Psiquiatria
O mapa astral de Elisabeth Kübler-Ross
Nascimento: 8 de julho de 1926, às 22:45, em Zurique, Suíça. Fonte do horário: Mapa do Céu (https://www.mapadoceu.com.br/pt/mapa/elisabeth-kubler-ross/), nota A - Memória.
A geometria real do céu de 08/07/1926
O céu em números
- Sol15°56' Câncer · casa 5
- Lua3°53' Câncer · casa 4
- Ascendente11°30' Peixes · casa 1
- Meio do Céu21°37' Sagitário · casa 10
- Mercúrio12°13' Leão · casa 6
- Vênus11°46' Gêmeos · casa 3
- Marte15°54' Áries · casa 1
- Júpiterretrógrado26°22' Aquário · casa 12
- Saturnoretrógrado19°36' Escorpião · casa 8
- Uranoretrógrado29°26' Peixes · casa 1
- Netuno23°06' Leão · casa 6
- Plutão14°18' Câncer · casa 5
- Quíron1°49' Touro · casa 1
- Lilith3°12' Virgem · casa 6
Sol, Lua, Ascendente e o elenco
cuidar como ofício
Sol em Câncer, casa 5
Câncer é o signo do colo, de quem chega perto sem precisar ser chamado, e é ali que está o Sol dela, o ponto que a astrologia lê como o centro de quem a pessoa é. Ele cai no pedaço do mapa que trata daquilo que a gente cria e assina com o próprio nome. Traduzindo: uma vida em que o cuidado não ficou no gesto privado, virou obra publicada e lida no mundo inteiro.
sentir a temperatura do quarto
Lua em Câncer, casa 4
Captar a temperatura de um quarto antes de qualquer fala é coisa da Lua, que responde pelo que se sente antes de pensar. A dela repete Câncer, o que dobra a dose, no fundo do mapa, a região ligada ao lar e ao chão de onde a pessoa vem. É o desenho de quem entra num cômodo e capta o clima antes de qualquer um falar. Numa enfermaria de gente com poucas semanas de vida, isso deixa de ser sensibilidade e passa a ser instrumento de trabalho.
chegar sem peso
Ascendente em Peixes
Antes de dizer qualquer palavra, a pessoa já apresentou o Ascendente, que é a fachada do mapa. O dela é Peixes, o signo que não ocupa espaço à força e sim se molda ao ambiente. Sentar ao lado de alguém que está morrendo exige exatamente essa qualidade de presença: aparecer sem fazer barulho e sem parecer que veio buscar alguma coisa.
falar difícil em palavra fácil
Mercúrio em Leão, casa 6
Dizer coisa dura em palavra simples é competência rara, e ela mora em Mercúrio, o ponto da cabeça e da língua. O dela ficou em Leão, o signo que não tem medo de plateia e gosta de contar história. Um livro escrito por psiquiatra sobre pacientes moribundos tinha tudo para morrer numa estante de faculdade, e o dela virou leitura de gente comum em dezenas de idiomas. Isso é Mercúrio em Leão fazendo o trabalho dele.
o prazer de ouvir
Vênus em Gêmeos, casa 3
Quem passa décadas entrevistando gente precisa gostar disso, e gosto de verdade é assunto de Vênus. A dela caiu em Gêmeos, o signo da conversa e da troca de palavra, no pedaço do mapa que trata de escrever e de perguntar. Foram anos de conversa de cabeceira transformados em livro. Não era só método de pesquisa, era gosto: Gêmeos ali é de quem sente prazer genuíno em puxar assunto.
a insistência
Marte em Áries, casa 1
Bater de frente com uma instituição inteira pede Marte, a força de encarar, e o dela ficou em Áries, o signo que vai direto, bem na casa 1, a do corpo e da presença física. Encarar a resistência de colegas médicos para os quais paciente sem cura era assunto encerrado pede esse tipo de motor. Ela não convenceu o meio pedindo licença, convenceu insistindo até a porta abrir.
O que o mundo vê, e onde isso mora no mapa
O tema que ninguém queria
Saturno em Escorpião na casa 8, a do fim e do que se transforma
O setor 8 do mapa é o que a tradição astrológica reserva para o fim das coisas, a perda e a passagem de um estado para outro. É exatamente lá que está o Saturno dela, o planeta do tempo, do limite e daquilo que dói encarar, ainda por cima em Escorpião, o signo que não desvia o olho do desconfortável. É o céu apontando para o território de uma vida inteira. Poucas pessoas no século passado ficaram tanto tempo olhando para ele sem piscar.
Os cinco estágios
41% do mapa em signos de água
O nome dela ficou colado a uma lista: negação, raiva, barganha, depressão, aceitação. Repare que nenhum desses itens é sobre doença, todos são sobre sentimento. Quatro décimos do céu de nascimento dela estão em signos de água, o naipe de quem sente primeiro e entende depois, e a água é justamente o elemento que a astrologia associa a dar nome ao que não se vê. Organizar a dor em cinco tempos combina demais com esse tanto de água.
O paciente que virou professor
Mercúrio e Netuno juntos em Leão na casa 6, a do ofício de todo dia
A ideia mais ousada dela foi simples: sentar um paciente terminal diante de estudantes de medicina e deixar que ele falasse. A casa 6 do mapa trata do trabalho repetido, da rotina do cuidado e do corpo que adoece, e ali estão dois planetas em Leão, o signo do palco. Mercúrio é a palavra e Netuno é aquilo que dissolve a fronteira entre as pessoas. É difícil imaginar desenho mais exato para quem transformou o leito de hospital em sala de aula.
A suíça que atravessou o oceano
Meio do Céu em Sagitário, a marca pública no signo de quem cruza fronteira
Quem sai do próprio país para exercer o ofício em outro carrega isso no ponto mais alto do mapa, aquele que registra a pegada deixada no mundo. Ela nasceu com esse ponto em Sagitário, o signo do estrangeiro, da viagem longa e das perguntas grandes sobre sentido. Ela saiu da Suíça, fez carreira nos Estados Unidos e escolheu como matéria de trabalho a pergunta que mais incomoda qualquer um. Bate com um topo de mapa em Sagitário e com uma obra que nunca coube só na medicina.
Vinte livros e uma frase que pegou
Sol quase colado ao Nodo Norte, a 0,47 grau
A tradição lê o Nodo Norte como a direção de uma vida, aquilo que a pessoa veio praticar. No mapa dela ele está a menos de meio grau do Sol, praticamente no mesmo lugar. Não costuma acontecer. Em quem escreveu mais de vinte livros sobre o mesmo assunto e nunca deu sinal de querer mudar de tema, esse encaixe é de uma coerência quase constrangedora.
As conversas do céu
A mão que escreve bonito
Mercúrio e Vênus num ângulo fácil, a 0,46 grau
Mercúrio é o raciocínio e Vênus é o senso do que é agradável. Quando os dois se entendem numa margem tão curta, costuma sair gente cujo texto flui sem esforço para quem lê. É a diferença entre um relatório clínico e um livro que atravessou gerações contando as mesmas cinco palavras.
A força que vem do fundo
Sol e Plutão juntos em Câncer, a 1,64 grau
Plutão é o planeta do que mexe nas camadas mais fundas, aquilo que ninguém encara de bom grado. No mapa dela ele está ao lado do Sol, ou seja, colado ao centro da identidade. Dá o tipo de pessoa cujo assunto favorito é justamente o que os outros mudam de assunto para não falar.
A imagem de acolhimento
Netuno conversando com o ponto mais alto do mapa, a 1,48 grau
Netuno é a compaixão e também o borrão que apaga o contorno entre eu e você. Ele conversa com harmonia com o ponto da reputação pública no mapa dela. A tradição liga esse sinal a quem o público enxerga como figura de acolhimento, e é exatamente essa a imagem que sobrou dela.
Elementos e aspectos
A mistura dos elementos
- Água41%
- fogo24%
- ar20%
- terra15%
Os aspectos mais apertados
- Sol quadratura Marte · 0,04° de folga
- Vênus quadratura Ascendente · 0,27° de folga
- Mercúrio sextil Vênus · 0,46° de folga
- Sol conjunção Nodo Norte · 0,47° de folga
- Marte quadratura Nodo Norte · 0,52° de folga
- Lua sextil Lilith · 0,69° de folga
Você sabia?Ela nasceu trigêmea, o que rende uma pergunta ótima para quem gosta de astrologia: as três dividem praticamente o mesmo céu de nascimento, com poucos minutos de diferença. A resposta clássica da tradição é que o mapa descreve o terreno, não a colheita. Duas pessoas podem receber o mesmo pedaço de chão e plantar coisas completamente diferentes nele.
Tira-dúvidas
Perguntas frequentes
De onde vem a hora de nascimento de Elisabeth Kübler-Ross?
Ter o mesmo signo de Elisabeth Kübler-Ross quer dizer ser parecido com Elisabeth Kübler-Ross?
Se a hora estiver um pouco errada, o que muda?
Como comparo o meu mapa com este?
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