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Alpinismo

O mapa astral de Reinhold Messner

Reinhold Messner foi o primeiro ser humano a subir as catorze montanhas de mais de oito mil metros do planeta, entre 1970 e 1986, e o primeiro a chegar ao topo do Everest sem oxigênio suplementar, em 1978, com Peter Habeler. Dois anos depois repetiu a subida sozinho. O mapa dele é feito quase inteiro do elemento que a gente pisa, e quase nada daquele que a gente imagina num alpinista.

Nascimento: 17 de setembro de 1944, às 00:45, em Bressanone, Itália. Fonte do horário: Mapa do Céu (https://www.mapadoceu.com.br/pt/mapa/reinhold-messner/), nota AA: registro de nascimento em mãos.

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A geometria real do céu de 17/09/1944

O céu em números

  • Sol23°55' Virgem · casa 4
  • Lua17°38' Virgem · casa 3
  • Ascendente13°51' Câncer · casa 1
  • Meio do Céu17°39' Peixes · casa 10
  • Mercúrio8°33' Virgem · casa 3
  • Vênus16°05' Libra · casa 4
  • Marte12°17' Libra · casa 4
  • Júpiter11°19' Virgem · casa 3
  • Saturno9°35' Câncer · casa 12
  • Urano13°08' Gêmeos · casa 12
  • Netuno3°36' Libra · casa 4
  • Plutão9°36' Leão · casa 2
  • Quíron21°51' Virgem · casa 4
  • Lilith23°30' Virgem · casa 4

Sol, Lua, Ascendente e o elenco

a obsessão com o método

Sol em Virgem, casa 4

Virgem, o signo de quem quer o processo limpo mais do que o resultado bonito, guarda o Sol dele, o ponto da essência. A doutrina que ele defendeu a vida inteira tem nome, by fair means, e quer dizer subir com o mínimo possível, sem oxigênio de cilindro e sem cerco de acampamentos. Não é bravata, é uma exigência de método, e o método é assunto de Virgem.

a raiz exatamente no fundo

Lua em Virgem, casa 3

A Lua dele, ponto do mundo interno, está em Virgem e cai a 0,03 grau do ponto mais baixo do mapa, praticamente exata. Esse fundo é o lugar das raízes, da casa e do chão de origem. Num homem cuja vida pública foi medida em altitude, é bonito e é dado real: o coração dele está fixado no ponto mais baixo da própria carta.

a casca de quem protege o seu

Ascendente em Câncer

Câncer rege a primeira impressão dele, o signo do que se fecha para preservar. É a fachada de alguém que parece reservado e que defende com unhas o próprio território. Combina com um alpinista que passou décadas em disputa pública sobre como se deve escalar, e que nunca abriu mão da própria versão do assunto.

a cabeça que anota tudo

Mercúrio em Virgem, casa 3

Mercúrio, o ponto do jeito de pensar e de contar, também está em Virgem nele, na casa 3, a da escrita e do registro. Ele já passava de oitenta livros publicados sobre montanha, história do alpinismo e as próprias expedições, e virou a principal testemunha escrita da era em que subiu. É a cabeça de quem não considera a escalada terminada enquanto ela não estiver descrita em detalhe no papel.

o gosto pelo que fica de pé

Vênus em Libra, casa 4

Libra, signo da forma bem resolvida, abriga o Vênus dele, o ponto que trata de tudo que se acha bonito, na casa 4, a do lugar onde se mora. Ele transformou o castelo de Juval, no Tirol do Sul, em museu, e depois espalhou o Messner Mountain Museum por outros cinco endereços, entre castelos e picos, com a sede do Kronplatz desenhada por Zaha Hadid. Quem tem Vênus assim não coleciona objeto, restaura prédio.

a força que negocia com a montanha

Marte em Libra, casa 4

Marte, o ponto da coragem e do enfrentamento, está nele em Libra, o signo do acordo e da medida, na casa 4. É um Marte que não bate de frente: pesa, calcula e escolhe o momento. Numa parede de oito mil metros, essa é literalmente a diferença entre descer vivo e não descer, e ele subiu as catorze.

O que o mundo vê, e onde isso mora no mapa

Cinquenta e quatro por cento de terra, três por cento de fogo

terra em 54% e fogo em apenas 3% da distribuição

Fogo é o elemento do ímpeto quente, do ataque e do risco pelo risco, e no mapa dele responde por 3%, praticamente nada. Terra, o elemento da paciência e do peso, ocupa 54%, mais da metade. É a descrição exata da doutrina que ele defendeu contra o mundo inteiro: nada de cerco militar à montanha, nada de cilindro de oxigênio, nada de assalto ao cume. Subir devagar, com pouco, e aguentar. O alpinista mais extremo da história tem o mapa de um lavrador.

Seis pontos no chão de casa

Sol, Vênus, Marte, Netuno, Quíron e Lilith na casa 4

A casa 4 é a do território de origem, da casa e do que se enraíza. Seis pontos do mapa dele se acumulam ali, um acúmulo enorme, e é o retrato da segunda metade da vida dele. Nascido em Villnöß, perto de Bressanone, no Tirol do Sul, ele voltou para a própria região e a encheu de museus: o castelo de Juval, o de Sigmundskron, o de Brunico, o pico do Monte Rite, Sulden e, em julho de 2015, o Kronplatz, a 2.275 metros, com projeto de Zaha Hadid. O homem que subiu as catorze mais altas do mundo passou a segunda vida construindo em casa.

A Lua no ponto mais baixo

Lua a 0,03 grau do fundo do mapa

É o encontro mais fechado da carta dele, com três centésimos de grau de folga, o que em astrologia é praticamente exatidão. O fundo do mapa é o ponto de menor altura, o subsolo simbólico: raiz, origem, o que sustenta por baixo. A Lua ali fala de alguém cuja vida emocional está amarrada ao chão de onde veio. Em 8 de maio de 1978 ele chegou ao ponto mais alto da Terra sem oxigênio, e o mapa dele guarda o coração no ponto mais baixo possível.

Nenhum planeta andando para trás

os catorze pontos do mapa em movimento direto

Planeta retrógrado é o que, visto da Terra, parece andar ao contrário, e a tradição liga isso a temas que a pessoa precisa refazer, revisar, voltar atrás. No mapa dele não há nenhum: os catorze pontos estão em movimento direto, o que é raro. É uma imagem que serve bem a um sujeito que subiu as catorze montanhas de oito mil metros entre 1970, no Nanga Parbat, e 1986, no Lhotse, num percurso de dezesseis anos sem desistir do projeto no meio.

Da montanha ao Parlamento

seis pontos em Virgem, o signo da utilidade prática

Virgem é o signo de quem quer que a coisa sirva para alguma coisa, e concentra seis dos catorze pontos do mapa dele. Entre 1999 e 2004 ele foi deputado no Parlamento Europeu, eleito pelos Verdes. Não é conversão tardia nem hobby de celebridade: é a mesma cabeça que exigia método na montanha aplicada a legislação ambiental, que é o assunto mais Virgem que existe, cuidar do que já está aqui.

As conversas do céu

A ação e a ruptura em acordo

Marte e Urano em ângulo suave, a 0,84 grau

Urano é o planeta do que quebra o costume e Marte é a força de agir. No mapa dele os dois conversam com facilidade, e a tradição associa esse desenho a quem consegue executar a ideia que os outros só acham absurda. Em 1978 o consenso alpinístico era que ninguém chegava ao topo do Everest sem cilindro de oxigênio. Ele e Habeler foram lá em 8 de maio e voltaram, e dois anos depois, em 20 de agosto de 1980, ele repetiu a subida sozinho, também sem oxigênio.

O ferimento e o que fica de fora

Quíron e Lilith juntos em Virgem, a 1,64 grau

Quíron é o ponto do machucado que vira ofício e Lilith é o que a pessoa não consegue domesticar. Estarem colados no signo do rigor, dentro da casa 4, desenha alguém que fez do desconforto uma disciplina e nunca conseguiu deixar isso em paz. É coerente com um homem que, mesmo depois de tudo escalado, continuou discutindo publicamente como se deve escalar.

Dois por cento de signos fixos

fixo em 2%, cardinal em 44% e mutável em 54%

A qualidade fixa é a de quem permanece na mesma posição, e no mapa dele ela quase não existe. O que sobra é começar, com 44% de cardinal, e mudar de forma, com 54% de mutável. É um mapa que não sabe ficar parado, e ajuda a entender por que a lista dele não parou nas montanhas: em 1989 e 1990 atravessou a Antártida a pé com Arved Fuchs, cerca de 2.800 quilômetros, em 1993 fez a Groenlândia e em 2004 cruzou sozinho o deserto de Gobi.

Elementos e aspectos

A mistura dos elementos

  • terra54%
  • Água24%
  • ar19%
  • fogo3%

Os aspectos mais apertados

  • Lua oposição Meio do Céu · 0,03° de folga
  • Sol conjunção Lilith · 0,42° de folga
  • Marte trígono Urano · 0,84° de folga
  • Mercúrio sextil Saturno · 1,05° de folga
  • Marte quadratura Ascendente · 1,57° de folga
  • Quíron conjunção Lilith · 1,64° de folga

Você sabia?O elemento fogo, aquele que a astrologia liga à adrenalina, ao risco e ao arranque, ocupa 3% do mapa do homem que subiu as catorze montanhas de mais de oito mil metros e chegou ao Everest sem oxigênio. O que ele tem de sobra é terra, com 54%. E tem mais: nenhum dos catorze pontos do mapa dele está retrógrado, ou seja, nada ali parece andar para trás. Para quem passou dezesseis anos subindo, é um detalhe difícil de ignorar.

Tira-dúvidas

Perguntas frequentes

De onde vem a hora de nascimento de Reinhold Messner?
Da fonte declarada logo abaixo do título, Mapa do Céu (https://www.mapadoceu.com.br/pt/mapa/reinhold-messner/), nota AA: registro de nascimento em mãos. A regra da casa é não publicar mapa sem origem de horário: hora sem fonte transforma o Ascendente e todas as casas em chute, e é justamente aí que a leitura muda mais. Quando a confiança do registro é média, a própria página avisa.
Ter o mesmo signo de Reinhold Messner quer dizer ser parecido com Reinhold Messner?
Não, e a lista de pontos aqui do lado mostra por quê. Além do Sol em Virgem, Reinhold Messner tem Lua em Virgem e Ascendente em Câncer, e cada um dos outros astros num grau e numa casa. Duas pessoas do mesmo signo solar quase nunca repetem o resto do desenho.
Se a hora estiver um pouco errada, o que muda?
Mudam o Ascendente e a divisão das casas, que dependem da rotação da Terra e viram depressa: poucos minutos já podem trocar o signo que subia no horizonte. Os astros mais lentos praticamente não saem do lugar, então a leitura deles por signo continua de pé mesmo quando o horário é aproximado.
Como comparo o meu mapa com este?
Calcule o seu de graça na calculadora que fica logo abaixo: ela devolve a mesma roda e a mesma lista de pontos que você está vendo aqui. Com os dois lado a lado, fica fácil reparar no que se repete e no que é só seu.

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