Futebol
O mapa astral de Pelé
Nascimento: 23 de outubro de 1940, às 03:00, em Três Corações, Brasil. Fonte do horário: Mapa do Céu (https://www.mapadoceu.com.br/pt/mapa/pele/), nota AA: registro de nascimento em mãos.
O mapa segue a certidão de nascimento citada pela fonte: 23 de outubro de 1940, às 3 da manhã, em Três Corações, a mesma data em que o Brasil sempre celebrou o aniversário dele. Parte das fontes antigas trazia 21 de outubro, e uma versão anterior desta página chegou a seguir esse dado; com o documento em mãos, vale o dia 23.
A geometria real do céu de 23/10/1940
O céu em números
- Sol29°40' Libra · casa 2
- Lua17°27' Câncer · casa 11
- Ascendente12°01' Virgem · casa 1
- Meio do Céu17°21' Gêmeos · casa 10
- Mercúrio23°49' Escorpião · casa 3
- Vênus18°48' Virgem · casa 1
- Marte11°24' Libra · casa 1
- Júpiterretrógrado12°04' Touro · casa 8
- Saturnoretrógrado12°13' Touro · casa 8
- Uranoretrógrado25°06' Touro · casa 9
- Netuno26°29' Virgem · casa 1
- Plutão4°17' Leão · casa 11
- Quíron1°08' Leão · casa 11
- Lilith14°52' Áries · casa 7
Sol, Lua, Ascendente e o elenco
a elegância como assinatura
Sol em Libra, casa 2
Um futebol que o planeta inteiro chamou de bonito combina com um Sol em Libra, o signo do equilíbrio e da harmonia, e é ali que o dele está, já nos últimos graus, quase na divisa com o signo seguinte. O Sol fala da essência da pessoa, e o de Pelé cai na casa 2, a parte do mapa ligada aos talentos que viram patrimônio. Serve como luva para o artilheiro cujo tesouro foi construído gol a gol, até passar de mil.
de quem ele lembrou no auge
Lua em Câncer, casa 11
Cercado de repórteres logo depois do milésimo gol, ele usou o momento mais esperado da carreira para pedir atenção às crianças e aos mais pobres do país. Essa cena tem tudo a ver com a Lua, que mostra o mundo emocional: a dele está em Câncer, o signo do cuidado e do colo, o único que a própria Lua comanda, dentro da casa 11, a das multidões. É o retrato de quem sente junto com o coletivo, e sente por ele.
o gênio que treinava
Ascendente em Virgem
Debaixo do talento mais celebrado da história do futebol vivia um operário do gesto, e é essa a porta de entrada que o mapa descreve: Ascendente em Virgem, o signo do ofício, do detalhe e da repetição caprichada. Esse ponto mostra a primeira impressão que a pessoa passa, e a dele sempre foi a do craque simples, sem pose, que tratava o próprio corpo como ferramenta de trabalho. A mágica, vista de perto, tinha método.
a leitura da jogada
Mercúrio em Escorpião, casa 3
Antecipar o movimento do adversário antes de todo mundo foi marca registrada do jogo dele, e essa cabeça tem endereço no mapa: Mercúrio, o planeta do pensar, em Escorpião, o signo do olhar que enxerga por baixo da superfície, na casa 3, a da percepção do dia a dia. Vira uma espécie de radar permanente, que lê o goleiro, o espaço e a jogada inteira antes de ela existir. O futebol chama isso de visão de jogo; o mapa desenha o mesmo dom com outros nomes.
o encanto do acabamento
Vênus em Virgem, casa 1
Nada no futebol dele era enfeite: a beleza vinha da precisão. Vênus, que fala do que encanta, aparece em Virgem, o signo do capricho e da medida certa, na casa 1, a da presença física, aquilo que se vê de cara. Combina com uma graça escondida no detalhe: o toque na medida, o drible milimétrico, a bola colocada exatamente onde o goleiro não alcança.
a força que flutua
Marte em Libra, casa 1
Potência e leveza raramente dividem o mesmo corpo, e o mapa dele traz as duas de mãos dadas: Marte, o planeta da força e do ataque, está em Libra, o signo do equilíbrio, na casa 1, a do próprio corpo. É o eco de um atacante que finalizava com as duas pernas, subia mais alto que os zagueiros e ainda assim parecia estar dançando.
O que o mundo vê, e onde isso mora no mapa
O menino que chegou pronto
Júpiter em harmonia exata com o Ascendente, a 0,04 grau
Profissional aos 15, seleção brasileira aos 16, campeão do mundo aos 17 com dois gols na final contra a Suécia: ninguém subiu tão rápido e tão de uma vez. No céu dele, Júpiter, o planeta do crescimento e da sorte grande, faz com o Ascendente o aspecto mais fechado de todo o mapa, praticamente cravado no exato. A tradição associa esse encontro a portas que se abrem cedo e por inteiro, e é difícil apontar uma biografia em que isso tenha sido tão literal.
Três Copas, nenhum igual
Lua em Câncer, o signo da pátria, na casa 11, a das multidões
Em 1958, 1962 e 1970, ele levantou a taça do mundo, e segue sendo o único jogador com três Copas no currículo. A Lua dele está em Câncer, o signo do pertencimento, das raízes e da pátria, dentro da casa que fala de grupos e multidões. É o mapa rimando com o homem que carregou o sentimento de um país três vezes até o ponto mais alto do futebol, e fez de cada taça uma festa coletiva.
O milésimo
Marte em Libra na casa 1, colado no Nó Norte a 0,54 grau
Em 19 de novembro de 1969, no Maracanã, contra o Vasco, um país inteiro prendeu a respiração para um pênalti: era o gol de número mil, diante do goleiro argentino Edgardo Andrada, e a partida chegou a ficar suspensa por vinte minutos de festa. Marte, o planeta da ação, está em Libra, o signo do equilíbrio e do tempo certo, na casa do próprio corpo, e ainda por cima grudado no Nó Norte, ponto que a astrologia lê como a direção para onde a vida cresce. Uma força que age com calma e pontaria, apontada para o rumo certo: um dos lances mais esperados da história do futebol brasileiro é quase o retrato disso.
Dezoito anos de Vila Belmiro
Júpiter e Saturno colados em Touro, a 0,16 grau
De 1956 a 1974, ele defendeu o Santos, marcou 1.091 gols pelo clube e transformou um time do litoral paulista em bicampeão mundial, com as Intercontinentais de 1962 e 1963. No céu dele, Júpiter, o planeta da grandeza, aparece praticamente fundido a Saturno, o da constância e do tempo longo, os dois em Touro, o signo que constrói devagar e não sai do lugar. É a assinatura de uma grandeza erguida sem pressa: no mesmo clube, na mesma vila, tijolo por tijolo.
A coroa veio de baixo
Plutão em Leão, o signo dos reis, na casa 11, a dos grupos e multidões
Rei não é cargo que se pede, é título que os outros dão, e o dele nasceu na boca do povo muito antes de virar oficial: Atleta do Século pelo Comitê Olímpico Internacional, Jogador do Século pela FIFA, honraria dividida com Maradona, e um lugar na lista da revista Time entre as cem pessoas mais importantes do século 20. No mapa, Plutão, o planeta da potência, ocupa Leão, o signo da realeza, bem na casa das multidões. Difícil desenhar melhor um poder que sobe da arquibancada para o trono.
As conversas do céu
Os gols que nem precisaram acontecer
Mercúrio em oposição a Urano, a 1,27 grau
Na Copa de 1970, ele arriscou encobrir o goleiro da Tchecoslováquia chutando do meio de campo e, na semifinal contra o Uruguai, deixou a bola passar por um lado e passou por outro, driblando Mazurkiewicz sem tocar nela. Nenhum dos dois lances terminou em gol, e os dois entraram para a história mesmo assim. Mercúrio, a cabeça, faz uma oposição com Urano, o planeta da surpresa e da ideia fora do padrão, e é o tipo de conversa no céu que aparece em quem pensa o que ninguém pensou ainda.
A despedida em dois tempos
Lua e Vênus em ângulo suave, a 1,35 grau
No último jogo como profissional, em 1º de outubro de 1977, ele jogou o primeiro tempo pelo Cosmos, marcou de falta o gol final da carreira, e atuou o segundo tempo pelo Santos, para não escolher entre os dois clubes da vida dele. Choveu no fim, e um jornal brasileiro cravou na manchete que até o céu chorou. A Lua, o sentir, e Vênus, o afeto, conversam em harmonia no mapa, o desenho clássico de quem ama com facilidade e é fácil de amar. Naquela tarde, coube tudo isso num só jogo.
O homem e o personagem
Vênus na casa 1 em tensão com o Meio do Céu, a 1,46 grau
Na certidão, Edson Arantes do Nascimento; para o planeta, duas sílabas que dispensam sobrenome. Vênus, o que encanta, mora na casa da pessoa de carne e osso, a que está ali na sua frente, e faz um ângulo tenso com o Meio do Céu, o ponto da carreira e da imagem pública, que no caso dele fica em Gêmeos, o signo do nome que corre o mundo. É um cabo de guerra conhecido: de um lado o homem, do outro um personagem maior que qualquer campo, os dois dividindo o mesmo corpo.
Elementos e aspectos
A mistura dos elementos
- terra32%
- ar27%
- Água24%
- fogo17%
Os aspectos mais apertados
- Júpiter trígono Ascendente · 0,04° de folga
- Júpiter conjunção Saturno · 0,16° de folga
- Saturno trígono Ascendente · 0,2° de folga
- Marte conjunção Nodo Norte · 0,54° de folga
- Mercúrio oposição Urano · 1,27° de folga
- Lua sextil Vênus · 1,35° de folga
Você sabia?O nome de batismo homenageia Thomas Edison, o inventor americano. Já o apelido que o mundo inteiro aprendeu nasceu de um tropeço de criança: o pequeno Edson pronunciava errado o nome de Bilé, goleiro do Vasco da Gama de São Lourenço, e do erro saiu Pelé. Ou seja, o maior nome do futebol carrega um inventor no documento e um goleiro do interior no apelido.
Tira-dúvidas
Perguntas frequentes
De onde vem a hora de nascimento de Pelé?
Ter o mesmo signo de Pelé quer dizer ser parecido com Pelé?
Se a hora estiver um pouco errada, o que muda?
Como comparo o meu mapa com este?
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