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O mapa astral de Mary Tyler Moore

Mary Tyler Moore foi Laura Petrie em The Dick Van Dyke Show, de 1961 a 1966, e depois Mary Richards em The Mary Tyler Moore Show, de 1970 a 1977, a solteira de trinta anos que trocou o casamento por uma redação de telejornal e mudou o que a televisão americana achava que uma mulher podia querer. Fundou a MTM Enterprises em 1969 e virou dona do próprio estúdio. Ganhou sete Emmys. O mapa dela tem uma oposição quase perfeita que descreve a personagem inteira.

Nascimento: 29 de dezembro de 1936, às 10:45, em Brooklyn (NY), Estados Unidos. Fonte do horário: Mapa do Céu (https://www.mapadoceu.com.br/pt/mapa/mary-tyler-moore/), nota AA: registro de nascimento em mãos.

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A geometria real do céu de 29/12/1936

O céu em números

  • Sol7°46' Capricórnio · casa 10
  • Lua27°23' Câncer · casa 5
  • Ascendente13°11' Peixes · casa 1
  • Meio do Céu21°00' Sagitário · casa 10
  • Mercúrio27°22' Capricórnio · casa 11
  • Vênus21°20' Aquário · casa 12
  • Marte26°03' Libra · casa 7
  • Júpiter6°13' Capricórnio · casa 10
  • Saturno17°11' Peixes · casa 1
  • Uranoretrógrado5°43' Touro · casa 2
  • Netunoretrógrado18°56' Virgem · casa 7
  • Plutãoretrógrado28°03' Câncer · casa 5
  • Quíronretrógrado19°32' Gêmeos · casa 3
  • Lilith9°45' Escorpião · casa 8

Sol, Lua, Ascendente e o elenco

a construção de uma carreira

Sol em Capricórnio, casa 10

Fundar uma produtora em 1969, aos trinta e dois anos, e vê-la produzir Hill Street Blues e St. Elsewhere é coisa de quem tem o Sol assim: em Capricórnio, signo de construir devagar e sólido, e instalado na faixa mais alta do mapa, o da reputação profissional. Quem alguém é no fundo se lê pelo Sol, e a dela era de empreendedora antes de ser de estrela.

o lar que ela deixou para trás

Lua em Câncer, casa 5

A personagem que a consagrou foi uma mulher que escolheu não montar a casa que se esperava dela. A Lua, que fala do colo e do que aquieta alguém, está dela em Câncer, que é o signo do lar e do colo, no pedaço do mapa que fala do que a pessoa cria e coloca no mundo. É uma leitura delicada: o instinto de cuidar existia inteiro, mas foi parar na obra, não na cozinha.

a doçura de entrada

Ascendente em Peixes

A cara que ela mostrava era leve, meiga, de sorriso fácil, e o mapa concorda. O Ascendente é a embalagem com que alguém chega, e o dela é Peixes, um signo da suavidade e da simpatia sem esforço. Foi essa fachada que permitiu que ela dissesse na televisão dos anos 1970 coisas bastante radicais sem que ninguém percebesse que estavam sendo ditas.

a mente na redação

Mercúrio em Capricórnio, casa 11

Mary Richards trabalhava numa redação de telejornal e era a pessoa mais competente da sala. Mercúrio, que mostra como a pessoa pensa e organiza informação, está dela em Capricórnio, o signo do método, no setor do mapa que fala de colegas, de turma e de trabalho em grupo. Bate demais com a personagem cuja família virou o time do escritório.

o charme que não se explica

Vênus em Aquário, casa 12

Ninguém nunca soube dizer direito por que ela era tão querida, e Vênus, que fala do encanto e do afeto, está em Aquário, signo do que é diferente, num canto recolhido do mapa. É o desenho de uma simpatia que não vem do óbvio nem do padrão da época. Ela era engraçada de um jeito seco, e o público se apaixonou justamente por isso.

a garra educada

Marte em Libra, casa 7

Marte governa a garra e o modo de disputar, e o dela está em Libra, o signo que briga sem levantar a voz, no setor do mapa dedicado às relações e aos acordos. Combina com uma mulher que impôs pautas duras dentro da televisão comercial americana pela via da negociação e da produtora própria, e não pelo enfrentamento aberto.

O que o mundo vê, e onde isso mora no mapa

A casa contra a redação

Lua em Câncer e Mercúrio em Capricórnio em oposição a 0,04 grau

Esse é o desenho mais impressionante do mapa dela. A Lua é o lar, o instinto de cuidar, o colo. Mercúrio é a mente prática, o trabalho, a fala. Os dois estão em lados exatamente opostos do mapa, com 0,04 grau de folga, o que na prática é um alinhamento perfeito. A Lua fica no setor do que se cria; Mercúrio, no setor da turma e dos colegas. Agora lembre quem era Mary Richards: a mulher de trinta anos que largou o noivado, foi para Minneapolis e fez da redação de televisão a família dela. O eixo inteiro da personagem, o lar de um lado e o time de trabalho do outro, está desenhado ali com precisão de milímetro.

A dona do estúdio

Sol e Júpiter juntos em Capricórnio na casa 10, a da carreira

O Sol é a identidade e Júpiter é o que aumenta a escala de tudo tudo em que encosta. Os dois estão juntos no mapa dela, em Capricórnio, que é o signo de quem constrói para durar, e no setor mais alto, o da vida profissional. Em 1969 ela fundou a MTM Enterprises com Grant Tinker, e aquela produtora acabou entregando Rhoda, Lou Grant, The Bob Newhart Show, Hill Street Blues e St. Elsewhere. Ela não foi só a atriz da série. Foi a proprietária do lugar onde a série era feita, numa época em que isso praticamente não acontecia com mulheres na televisão americana.

O gorro jogado para o alto

Ascendente em Peixes com Saturno na casa 1

A abertura da série virou uma das imagens mais reproduzidas da televisão: ela para no meio da rua e joga o gorro para cima. O Ascendente dela é Peixes, um signo do gesto poético, do que comunica por imagem e não por argumento, e na casa 1, a de como a pessoa se apresenta, está Saturno, o planeta do peso e da seriedade. É essa mistura que a abertura carrega: um gesto leve feito por alguém que carregava bastante coisa. Ninguém precisou explicar aquele plano para o país inteiro entender o que ele queria dizer.

A mulher gelada de Gente Como a Gente

Lua colada a Plutão em Câncer, a 0,66 grau

Em 1980 ela aceitou o papel de Beth em Gente Como a Gente, uma mãe incapaz de demonstrar afeto, o oposto exato da imagem doce que o público tinha dela, e foi indicada ao Oscar de melhor atriz. No mapa, a Lua, que é o afeto e o instinto materno, está colada a Plutão, o planeta do que é pesado, escuro e não se fala em voz alta. Costuma dar quem conhece muito bem a face difícil do próprio instinto de cuidar. Ela pegou aquele papel e o entregou sem uma gota de doçura.

Cinco anos de calça capri

Vênus em Aquário em ângulo bom com o cume do mapa, a 0,33 grau

Vênus é o gosto e o senso de estilo, e no mapa dela fica em Aquário, o signo da quebra de norma, conversando de forma muito fechada com o ponto que representa a imagem pública. Em 1961, como Laura Petrie, ela insistiu em usar calças capri em vez dos vestidos que a televisão exigia das donas de casa, e o item virou marca registrada do personagem. Uma escolha de guarda-roupa não parece grande coisa até você lembrar que ela precisou brigar por ela.

As conversas do céu

A cabeça e o poder de frente

Mercúrio e Plutão em oposição, a 0,69 grau

Plutão é o planeta do poder e do que se transforma por baixo do pano. No mapa dela ele fica de frente para Mercúrio, o pensamento, com folga curta. Costuma dar quem enxerga a estrutura de poder de qualquer sala em que entra. É útil para atuar e é ainda mais útil para dirigir um estúdio.

A tensão que produz

Marte em atrito com a Lua e com Mercúrio, a 1,35 e 1,32 grau

Marte, o planeta da ação, entra em atrito com os dois pontos mais pessoais do mapa dela quase na mesma distância. Costuma dar quem trabalha melhor sob fricção, quem precisa de um problema para render. Bate com uma carreira construída em cima de personagens desconfortáveis e de decisões de negócio que ninguém esperava dela.

A sorte que veio da estrutura

Júpiter e Urano em ângulo suave, a 0,5 grau

Júpiter é a expansão e Urano é a inovação. Os dois se apoiam no mapa dela com meio grau de folga. A tradição associa isso a quem prospera fazendo o que ainda não foi feito. É uma boa legenda para a produtora que apostou em séries que reinventaram o formato da televisão americana nos anos 1980, muito depois de o programa dela ter acabado.

Elementos e aspectos

A mistura dos elementos

  • terra34%
  • Água29%
  • ar27%
  • fogo10%

Os aspectos mais apertados

  • Lua oposição Mercúrio · 0,04° de folga
  • Vênus sextil Meio do Céu · 0,33° de folga
  • Júpiter trígono Urano · 0,5° de folga
  • Netuno quadratura Quíron · 0,6° de folga
  • Lua conjunção Plutão · 0,66° de folga
  • Mercúrio oposição Plutão · 0,69° de folga

Você sabia?A Lua e Mercúrio dela estão em oposição com 0,04 grau de folga. Para dar dimensão: a Lua cheia mede cerca de meio grau no céu, então esse desalinhamento é mais ou menos um doze avos de uma Lua cheia. Na prática, o céu do dia em que ela nasceu tinha o coração e a cabeça montados numa gangorra perfeitamente equilibrada. E ela ficou famosa interpretando exatamente essa mulher.

Tira-dúvidas

Perguntas frequentes

De onde vem a hora de nascimento de Mary Tyler Moore?
Da fonte declarada logo abaixo do título, Mapa do Céu (https://www.mapadoceu.com.br/pt/mapa/mary-tyler-moore/), nota AA: registro de nascimento em mãos. A regra da casa é não publicar mapa sem origem de horário: hora sem fonte transforma o Ascendente e todas as casas em chute, e é justamente aí que a leitura muda mais. Quando a confiança do registro é média, a própria página avisa.
Ter o mesmo signo de Mary Tyler Moore quer dizer ser parecido com Mary Tyler Moore?
Não, e a lista de pontos aqui do lado mostra por quê. Além do Sol em Capricórnio, Mary Tyler Moore tem Lua em Câncer e Ascendente em Peixes, e cada um dos outros astros num grau e numa casa. Duas pessoas do mesmo signo solar quase nunca repetem o resto do desenho.
Se a hora estiver um pouco errada, o que muda?
Mudam o Ascendente e a divisão das casas, que dependem da rotação da Terra e viram depressa: poucos minutos já podem trocar o signo que subia no horizonte. Os astros mais lentos praticamente não saem do lugar, então a leitura deles por signo continua de pé mesmo quando o horário é aproximado.
Como comparo o meu mapa com este?
Calcule o seu de graça na calculadora que fica logo abaixo: ela devolve a mesma roda e a mesma lista de pontos que você está vendo aqui. Com os dois lado a lado, fica fácil reparar no que se repete e no que é só seu.

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