Teatro
O mapa astral de Tennessee Williams
Nascimento: 26 de março de 1911, às 02:30, em Columbus, MS, Estados Unidos. Fonte do horário: Mapa do Céu (https://www.mapadoceu.com.br/pt/mapa/tennessee-williams/), nota A - Memória.
A geometria real do céu de 26/03/1911
O céu em números
- Sol4°34' Áries · casa 2
- Lua12°14' Aquário · casa 1
- Ascendente24°58' Capricórnio · casa 1
- Meio do Céu14°12' Escorpião · casa 10
- Mercúrio10°30' Áries · casa 2
- Vênus2°53' Touro · casa 3
- Marte9°09' Aquário · casa 1
- Júpiterretrógrado13°35' Escorpião · casa 9
- Saturno5°16' Touro · casa 3
- Urano28°42' Capricórnio · casa 1
- Netunoretrógrado18°46' Câncer · casa 6
- Plutão25°56' Gêmeos · casa 5
- Quíron4°28' Peixes · casa 1
- Lilith11°11' Sagitário · casa 11
Sol, Lua, Ascendente e o elenco
o que ele precisou ganhar
Sol em Áries, casa 2
Áries é o signo de quem parte para cima sem esperar autorização, e é lá que fica o Sol dele, ponto que descreve a essência de uma pessoa, dentro da casa 2, a daquilo que se conquista com os próprios meios. Ele levou catorze anos de trabalho braçal e recusas até a primeira peça pegar, e nesse intervalo trabalhou numa fábrica de sapatos. A casa 2 é exatamente esse território.
o coração fora do lugar
Lua em Aquário, casa 1
Aquário é o signo de quem não se encaixa e nem finge que se encaixa, e é ali que está a Lua dele, ponto do que uma pessoa sente por dentro, dentro da casa 1, a da própria presença. As figuras que ele colocou no centro do palco são justamente as que não cabem em canto nenhum, e o mapa mostra de onde vinha essa afinidade.
a fachada de compostura
Ascendente em Capricórnio
O Ascendente, ponto que funciona como porta de entrada de uma pessoa, está nele quase no fim de Capricórnio, o signo da postura contida e da forma respeitada. É uma fachada arrumada para alguém cuja obra inteira trata do que acontece quando a compostura de uma família racha. A distância entre a porta e o conteúdo é, nesse mapa, parte do assunto.
a frase que corta
Mercúrio em Áries, casa 2
Mercúrio, ponto da fala e do raciocínio, está nele em Áries, o signo do que é direto e não faz rodeio, na casa 2. O diálogo teatral dele ficou conhecido por ir ao osso, sem gentileza protetora. É a assinatura de uma escrita que não protege ninguém, nem a personagem nem o espectador.
o gosto pelo que se toca
Vênus em Touro, casa 3
Vênus, ponto do afeto e do que a pessoa acha bonito, está nele em Touro, o signo das coisas concretas, na casa 3, a da fala próxima e da vizinhança. É um gosto que trabalha com objeto, com cheiro e com o que dá para segurar na mão, e não com abstração. Uma peça inteira construída em torno de uma coleção de bichinhos de vidro combina bem demais com esse arranjo.
a teimosia como motor
Marte em Aquário, casa 1
Marte, ponto da garra, está nele em Aquário, o signo de quem faz do próprio jeito, dentro da casa 1. É energia que não obedece a modelo. Ele escreveu por catorze anos sem retorno nenhum e não mudou de rota, e é isso que esse arranjo costuma descrever: força que não negocia o método, mesmo quando o método não está pagando as contas.
O que o mundo vê, e onde isso mora no mapa
O homem que se batizou
Lua, Marte, Urano, Quíron e o Ascendente na casa 1
A casa 1 é o pedaço do céu que trata do nome, do rosto e da identidade que a pessoa apresenta ao mundo. Cinco pontos do mapa dele se acumulam ali, incluindo Urano, o planeta que reinventa. Por volta de 1939 ele deixou de assinar Thomas Lanier Williams III e passou a assinar Tennessee Williams, um nome escolhido em reconhecimento ao próprio sotaque e às próprias raízes. Poucas pessoas exercem a casa 1 de forma tão literal quanto quem troca o próprio nome.
Catorze anos até dar certo
Sol e Mercúrio em Áries na casa 2, a do próprio sustento
A casa 2 é o setor daquilo que a pessoa ganha com o próprio trabalho, e o Sol e Mercúrio dele estão ali, os dois em Áries, o signo impaciente. Ele escreveu a primeira peça em 1930 e só emplacou em 1944, com À Margem da Vida, aos trinta e três anos. No meio do caminho, trabalhou na fábrica da International Shoe Company, experiência que ele descrevia como aquilo que o arrancou da educação delicada em que tinha sido criado.
O maior planeta no ponto mais alto
Júpiter colado ao Meio do Céu, em Escorpião, a 0,61 grau
O Meio do Céu é o ponto mais alto da carta, o que fala da marca deixada no mundo, e no dele Júpiter, o planeta que amplia tudo, está quase em cima, no signo do que uma família não diz em voz alta. Ele ganhou o Pulitzer duas vezes, em 1948 por Um Bonde Chamado Desejo e em 1955 por Gata em Teto de Zinco Quente, duas peças construídas exatamente em cima do não dito. Escorpião no topo do mapa é isso: reconhecimento vindo do que os outros preferem calar.
A rebeldia na primeira impressão
Urano no fim de Capricórnio, na casa 1, a menos de quatro graus do Ascendente
Urano é o planeta da quebra de forma, e no mapa dele está na casa 1, no mesmo signo do Ascendente e a menos de quatro graus dele, ou seja, bem em cima do jeito de aparecer, no signo mais tradicional do zodíaco. É a imagem de alguém educado e formal por fora carregando um explosivo. Ele mudou o que uma peça americana podia colocar em cena sem nunca ter parecido, ele próprio, um agitador.
A palavra que corta e a que apara
Mercúrio em sextil com Marte, a 1,36 grau, e Vênus junto de Saturno em Touro
De um lado, Mercúrio conversa fácil com Marte, e é a assinatura da frase que não amortece o golpe. Do outro, Vênus está em Touro ao lado de Saturno, na casa 3, o que dá cuidado com a forma e paciência de artesão. As duas coisas juntas explicam um teatro em que a fala é brutal e a estrutura é impecável, escrito por alguém que levou catorze anos aperfeiçoando o ofício antes de alguém aplaudir.
As conversas do céu
O sentimento contra o exagero
Lua em quadratura com Júpiter, a 1,36 grau
A Lua é o que se sente e Júpiter é o que aumenta, e no mapa dele os dois se estranham. Costuma dar quem vive tudo em escala maior do que a situação pede, e depois precisa fazer alguma coisa com esse excesso. Em quem escreve, esse excesso costuma virar personagem, e o teatro dele é feito de gente grande demais para o cômodo em que está.
O território inegociável
Mercúrio em trígono com Lilith, a 0,68 grau
Lilith aponta o assunto em que a pessoa não aceita ser dirigida, e no mapa dele conversa bem com Mercúrio, o ponto da fala. Costuma dar quem escreve exatamente aquilo que não deveria ser dito, sem esforço aparente. É um traço que atravessa toda a dramaturgia dele, que colocou em cena, nos anos 1940 e 1950, assuntos que o teatro comercial da época evitava.
Os dois que trabalham por dentro
Júpiter e Netuno retrógrados
Retrógrado é o planeta que, visto daqui, parece voltar sobre o próprio caminho, e a tradição lê isso como energia que amadurece em silêncio. No mapa dele são justamente Júpiter, o do crescimento, e Netuno, o da imaginação. Combina com um escritor cuja obra levou catorze anos incubando antes de aparecer, e cuja imaginação trabalhava muito antes de o público saber que ele existia.
Elementos e aspectos
A mistura dos elementos
- terra34%
- Água27%
- fogo20%
- ar19%
Os aspectos mais apertados
- Júpiter conjunção Meio do Céu · 0,61° de folga
- Mercúrio trígono Lilith · 0,68° de folga
- Saturno sextil Quíron · 0,8° de folga
- Lua sextil Lilith · 1,05° de folga
- Lua quadratura Júpiter · 1,36° de folga
- Mercúrio sextil Marte · 1,36° de folga
Você sabia?O maior Tennessee da história do teatro americano nasceu no Mississippi, e o nome não veio da terra: por volta de 1939 ele adotou Tennessee Williams como nome profissional em reconhecimento ao próprio sotaque sulista e às próprias raízes. Ou seja, ele se batizou pelo jeito de falar. E o mapa dele reúne na casa 1, a que trata justamente do nome e da identidade que alguém apresenta ao mundo, cinco pontos: a Lua, Marte, Urano, Quíron e o próprio Ascendente.
Tira-dúvidas
Perguntas frequentes
De onde vem a hora de nascimento de Tennessee Williams?
Ter o mesmo signo de Tennessee Williams quer dizer ser parecido com Tennessee Williams?
Se a hora estiver um pouco errada, o que muda?
Como comparo o meu mapa com este?
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