AstroPortal

O seu Big Three

Sol em Sagitário, Lua em Touro e Ascendente em Áries

Sol em Sagitário e Lua em Touro não dividem nada, nem elemento, nem ritmo, nem jeito de querer, e o Ascendente em Áries entrega ao seu Sol uma porta larga e nenhuma sala de espera. A sua convicção vira gesto na mesma frase, e o seu corpo fica sabendo por último. A única parte de você que pediria tempo é justamente a que não tem por onde falar.
Você acredita numa coisa e já está morando dentro dela antes de o seu corpo ser avisado.

A convicção sai inteira e o corpo fica sabendo depois

Você defende uma ideia numa mesa de bar e, três semanas depois, está morando dentro dela. São 150 graus entre o seu Sol em Sagitário e a sua Lua em Touro, e nesse intervalo não existe um único ponto de apoio compartilhado: uma parte mede a vida por sentido, a outra por sensação. Com o Ascendente em Áries, a que mede por sentido tem canal direto para o mundo, e canal direto quer dizer sem intervalo entre a frase e a mudança de endereço. A sua Lua não protesta na hora porque ela não fala a língua do seu Sol. Ela responde no idioma dela, que é o do sono, do apetite e do lugar onde você acorda.

Marte gasta o que Vênus estava guardando

Você costuma descobrir o saldo depois que ele já foi: o dinheiro, a energia, a paciência, o fim de semana inteiro. Marte dirige este mapa, porque a ele pertence o signo que amanhecia no seu horizonte de nascimento, e Marte é o planeta que gasta. Do outro lado está a sua Lua em Touro, que responde a Vênus, a dona do que se conserva e do que dá prazer. Quem consome comanda um retrato cuja reserva é administrada por quem junta. Na prática, a iniciativa chega antes do argumento e usa o que estava separado para durar, e a conferência do estoque acontece sempre no dia seguinte.

O seu Sol e a sua porta falam o mesmo idioma

Você achou que estava apenas sendo sincero naquela reunião. Ser sincero em voz alta é uma escolha que a maioria das pessoas não faz, e você não percebeu que estava fazendo uma. Entre o que você acredita e o que você diz não existe posto de conferência nenhum: o seu Sol em Sagitário e a sua porta de Áries ficam a 120 graus e são os dois de fogo, então sai tudo na temperatura original e com o tamanho original. A diferença entre eles trabalha a favor, porque Áries quer vencer o instante e Sagitário quer chegar longe, e daí vem a naturalidade com que você começa coisas grandes, naturalidade que gente prudente acha temerária. O aviso é o de sempre quando um ângulo corre solto: como não custa, você não registra que aquilo foi uma decisão.

A sua Lua é vizinha da porta e nunca é convidada

Um sábado inteiro perdido, uma irritação desproporcional com uma bobagem doméstica, uma vontade súbita de não ver ninguém. A conta chegou, e você olha em volta procurando o culpado sem achar. A sua Lua em Touro e a sua porta de Áries ficam a 30 graus, e signos colados na roda dividem parede sem dividir assunto. Touro precisa de repetição, de contato e de tempo para digerir; Áries já disse sim e já saiu. Como os dois não se enxergam, não existe recusa, existe adiamento: você assume e depois carrega. E a conta nunca chega em forma de queixa, o que é o que torna ela tão difícil de reconhecer. Você olha em volta procurando o culpado e não encontra, porque o aviso foi dado semanas antes, num idioma que a sua porta não lê.

O fogo aparece duas vezes e a terra uma só

Você já defendeu com o corpo inteiro uma ideia que não era sua, pega emprestada de alguém que falava muito bem. O fogo ocupa a sua essência e a sua chegada, e por isso decide quase tudo; a terra ocupa a sua Lua, sozinha, e é ela quem paga. Nem ar nem água entram nesta conta. Sem ar, não existe o intervalo em que você conferiria de quem é a convicção antes de mudar a sua vida por causa dela. Sem água, o que dói não chega nomeado: chega como fome estranha, como sono que não descansa e como uma vontade repentina de mudar de cidade. Muita gente com este desenho descobre anos depois que estava triste num período que atravessou fazendo planos.

Quem dá a largada não é a sua essência

Repare quem dá a largada nas coisas da sua vida: quase nunca é a parte que decide para onde ir. Cada uma das suas três camadas trabalha num modo diferente, e isso seria uma vantagem se elas se falassem. Quem larga é o Ascendente em Áries, e ele larga por impulso, sem consultar as outras duas. Quem aguenta o percurso é a Lua em Touro, que sustenta muito além do razoável desde que a coisa não mude de forma. Quem muda de rota é o Sol em Sagitário, sempre que aparece um sentido melhor. O efeito prático é estranho de olhar por dentro: a sua vida é iniciada por uma camada que não é você, sustentada por uma que ninguém vê e redirecionada pela única que tem opinião sobre o destino final.

O seu conselho interno só tem dois membros

Você conhece de cor os dois lados da sua própria discussão, porque são sempre os mesmos dois desde a infância: o que quer ir e o que quer ficar. Com dois elementos fora, toda deliberação sua acontece entre essas duas vozes e mais ninguém. Não existe uma terceira que pergunte o que exatamente você está tentando resolver, nem uma quarta que pergunte como você está. O que falta costuma entrar pela porta das relações, com alguém que faz a pergunta que você pulou e alguém que percebe o seu estado antes de você. O risco não é depender dessas pessoas, é usá-las como intérprete e nunca aprender o idioma, porque um dia elas não estão na sala e a decisão sai do mesmo jeito.

O desenho desta trinca

A conta que está por trás da leitura

Sol em Sagitário e Lua em Touroquincunce (150°)quem você é e o que você sente
Sol em Sagitário e Ascendente em Áriestrígono (120°)quem você é e como você chega
Lua em Touro e Ascendente em Áriessemi-sextil (30°)o que você sente e o que você mostra
ElementosFogo 2, Terra 1falta Ar e Água
QualidadesCardinal 1, Fixo 1, Mutável 1o ritmo dos três
Regente do mapaMarteo planeta que rege Áries, o seu Ascendente

Os ângulos acima são a distância entre os signos na roda do zodíaco. Com a hora e a cidade do seu nascimento eles ganham o grau exato, e entram na conta junto com os outros sete planetas e as doze casas. É esse mapa inteiro que o livro lê.

O que cada termo quer dizer

Quincunce (150°)
Dois pontos que não têm nada em comum: nem elemento, nem qualidade, nem modo de funcionar. Exige ajuste constante, e nunca vira hábito.
Trígono (120°)
Duas partes que falam a mesma língua. Flui sem esforço, e é justamente por isso que costuma ser usado no automático.
Semi-sextil (30°)
Signos vizinhos, que não se enxergam bem. Não brigam nem ajudam: convivem meio de costas, e o encaixe leva anos para aparecer.
Regente do mapa
O planeta que governa o seu Ascendente. Ele dá o tom de como você se apresenta, e a posição dele no mapa completo diz muito.

Onde isso aparece na sua vida

No amor

Você promete o mundo no começo e entrega o mundo, só que num prazo que ninguém tinha previsto. O que atrai é a franqueza e o entusiasmo; o que segura é uma Lua em Touro que precisa tocar, repetir e ver a pessoa nos dias comuns antes de considerar aquilo real. Quem espera que o ritmo do segundo ano seja parecido com o discurso do primeiro mês costuma se assustar duas vezes.

No trabalho

Você rende onde há causa, movimento e permissão para começar. O que a sua Lua exige, e que quase nunca entra na conversa, é que o trabalho tenha corpo: um horário que o organismo aguente, um pagamento que chegue e um lugar físico que não mude toda semana. Projeto empolgante que ignora essas três coisas te esvazia mais rápido do que tarefa sem graça nenhuma.

No conflito

A discussão sai completa e sem edição, e para você o assunto encerra ali mesmo. Para a sua Lua não encerra: ela arquiva pelo corpo, e semanas depois você percebe que continua sem vontade de estar perto daquela pessoa, sem conseguir explicar o motivo. Voltar ao assunto depois que já esfriou parece desnecessário e é a única coisa que resolve neste desenho.

O que costumam entender errado

Você é lido como alguém corajoso e sem apego, porque a sua essência e a sua chegada são de fogo e saem juntas, sem sinal do que existe atrás. Ninguém desconfia de que a mesma pessoa capaz de mudar de rumo no meio de uma conversa é incapaz de trocar de padaria. E quando você pede tempo, soa como recuo, quando é a única parte de você que estava dizendo a verdade sobre o custo.

Leva 5 segundos

Manda para quem vai se ver nisto

Sol em Sagitário, Lua em Touro e Ascendente em Áries é uma trinca entre as 1.728 possíveis. Envie a página para alguém, peça os três signos dessa pessoa e comparem: encontrar quem repita a sua é difícil.

Tira-dúvidas

Perguntas frequentes

Sol em Sagitário, Lua em Touro e Ascendente em Áries é uma combinação difícil?
Não é difícil, é mal distribuída. Duas das três camadas são de fogo e cooperam entre si sem esforço, então a sua vontade e a sua chegada saem no mesmo movimento e na mesma hora. A terceira, que é onde mora a necessidade, não tem encaixe com nenhuma das duas: fica a 150 graus do seu Sol e a 30 graus da sua porta. O mapa não trava, ele avança com dois terços de você e depois volta para buscar o terço que ficou.
Por que eu começo grande e me canso no meio?
Porque quem começa é a sua porta em Áries e quem sustenta é a sua Lua em Touro, que é fixa e aguenta muito, desde que a coisa tenha sido escolhida por ela. E ela quase nunca é consultada. Não é falta de disciplina, é falta de acordo interno. O que muda o jogo é uma pergunta feita antes de assumir, e não depois: se você aguentaria fazer aquilo toda semana pelos próximos dois anos, no seu corpo, com a sua rotina.
O que falta neste mapa?
Faltam o ar e a água entre os três pontos. Sem ar, você não revisa uma convicção conversando: você a testa vivendo, e viver é o jeito mais caro de testar. Sem água, o cansaço e a tristeza chegam pelo corpo antes de chegarem pela palavra, e você trata os dois como problema de agenda.

Continue explorando

Sol em Sagitário e Lua em Touro com outro Ascendente

Cada uma abre a leitura completa, do mesmo tamanho desta.