíron, o ponto que responde pelo que dói. É uma configuração que descreve alguém cuja produção convive com a ameaça de ser retirada de circulação. Foi literalmente o que aconteceu: a Corcoran Gallery cancelou The Perfect Moment em 1989, e a mostra acabou exibida no Washington Project for the Arts entre 21 de julho e 13 de agosto daquele ano.
As conversas do céu
A luz e o subterrâneo
Sol e Plutão em ângulo tenso, a 1,92 grau
Plutão é o planeta do que está enterrado e do que assusta quando vem à tona, e quando ele estranha o Sol a pessoa costuma viver sob a pressão de mostrar aquilo que os outros preferem esconder. Poucas biografias artísticas do século 20 encarnam isso de forma tão literal.
A regra e o sonho de mãos dadas
Saturno e Netuno em ângulo fácil, a 0,91 grau
Saturno é a estrutura e Netuno é a imagem que se dissolve. Quando os dois se entendem, a tradição lê alguém capaz de dar forma técnica rigorosa a um material puramente sensível. É basicamente a definição de um bom fotógrafo de estúdio, e ele foi um dos melhores que existiram.
O estranhamento como assinatura
Urano em oposição a Lilith, a 0,91 grau
Urano é o planeta do choque e da quebra de convenção, e Lilith é o ponto que a tradição associa ao que não se domestica. Estarem em lados opostos do mapa, quase exatos, desenha uma vida em que o incômodo não é acidente de percurso, é o próprio material de trabalho.
A névoa que ajuda a reputação
Netuno em ângulo suave com o Meio do Céu, a 1,65 grau
Netuno é o planeta da imagem que fascina sem se explicar, e o topo do mapa é a reputação. Quando conversam bem, a tradição fala de quem constrói fama pela via da atmosfera e não do argumento. É uma leitura precisa para um artista cujo nome, décadas depois, continua evocando um clima antes de evocar uma fotografia específica.
O excesso batendo na reputação
Júpiter em tensão com o Meio do Céu, a 0,67 grau
Júpiter é o planeta do que transborda e o topo do mapa é a marca pública. Em atrito, costumam descrever quem tem a reputação constantemente puxada pelo tamanho do que faz, para o bem e para o mal. É a leitura mais econômica de uma obra que nunca conseguiu ser discutida em tom moderado.
Elementos e aspectos
A mistura dos elementos
- Água41%
- fogo34%
- ar18%
- terra7%
Os aspectos mais apertados
- Júpiter quadratura Saturno · 0,07° de folga
- Júpiter quadratura Meio do Céu · 0,67° de folga
- Saturno conjunção Meio do Céu · 0,74° de folga
- Lua trígono Júpiter · 0,88° de folga
- Saturno sextil Netuno · 0,91° de folga
- Urano oposição Lilith · 0,91° de folga
Você sabia?Você sabia que o mapa dele é praticamente imóvel? Dos catorze pontos que o céu registra, quase nenhum está em signo cardinal, o naipe de quem começa e desloca as coisas: são 5%, o que na prática é uma pontinha. Sessenta e um por cento estão em signos fixos, os que permanecem. Difícil imaginar um desenho mais adequado para um homem que passou a vida fazendo imagens paradas.
Tira-dúvidas
Perguntas frequentes
De onde vem a hora de nascimento de Robert Mapplethorpe?
Ter o mesmo signo de Robert Mapplethorpe quer dizer ser parecido com Robert Mapplethorpe?
Se a hora estiver um pouco errada, o que muda?
Como comparo o meu mapa com este?
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