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Teatro e cinema

O mapa astral de Joel Grey

Joel Grey criou no palco, em 1966, o Mestre de Cerimônias de Cabaret, um sujeito de rosto pintado que recebe a plateia com um sorriso que não tranquiliza ninguém. Levou o mesmo personagem para o cinema seis anos depois e ganhou por ele o Tony e o Oscar, feito que quase ninguém tem. Depois virou fotógrafo publicado e diretor de teatro, e o mapa dele mostra bem essa vida que insiste em recomeçar.

Nascimento: 11 de abril de 1932, às 21:52, em Cleveland, OH, Estados Unidos. Fonte do horário: Mapa do Céu (https://www.mapadoceu.com.br/pt/mapa/joel-grey/), nota AA - Registro de nascimento em mãos.

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A geometria real do céu de 11/04/1932

O céu em números

  • Sol21°59' Áries · casa 5
  • Lua28°30' Gêmeos · casa 8
  • Ascendente25°46' Escorpião · casa 1
  • Meio do Céu9°51' Virgem · casa 10
  • Mercúrioretrógrado19°04' Áries · casa 5
  • Vênus7°25' Gêmeos · casa 7
  • Marte6°50' Áries · casa 4
  • Júpiter12°37' Leão · casa 9
  • Saturno3°53' Aquário · casa 3
  • Urano19°29' Áries · casa 5
  • Netunoretrógrado5°30' Virgem · casa 9
  • Plutão19°58' Câncer · casa 8
  • Quíron21°19' Touro · casa 6
  • Lilith27°37' Áries · casa 5

Sol, Lua, Ascendente e o elenco

nascido para o proscênio

Sol em Áries, casa 5

O que move Joel Grey por dentro aparece no Sol, e o dele está em Áries, o signo de quem entra primeiro, dentro da casa 5, que na astrologia é o setor do palco, da criação e do brincar em público. Áries ali é alguém que não pede licença para se apresentar. Ele subiu ao palco pela primeira vez aos 10 anos, num teatro infantil de Cleveland, e aos 20 já era atração do Copacabana, em Nova York.

o fundo que não se mostra

Lua em Gêmeos, casa 8

A Lua diz do lado que fica para dentro. A dele está em Gêmeos, signo curioso e falante, na casa 8, o canto do mapa ligado ao que é intenso, oculto e não se conta em jantar. É uma combinação inquieta: a leveza de Gêmeos vivendo no cômodo mais sombrio do céu. Serve como retrato de um artista que fez rir e arrepiar na mesma cena, sem separar as duas coisas.

o sorriso que assusta

Ascendente em Escorpião

Quem cruzava com Joel Grey via primeiro um olhar que atravessa e não pisca. Isso é Escorpião, e é o signo do Ascendente dele, que é a máscara com que a gente chega a qualquer lugar. Escorpião nessa posição entrega magnetismo com um fio de perigo junto. É difícil achar descrição melhor para o mestre de cerimônias de rosto pintado de branco que ele criou: encantador na superfície, e a plateia inteira sentindo que tem alguma coisa errada.

a fala de faísca

Mercúrio em Áries, casa 5

Mercúrio manda no timing e na palavra. O dele fica em Áries na casa 5, aquela mesma zona do palco, e encosta em Urano, o planeta do choque, com folga de só 0,41 grau. Isso é fala rápida, imprevisível, que muda o ritmo no meio da frase. Em cena vira aquele número que a plateia não consegue antecipar, que é exatamente o efeito do papel que o consagrou.

o gosto pela conversa

Vênus em Gêmeos, casa 7

O afeto e o gosto de Joel Grey se leem em Vênus, e a dele está em Gêmeos, o signo que se apaixona por conversa e por gente que troca ideia, na casa 7, a dos encontros e das parcerias. Vênus assim escolhe pela cabeça e pela graça antes de escolher pela aparência. Casa bem com uma carreira feita inteira em cima de colaboração: elenco, coreógrafo, diretor, sempre em dupla ou em grupo.

a garra que vem de casa

Marte em Áries, casa 4

A garra de Joel Grey está em Marte, e a dele fica em Áries, o signo que o próprio Marte rege, na casa 4, a das origens e da família. Marte em Áries é combustível puro, e no fundo do mapa significa que a força vem do lugar de onde a pessoa veio. Ele saiu de Cleveland ainda garoto para virar atração de casa noturna em Nova York, com a energia já pronta antes de qualquer treinamento formal.

O que o mundo vê, e onde isso mora no mapa

Quatro pontos no setor do palco

Sol, Mercúrio, Urano e Lilith todos em Áries na casa 5

Palco, jogo e tudo que se faz para ser olhado moram na casa 5. No céu dele, quatro pontos caem ali dentro, e todos no mesmo signo de Áries, o do impulso. Concentração assim aponta uma vida quase inteira dedicada a um departamento só. Ele começou a se apresentar aos 10 anos, atravessou casa noturna, teatro musical, cinema e televisão, e ainda estava dirigindo espetáculo depois dos oitenta e cinco.

O rosto pintado de branco

Ascendente em Escorpião

O papel que ficou dele é o de um anfitrião de cabaré em Berlim que recebe a plateia com maquiagem pesada, sorriso largo e nenhuma inocência. É um personagem que seduz e ameaça na mesma medida. O signo que abre o mapa dele é justamente aquele que a tradição associa ao encanto com sombra dentro. A máscara do papel e a máscara do céu são feitas do mesmo material.

Duas vezes pelo mesmo homem

Mercúrio colado a Urano, a 0,41 grau

Ganhar o prêmio máximo do teatro e o do cinema pelo mesmo personagem é coisa de meia dúzia de pessoas na história. Ele conseguiu com um número construído sobre quebra de expectativa: o riso que vira desconforto, a canção alegre que revela outra coisa. O planeta da fala está encaixado no planeta do susto no mapa dele, com folga mínima. É a assinatura de quem constrói graça em cima de sobressalto.

A câmera na terceira vida

Meio do Céu em Virgem

Virgem é o signo do olho apurado, da observação que separa o que importa do que sobra, e é ele que está no ponto mais alto do mapa, aquele que fala do ofício reconhecido. Além de ator, Joel Grey virou fotógrafo com livros publicados e exposições, um trabalho que depende inteiro de enquadrar e cortar. É o mesmo alto do mapa servindo a dois ofícios que parecem distantes e não são.

O idioma que quase sumiu

Júpiter na casa 9, a dos horizontes largos e da transmissão

Na casa 9 mora tudo o que alarga o mundo de alguém: idioma estrangeiro, viagem, o que se ensina adiante. Júpiter, o planeta que faz crescer, está lá. Em 2018 ele dirigiu, em Nova York, uma montagem de Um Violinista no Telhado falada inteiramente em iídiche, língua que quase desapareceu no século passado. Pegar um idioma ameaçado e devolvê-lo ao palco é esse Júpiter trabalhando.

As conversas do céu

O eixo dos encontros afinado

os nós lunares em ângulo suave com o Ascendente, a 0,08 grau

Os nós lunares são dois pontos matemáticos que a tradição lê como a linha do que se traz e do que se busca. No mapa dele, essa linha bate na porta de entrada com folga de oito centésimos de grau, um dos encaixes mais exatos que um mapa pode ter. Costuma ser lido como pessoa que encontra o próprio caminho através dos outros, o que descreve bem uma carreira feita de papéis dados por diretores.

A pressão que nunca some

Urano e Plutão em tensão, a 0,48 grau

Urano é o que sacode, Plutão é o que revira por baixo. Quando os dois se atritam com folga tão pequena, a tradição fala de alguém que carrega uma inquietação de fábrica, incapaz de aceitar as coisas como estão. Numa carreira, isso costuma aparecer como recusa de repetir a fórmula que deu certo. Depois do papel que o consagrou nos palcos e no cinema, ele foi ser fotógrafo, publicou quatro livros de imagens e virou diretor de teatro.

O charme e a garra de mãos dadas

Vênus e Marte em ângulo fácil, a 0,57 grau

Vênus é a graça, Marte é a força. Nos mapas em que os dois se entendem, e aqui eles se entendem com folga de pouco mais de meio grau, aparece quem consegue ser suave e firme sem parecer duas pessoas diferentes. No palco isso é presença: sedução e comando saindo do mesmo corpo, que é a matéria-prima de um mestre de cerimônias.

Elementos e aspectos

A mistura dos elementos

  • fogo34%
  • terra22%
  • ar22%
  • Água22%

Os aspectos mais apertados

  • Nodo Norte trígono Ascendente · 0,08° de folga
  • Mercúrio conjunção Urano · 0,41° de folga
  • Urano quadratura Plutão · 0,48° de folga
  • Vênus sextil Marte · 0,57° de folga
  • Lua sextil Lilith · 0,86° de folga
  • Mercúrio quadratura Plutão · 0,9° de folga

Você sabia?Ganhar o prêmio máximo do teatro americano e o do cinema pelo mesmo papel é feito de um clube pequeníssimo, e ele entrou nele com o Mestre de Cerimônias de Cabaret: o Tony em 1967, o Oscar em 1973. Entre um prêmio e outro passaram-se seis anos e uma travessia inteira do palco para a tela, com a mesma maquiagem branca no rosto.

Tira-dúvidas

Perguntas frequentes

De onde vem a hora de nascimento de Joel Grey?
Da fonte declarada logo abaixo do título, Mapa do Céu (https://www.mapadoceu.com.br/pt/mapa/joel-grey/), nota AA - Registro de nascimento em mãos. A regra da casa é não publicar mapa sem origem de horário: hora sem fonte transforma o Ascendente e todas as casas em chute, e é justamente aí que a leitura muda mais. Quando a confiança do registro é média, a própria página avisa.
Ter o mesmo signo de Joel Grey quer dizer ser parecido com Joel Grey?
Não, e a lista de pontos aqui do lado mostra por quê. Além do Sol em Áries, Joel Grey tem Lua em Gêmeos e Ascendente em Escorpião, e cada um dos outros astros num grau e numa casa. Duas pessoas do mesmo signo solar quase nunca repetem o resto do desenho.
Se a hora estiver um pouco errada, o que muda?
Mudam o Ascendente e a divisão das casas, que dependem da rotação da Terra e viram depressa: poucos minutos já podem trocar o signo que subia no horizonte. Os astros mais lentos praticamente não saem do lugar, então a leitura deles por signo continua de pé mesmo quando o horário é aproximado.
Como comparo o meu mapa com este?
Calcule o seu de graça na calculadora que fica logo abaixo: ela devolve a mesma roda e a mesma lista de pontos que você está vendo aqui. Com os dois lado a lado, fica fácil reparar no que se repete e no que é só seu.

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