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Fórmula 1

O mapa astral de Riccardo Patrese

Riccardo Patrese correu na Fórmula 1 de 1977 a 1993 e terminou a carreira com 256 largadas em 257 inscrições, recorde de comparecimento que só caiu quando Rubens Barrichello o superou no Grande Prêmio da Turquia de 2008. Foi vice-campeão mundial em 1992 pela Williams e venceu seis Grandes Prêmios, o primeiro deles em Mônaco. O mapa dele tem um número extremo que combina de um jeito quase engraçado com esse recorde.

Nascimento: 17 de abril de 1954, às 11:00, em Pádua, Itália. Fonte do horário: Mapa do Céu (https://www.mapadoceu.com.br/pt/mapa/riccardo-patrese/), nota AA - Registro de nascimento citado.

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A geometria real do céu de 17/04/1954

O céu em números

  • Sol26°51' Áries · casa 10
  • Lua17°51' Libra · casa 4
  • Ascendente27°21' Câncer · casa 1
  • Meio do Céu7°30' Áries · casa 10
  • Mercúrio6°14' Áries · casa 9
  • Vênus15°54' Touro · casa 11
  • Marte1°40' Capricórnio · casa 6
  • Júpiter22°46' Gêmeos · casa 11
  • Saturnoretrógrado6°45' Escorpião · casa 4
  • Urano19°11' Câncer · casa 12
  • Netunoretrógrado24°38' Libra · casa 4
  • Plutãoretrógrado22°36' Leão · casa 2
  • Quíron28°26' Capricórnio · casa 7
  • Lilith23°28' Libra · casa 4

Sol, Lua, Ascendente e o elenco

o arranque no lugar mais alto

Sol em Áries, casa 10

Áries é o signo do disparo, de quem não espera a segunda ordem, e é lá que fica o Sol dele, o ponto da essência, na casa 10, a da vida profissional. Não é comum a identidade de alguém morar tão colada à carreira. No caso de um piloto que largou mais vezes que qualquer outro homem na história da categoria até 2008, o desenho é de uma literalidade rara.

o equilíbrio como necessidade

Lua em Libra, casa 4

A Lua dele, ponto do que acalma alguém por dentro, está em Libra, signo do ajuste fino e do peso distribuído, na casa 4, a da base e do lugar de descanso. É o retrato de quem precisa de estabilidade para render, e ajuda a entender uma carreira de dezessete temporadas em que ele quase sempre foi o piloto que a equipe sabia onde ia estar.

a casca dura por fora

Ascendente em Câncer

A primeira impressão dele é regida por Câncer, o signo que protege antes de se abrir, num grau bem no fim do signo. Câncer no Ascendente costuma dar gente que parece reservada e leva tempo para deixar entrar. É uma fachada incomum no paddock dos anos oitenta, cheio de personagens barulhentos, e combina com um piloto lembrado mais pela constância do que por frase de efeito.

a cabeça que decide no reflexo

Mercúrio em Áries, casa 9

Mercúrio, o ponto do raciocínio, está nele em Áries, o signo da resposta imediata, e a apenas 1,26 grau do Meio do Céu, o topo do mapa. Pensar rápido em Áries não é ponderar, é reagir. Numa cabine a trezentos por hora, onde a decisão precisa sair antes do argumento, é uma cabeça que trabalha a favor.

o apego ao que é constante

Vênus em Touro, casa 11

Touro, signo do que permanece e do que não se troca à toa, guarda o Vênus dele, que é o ponto do que a pessoa acha bonito, na casa 11, a dos grupos e das equipes. Combina com um piloto cuja passagem mais longa foi a da Williams, encerrada em 1992, num esporte em que trocar de garagem todo ano é quase regra.

a garra administrada

Marte em Capricórnio, casa 6

Marte, o ponto da coragem, está nele logo no comecinho de Capricórnio, o signo em que a força vira cálculo e paciência, na casa 6, a da rotina de trabalho. Não é a agressividade que aparece numa ultrapassagem espetacular, é a que aparece em completar corridas e voltar no domingo seguinte. Entre a vitória na África do Sul, em 1983, e a de San Marino, em 1990, ele passou mais de seis anos sem ganhar uma corrida e continuou indo.

O que o mundo vê, e onde isso mora no mapa

Oitenta e um por cento de largada

signos cardinais em 81% da distribuição

Os signos cardinais são os que abrem estação e abrem movimento: a qualidade de começar. No mapa dele eles ocupam 81%, um número extremo, que deixa apenas 14% de fixo e 5% de mutável. E ele foi o primeiro piloto da história a chegar a 200 largadas, no Grande Prêmio da Grã-Bretanha de 1990, e depois a 250, no da Alemanha de 1993, fechando a carreira com 256. Existe piada pronta aqui, e ela é verdadeira: o homem com o mapa mais cardinal deste lote é o que mais vezes na história parou no grid esperando o semáforo apagar.

O menino que já era campeão

Sol e Mercúrio em Áries, o signo do primeiro movimento

Antes de chegar aos carros, ele venceu o Campeonato Mundial de Kart em 1974, no circuito do Estoril. Áries é o signo do que começa antes da hora e do talento que não espera formação, e o mapa dele guarda o Sol e Mercúrio ali, mais o Meio do Céu, o topo da carta. Três anos depois do título de kart ele já estava na Fórmula 1, e ficou dezessete temporadas.

A casa de baixo cheia

Lua, Saturno, Netuno e Lilith na casa 4

A casa 4 é o fundo do mapa: a base, a raiz, o lugar de onde se parte e para onde se volta. Quatro pontos dele se juntam ali, entre eles Saturno, que é o planeta da permanência. É um contraste bonito com a superfície de uma vida passada em aeroporto e circuito. Ele nasceu em Pádua, correu por seis equipes diferentes, Shadow, Arrows, Brabham, Alfa Romeo, Williams e Benetton, e continuou sendo, na leitura do mapa, um homem ancorado num ponto fixo.

O vice que veio na hora certa

Júpiter e Plutão em harmonia, a 0,18 grau

Júpiter é o planeta da oportunidade e Plutão é o da virada de patamar, e no mapa dele os dois se entendem com menos de um quinto de grau de folga, o encontro mais fechado de toda a carta. A tradição liga esse desenho a quem colhe o melhor resultado tarde, quando a estrutura finalmente aparece. Ele foi vice-campeão mundial em 1992, aos trinta e oito anos, na décima sexta temporada de carreira, e venceu o Grande Prêmio do Japão daquele ano, a última das seis vitórias dele.

O topo do mapa em Áries

Meio do Céu em Áries com o Sol na casa 10

O Meio do Céu é a marca que o ofício de alguém deixa no mundo, e o dele está em Áries, o signo da partida. O Sol, que é a identidade, cai na mesma casa 10. Repare no que ficou registrado de fato: não as seis vitórias, que são poucas para dezessete temporadas, mas o número de vezes em que ele apareceu na pista, incluindo 187 largadas consecutivas entre o Grande Prêmio da Bélgica de 1982 e o da Austrália de 1993. O recorde dele não é de chegada, é de comparecimento.

As conversas do céu

A identidade brigando com a fachada

Sol em tensão com o Ascendente, a 0,50 grau

O Sol é quem a pessoa é e o Ascendente é como ela aparece, e no mapa dele os dois puxam em direções diferentes, com meio grau de folga. Costuma dar quem é lido de um jeito por fora e funciona de outro por dentro. Um piloto de Sol em Áries que ficou com fama de comedido é exatamente esse tipo de descompasso.

O corte que chega pelo outro lado

Quíron oposto ao Ascendente, a 1,10 grau

Quíron aponta o ponto sensível que a pessoa acaba transformando em ofício, e aqui ele está bem em frente à porta de entrada do mapa, o que a tradição lê como aprendizado que só chega através dos outros. Ele teve Nigel Mansell como companheiro de equipe na Williams em 1991 e 1992, e foi ao lado do colega mais barulhento da própria garagem que fez a melhor temporada da vida: terminou o campeonato de 1992 em segundo, atrás justamente dele.

A vitória mais improvável de Mônaco

Mercúrio em Áries colado ao Meio do Céu, a 1,26 grau

Mercúrio é a cabeça que reage e ele está em Áries, o signo do reflexo, quase em cima do ponto mais alto do mapa. Em 23 de maio de 1982 ele venceu o primeiro Grande Prêmio da vida em Mônaco depois de rodar no óleo da subida da Loews e morrer o motor: religiou o carro no tranco, descendo a ladeira, e cruzou em primeiro porque os quatro carros à frente bateram, quebraram ou ficaram sem gasolina nas duas últimas voltas.

Elementos e aspectos

A mistura dos elementos

  • fogo27%
  • terra27%
  • ar27%
  • Água19%

Os aspectos mais apertados

  • Júpiter sextil Plutão · 0,18° de folga
  • Sol quadratura Ascendente · 0,5° de folga
  • Urano oposição Nodo Norte · 0,61° de folga
  • Júpiter trígono Lilith · 0,7° de folga
  • Lua quadratura Nodo Norte · 0,73° de folga
  • Plutão sextil Lilith · 0,88° de folga

Você sabia?Os signos cardinais, os do começo e da largada, ocupam 81% do mapa dele. É praticamente o teto da escala, e sobra quase nada para as outras duas qualidades. Pois esse é justamente o homem que fechou a carreira como recordista de largadas da Fórmula 1, com 256 corridas, marca superada só em 2008, por Rubens Barrichello, no Grande Prêmio da Turquia. Poucas vezes um número de mapa combinou tão bem com um número de estatística esportiva.

Tira-dúvidas

Perguntas frequentes

De onde vem a hora de nascimento de Riccardo Patrese?
Da fonte declarada logo abaixo do título, Mapa do Céu (https://www.mapadoceu.com.br/pt/mapa/riccardo-patrese/), nota AA - Registro de nascimento citado. A regra da casa é não publicar mapa sem origem de horário: hora sem fonte transforma o Ascendente e todas as casas em chute, e é justamente aí que a leitura muda mais. Quando a confiança do registro é média, a própria página avisa.
Ter o mesmo signo de Riccardo Patrese quer dizer ser parecido com Riccardo Patrese?
Não, e a lista de pontos aqui do lado mostra por quê. Além do Sol em Áries, Riccardo Patrese tem Lua em Libra e Ascendente em Câncer, e cada um dos outros astros num grau e numa casa. Duas pessoas do mesmo signo solar quase nunca repetem o resto do desenho.
Se a hora estiver um pouco errada, o que muda?
Mudam o Ascendente e a divisão das casas, que dependem da rotação da Terra e viram depressa: poucos minutos já podem trocar o signo que subia no horizonte. Os astros mais lentos praticamente não saem do lugar, então a leitura deles por signo continua de pé mesmo quando o horário é aproximado.
Como comparo o meu mapa com este?
Calcule o seu de graça na calculadora que fica logo abaixo: ela devolve a mesma roda e a mesma lista de pontos que você está vendo aqui. Com os dois lado a lado, fica fácil reparar no que se repete e no que é só seu.

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